segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um vale no centro do Rio Grande do Sul tem sido palco de descobertas de animais raros,



A mais recente foi manchete ao redor do mundo nesta semana: o fóssil de um tecodonte de 238 milhões de anos, uma criatura ainda mais antiga dos que os dinossauros. Um animal tão bem conservado só é encontrado a cada cem anos. Fósseis encontrados na região estão revelando o elo entre os répteis e os mamíferos, o primeiro passo de um incrível processo de evolução que levou até a criação da espécie humana.

Há 250 milhões de anos a Terra tinha apenas um megacontinente, a Pangeia. No centro, onde hoje é o Brasil, havia um enorme deserto.

Quando os continentes começaram a se separar, o clima mudou drasticamente. O sul do Brasil se tornou o local mais propício para a vida animal. Há 238 milhões de anos, no período Triássico, os tecodontes dominavam essa região. Eles se alimentavam dos rebanhos de herbívoros.

No Cretáceo, os dinossauros se espalharam por todo o território que veio a se tornar o Brasil.
O titanossauro tinha mais de 14 metros de comprimento. O mais temido carnívoro da época era o espinossauro. Mas no ar, quem mandava eram os répteis voadores: os belos pterossauros.

Depois do Triássico tudo foi coberto por uma grande camada de rocha vulcânica. Mas no vale, um imenso rio ancestral erodiu a rocha abrindo essa janela do tempo. Os troncos petrificados são a prova da floresta que viu surgir o dinossauro mais antigo do mundo.

“O Estauricossauro price é um dinossauro brasileiro. É o pai de todos os outros dinossauros”, explica Sérgio Alex Azevedo, paleontólogo do Museu Nacional.

O nome quer dizer “Cruzeiro do Sul”. Ele era pequeno, do tamanho de um cachorro. Sua presa preferida era o rincossauro, que se alimentava só de plantas e era comum na região, assim como o dicinodonte.

Num sítio em Agudo, a poucos quilômetros do outro, foi encontrada uma raridade: o fóssil de um adulto com nove filhotes – todos preservados provavelmente pelo deslizamento de terra que os matou.

São vários os locais na região nos quais as rochas do período Triássico afloram. Cada local tem características diferentes, tanto da formação geológica quanto do tipo de fósseis encontrados. Em um deles, por exemplo, predominam os fósseis de cinodonte, que quer dizer “dente de cão”. É justamente este vertebrado que já trazia características depois encontradas nos mamíferos.

Os cinodontes tinham o cérebro bem maior do que os animais do mesmo porte na época. Os cientistas acreditam que eles já eram animais de sangue quente, mas ainda botavam ovos.

Protesto marca 31 de maio como o "Dia de deixar o Facebook"



Um grupo de donos de perfis no Facebook começou a fazer "barulho" na internet esta semana em protesto contra as mudanças nas regras de privacidade do site.Uma campanha lançada no Twitter pede que usuários deixem de entrar no site no dia 5 de junho para pressioná-lo sobre a decisão de facilitar o acesso externo às suas informações pessoais. Outro grupo, mais radical, quer simplesmente a saída em massa do Facebook.

A campanha "Dia de deixar o Facebook" está convidando usuários a assinarem uma lista em que se comprometem a deletar seus perfis em 31 de maio. No site QuitFacebookDay.com, 1,7 mil pessoas já afirmaram que pretendem deixar o Facebook. Trata-se, contudo, de uma ínfima parte do universo de usuários do site, que conta com 400 milhões de perfis.

"O Facebook dá a você chances de gerenciar seus dados, mas não são escolhas justas e enquanto o ônus de gerenciá-las é dos indivíduos, o Facebook torna muito difícil a um usuário médio