quinta-feira, 26 de março de 2009

Tirinhas II

quarta-feira, 25 de março de 2009

Umbigos do Mundo

Umbigo do Mundo é o nome dado aos grandes centros de energia e sabedoria surgidos na Antiguidade. Alguns deles são o Oráculo de Delfos, na Grécia; Rapa Nui (Ilha de Páscoa), no Oceano Pacífico; e Cuzco, no Peru.

Delfos
Durante mais de 15 séculos, do nascimento ao fim da cultura grega antiga, o Oráculo de Delfos, ou templo de Apolo, serviu como local onde os peregrinos vindos das mais diversas latitudes do mundo helênico consultavam as pitonisas, as sacerdotisas oraculares, para saber qual o seu destino, da sua família ou da sua pátria. Delfos tornou-se um dos lugares sagrados mais venerados pelos gregos, sendo que suas previsões e predições tiveram enorme repercussão nos destinos de reis, de tiranos e de muita outra gente famosa daqueles tempos.

A lenda do oráculo de Delfos
Querendo medir com exatidão o centro do mundo, Zeus fez com que duas águias fossem soltas de lugares opostos da terra. Quando o vôo das duas se cruzou, ali bem embaixo o todo-poderoso determinou ser o local – uma pedra situada nas cercanias do monte Parnaso - do ônfalos, o umbigo do mundo. Anunciou então a todos que dali ele entraria em contato com quem desejasse fazer-lhe consultas ou pedir-lhe orientações.

Porém, a região era dominada pela monstruosa Píton, uma cobra gigantesca que espantava qualquer possibilidade de aproximação. Coube então a Apolo oferecer-se para enfrentar a serpente, representante das forças primitivas e irracionais, derrotando-a num formidável combate. O deus vitorioso sepultou os restos do ofídio monstruoso exatamente embaixo do solo em que se ergueu o templo de Delfos, no golfo de Corinto, local em que as mensagens de Zeus, por intermédio de Apolo, chegariam aos interessados.

Cusco
Cusco (em espanhol Cuzco ou Cusco, em quíchua Qosqo ou Qusqu) é uma cidade no Peru situada no sudeste do Vale de Huatanay ou Vale Sagrado dos Incas, na região dos Andes, seu nome significa "umbigo", no idioma quíchua.
Duas lendas indígenas atribuem sua fundação a seu primeiro chefe de estado, um personagem lendário chamado Manco Capac, junto a sua irmã e esposa Mama Ocllo. Em ambas se afirma que o lugar foi revelado pelo deus sol (Inti) aos fundadores depois de uma peregrinação iniciada ao sul do Vale Sagrado dos Incas em busca do lugar exato.

Por dados arqueológicos e antropológicos estudou-se o verdadeiro processo da ocupação de Cusco. O consenso aponta a que, devido ao colapso do reino de Taypiqala, produziu-se a migração de seu povo. Este grupo de cerca de 500 homens teria se estabelecido paulatinamente no vale do rio Huatanay, processo que culminaria com a fundação de Cusco. É desconhecida a data aproximada, porém, graças a vestígios, há um consenso que o local onde se localiza a cidade já se encontrava habitado há 3000 anos. Porém, considerando unicamente seu estabelecimento como capital do Império Inca (meados do século XIII), Cusco aparece como a cidade habitada mais antiga de toda América.

Foi a capital e sede de governo do Reino dos incas e seguiu sendo ao iniciar-se a época imperial, tornando-se a cidade mais importante dos Andes. Esta posição lhe deu proeminência e a converteu no principal foco cultural e eixo do culto religioso.

Atribui-se ao governante Pachacuti ter feito de Cusco um centro espiritual e político. Pachacuti chegou ao poder em 1438, e ele e seu filho Túpac Yupanqui dedicaram cinco décadas à organização e conciliação dos diferentes grupos tribais sob seu domínio, entre eles os Lupaca e os Colla. Durante o período de Pachacuti e Túpac Yupanqui, o domínio de Cusco chegou até Quito, ao norte, e até o rio Maule, ao sul, integrando culturalmente os habitantes de 4.500 quilômetros de cadeias montanhosas.

Também se crê que o desenho original da cidade seja obra de Pachacuti. O plano do Cusco antigo tem forma de um puma, com a praça central Haucaypata na posição que ocuparia o peito do animal. A cabeça do felino estaria localizada na colina onde está a fortaleza de Sacsayhuaman. Os incas organizaram sua divisão administrativa de maneira que os limites das quatro regiões do império coincidissem na praça principal de Cusco.

Rapa Nui
No ano de 1722, domingo de páscoa, às 18 horas. A bordo do navio de Afrikaanske Galei, os marinheiros trabalham normalmente. Há quatro meses e meio tinham levado ferros da Holanda em viagem de exploração e comércio e afora o rápido combate com um grande galeão espanhol, que tinha deixado para trás graças a sua superior velocidade, tudo havia corrido ao gosto do comandante comodoro Jacob Roggeveen. Súbito o vigia , anuncia " terra à vista" . Aproximam-se de uma ilha não assinalada no mapa. Com a pouca luz do entardecer chegam em tempo de avistar no litoral, sobre longas muralhas de pedra, enormes gigantes que parecem dispostos a evitar desembarque. Roggeveen manda ancorar longe da costa e decide esperar pelo amanhecer para tomar uma decisão Quando o dia clareia os europeus têm sua segunda surpresa. Os gigantes permaneciam parados e com óculos de alcance foi possível avistar gente de tamanho normal que se movia entre eles. Tinha-se assustado com estátuas. Resolvem então desembarcar, após batizar a ilha em honra a data de sua descoberta. ( Texto retirado do livro " Grandes Enigmas da Humanidade" Luís Carlos Lisboa e Roberto Pereira de Andrade )

Estátuas colossais, de mais ou menos 5 metros reinam em toda ilha do Pacifico desafiando a ciência. Como explicar o transporte das colossais estátuas, chamadas Moais, ninguém até hoje soube dizer. As estátuas olham para o norte e nordeste, sul, sudoeste e sudeste. A ilha toda tem 170 km2 de extenção, 3500 km da costa oeste da América do sul. Existem hieróglifos por toda parte da ilha e se fossem decifradas iriam revelar muito sobre a cultura daquela época. Fica a seguinte pergunta no ar: Quem e que ferramentas foram usadas na construção daquelas estátuas? Simplesmente esta pergunta está entre nós desde o descobrimento da Grande Pirâmide do Egito. Mas se pensármos bem o Mundo está repleto de enigmas do qual só temos uma resposta, ou fomos auxiliados por seres inteligentes de outras galáxias, ou tivemos uma grande catástrofe da qual esquecemos tudo e recomeçamos da estaca zero... A ilhota é de formação vulcânica, tendo um relevo moderado, superficie de 118 km quadrados, com altitudes que variam de 200 à 500m. Faz parte da província de Val Paraíso no Chile, e constitui a Oceania chilena. Batizada como "Te pita, te henua" (umbigo do mundo ).

As mais de 887 estátuas da Ilha de Páscoa contêm em si uma pergunta imediata: como um lugar tão pequeno e isolado poderia originar uma cultura capaz de obras tão espetaculares? Desvendar os mistérios desta ilha não é uma tarefa fácil, e há inúmeras décadas pesquisadores e arqueólogos têm se dedicado às questões que Páscoa suscita. Quem construiu os moais? Como foram eles transportados até os ahus? A Ilha de Páscoa é o lugar habitado mais isolado do mundo: são 118 km² de terra no sudoeste do oceano pacífico, 1.600 km a leste da ilha de Pitcairn e 3.700 km a oeste do Chile. O holandês Jacob Roggenveen foi o primeiro ocidental a visitar o lugar, em 1722. Encontrou polinésios e nativos de "pele clara e cabelos vermelhos", que moravam em cabanas feitas de colmo e subsistiam da escassa vegetação. Em 1956, uma outra expedição, comandada pelo norueguês Thor Heyerdahl, descobriu milhares de ferramentas usadas na execução das estátuas. Mas as dúvidas sobre sua autoria permaneciam. Embora mencionem-se incas e até alienígenas como seus autores, a tendência é atribuí-las aos polinésios, que teriam chegado à ilha no século VII.

Bada Pic's I














Clique nas imagens para baixar.

A Plasticomania....

Video muito interessante sobre o uso excessivo do plástico ....

terça-feira, 24 de março de 2009

Imagens...












Tirinhas I


Músicas do Espinhaço e de outras naturezas














Há aproximadamente 1 ano escutei o Bernardo pela 1ª vez quando fiquei impressionado com a sonoridade, e desde então temos mantido contato via e-mail sobre novos trabalhos dele e quando eu peço para divulgar em sites que frequento.
Música e Natureza se unem de maneira ímpar. Perseverante na intenção de interpretar as paisagens que lhe encantam, desenvolveu maneiras singulares de propiciar este encontro a outras pessoas, conferindo-lhes a veracidade de seus sentimentos.




sexta-feira, 20 de março de 2009

Banda Cartas

A banda Cartas surgiu no inicio de 2008 em Curitiba, quando a banda Verossimilhança acabou, Will (Baixo) e Tabyon (batera), continuaram se comunicando pra fazer o som, Sava (guita) que tinha um projeto de Faith no More cover com o Tabyon, foi chamado a um ensaio e deu certo.





http://www.myspace.com/cartasband

quinta-feira, 19 de março de 2009

Continente de Plástico

Entre o Havaí e a Costa Californiana existe um novo continente emergindo dia após dia. Desde a década de 30, ele se torna cada vez maior e, atualmente, já possui mais de duas vezes o tamanho do Texas.

Seria a tão famosa Atlântida, emergindo para 2012? Seria uma uma rocha kriptoniana, resultado de algum cristal jogado ao mar por Lex Luthor? Seria R´lyeh, morada do Grande Cthulhu, erguendo-se do mar?

Não… este verdadeiro continente de lixo é chamado de “Great Pacific Garbage Patch”, ou em português, “O Grande Depósito de Lixo do Pacífico”. Uma área gigantesca em proporções completamente absurdas, que pode ser avistada até pelo Google Earth, maior do que as regiões Sul e Sudeste somadas e com profundidade de até 15m em alguns locais (o plástico possui várias densidades, o que torna as camadas de detritos bastante profundas, como verdadeiros “icebergs” em alguns locais), formada inteiramente de tudo o que você puder imaginar que seja feito de PLÁSTICO.

Desde que Leo Hendrik Baekeland inventou a Bakelita em 1909, a IG Farben desenvolveu o PVC no final da Primeira Guerra Mundial e a DuPont patenteou o Nylon em 1939, cerca de 99,9% de todo o plástico que já foi produzido no Planeta NÃO foi reciclado. Foi sendo continuamente jogado em latas de lixo, que por sua vez foram jogadas em lixões, que acabaram caindo em rios, que eventualmente caíram no mar. Nestes mares, existem correntes marítimas que levaram este lixo plástico para bem longe das pessoas… mas o grande problema é que existem as famosas “Correntes Marítimas”, que acabam jogando todo este lixo para lá e para cá no mar… e esse plástico foi flutuando, flutuando… até que, por força dos círculos criados por estas correntes, ele acaba ficando preso em uma determinada região do Oceano Pacífico… e foi se acumulando por décadas e mais décadas e mais décadas… até os dias de hoje.

Acho que com isso você deve ter uma noção do tamanho do problema que foi criado. Esta não é exatamente uma “novidade” para as otoridades, pois o lixão já havia sido descoberto bem antes de 1997, fotografado durante as manobras americanas no Pacífico. O grande problema é que esta área do planeta fica em águas internacionais, ou seja, na “terra de ninguém”. Cada país toca o foda-se e acha que o problema não é dele e, enquanto isso, o continente de lixo foi crescendo, crescendo, crescendo…

Em 1997, o velejador Charles Moore, capitão do veleiro Alguita, havia participado de uma competição no Havaí e resolveu experimentar uma nova rota mais ao norte. Ele sabia que estava entrando na “zona morta”, mas o que encontrou lá não saiu mais de sua mente - e transformou-se em sua razão de viver. Eis uma matéria sobre ele, que saiu no Le Monde:

“Charles Moore conserva os seus achados mais preciosos num armário de ferro no fundo do seu jardim, perto do oceano Pacífico, em Long Beach, Califórnia. Há dez anos que, a bordo de um catamarã batizado Alguita, este homem vem caçando obstinadamente uma presa singular, o plástico encalhado no fundo do oceano. (…)

O seu interesse no plástico resulta de um evento casual. Em 1997, ao retornar de uma competição de veleiros que o conduziu de Los Angeles até Honolulu, o navegador tomou a decisão de passar por uma rota habitualmente evitada pelos marinheiros, pois ela atravessava uma zona de altas pressões, sem vento, onde as correntes se enroscam no sentido das agulhas de um relógio: o Giro do Pacífico Norte. “Dia após dia, eu não consegui ver nenhum golfinho, nenhuma baleia, nenhum peixe sequer; tudo o que eu via ali era plástico“, recorda-se.

Charles Moore apaixonou-se por este lugar esquecido. Ele criou uma fundação, fez com que ela fosse financiada por doadores privados e, com a ajuda de cientistas especialistas na poluição da água, desenvolveu um método de quantificação dos detritos, antes de retornar para aquela área. Os primeiros resultados das pesquisas foram divulgados pela publicação especializada “The Marine Pollution Bulletin” em 2001. A equipe recenseou 334.271 fragmentos de plástico por km2 em média (e até mesmo a quantidade máxima de 969.777 fragmentos por km2 em certos lugares), para um peso médio de 5 kg/km2. A massa de plástico é seis vezes mais elevada do que a massa de plâncton colhida no local. O Giro atua como uma armadilha para as partículas.

O lugar onde as amostragens foram colhidas, que é tão grande quanto o Texas, é batizado de Eastern Garbage Patch, a “Porção-lixo do Leste” do Pacífico. Qual é a superfície total desta vasta “lata de lixo”? “Isso, nós ainda não descobrimos”, responde Charles Moore. “A água está sempre em movimento, e, com isso, a poluição fica muito difícil de medir. Eu percorri 150 mil quilômetros a bordo do Alguita pelo Pacífico Norte, e encontrei plástico por todo lugar”.

A Imagem desta tartaruga diz tudo. Presa em um destes aros que ficam na boca de uma garrafa de 2 litros quando pequena, ela foi crescendo e se deformando aos poucos, até se tornar esta monstruosidade, que foi encontrada pela tripulação do Alguita. além deste exemplo, dezenas de milhares de peixes morrem a cada dia por ingestão de pellets (aquelas bolinhas de plástico que são usadas para forrar caixas de eletrodomésticos) pensando que são ovos, peixes e tartarugas morrem por ingestão de saquinhos plásticos que confundem com medusas e pássaros acabam doentes ou mortos por ingestão de pecinhas de plástico que confundem com peixes ou outros alimentos.

Assustador, heim?
A mais recente viagem do Alguita permitiu constatar um agravamento dos níveis de poluição. “Foi verdadeiramente chocante constatar que em cada colheita que nós trazíamos para a superfície, a rede estava sistematicamente lotada de partículas e objetos de plástico”, observa Jeffery Ernst, 22 anos, que acaba de obter o seu diploma de biologia marinha e que se alistou como voluntário para integrar a tripulação do Alguita. “Os fragmentos, que são colhidos por meio de um grande jereré sofisticado, deverão ser selecionados e classificados em 128 categorias diferentes, em função do seu tipo (fio, filme, espuma, fragmento, granulados), do seu tamanho e da sua cor.”

O que fazer?
O próprio Moore é bastante pessimista diante do quadro, dada a imensidão da tarefa. É impossível filtrar o mar e a massa de plástico, já aglutinada em diversas porções, forma algo comercialmente inviável de reciclagem, devido à deterioração. Ele tem uma metáfora bastante boa para descrever o atual estado de coisas: “o mar é como um banheiro sem descarga. Nós podemos parar de usar a privada, mas não podemos tirar o que já está lá“.

A NOAA _ National Oceanic and Atmospheric Administration, que já tem há alguns anos um programa de monitoramento de resíduos marinhos, administra um tímido programa de remoção de resíduos ao norte do Havaí _ porém, o programa é centrado na busca e remoção de redes de pesca abandonadas, também conhecidas como “ghostnets“, porque elas apesar de abandonadas nunca param de pescar, levando à morte milhares de animais marinhos.

Em uma matéria do SFGate do ano passado, Holly Bamford, oceanógrafa e chefe do serviço de resíduos marinhos da NOAA, reagiu de forma previsível para qualquer burocracia pega no contrapé, questionando o tamanho e o volume do lixo total existente no Giro do Pacífico. Entretanto, ela informou que o governo americano pretende iniciar pesquisas com aviões de controle remoto que fotografarão a área _ mas o programa só deve começar em um ano e meio, e só terá resultados daqui a dois anos. E, evidentemente, ainda não se sabe muito bem como proceder para retirar os detritos existentes.

É claro que a abordagem mais prática seria aplicar regulações mais estritas sobre o que se pode jogar ao mar ou não.
Existe uma convenção internacional _ “Convention on the Prevention of Marine Pollution by Dumping of Wastes and Other Matter“, de 1972, mais conhecida como Convenção de Londres _ regulamentando o tipo de material que pode ser jogado ao mar, mas apenas para embarcações, aeronaves e plataformas, e não a partir da terra, o que reduz bastante sua abrangência já que esta é a maior parte do lixo atirado ao mar.

Mas até onde sei não existem iniciativas mais organizadas e sérias para lidar com o problema do lixo não-biodegradável em mar alto, muito menos de limitação do despejo de plásticos no mar.
Se alguém conhece, por favor sinta-se a vontade para informar ou mesmo linkar a fonte na caixa de comentários deste post.

Bem… não são apenas as grandes religiões que mentem para vocês. Os cientistas e os governos também varrem a sujeira para debaixo do tapete (ou para debaixo do mar). Quem sabe se em 2012 todo esse lixo não será devolvido às nossas praias?

Mais informações neste link:
Plastic in The Seas and Lakes


Quem matou mais pessoas na Bíblia?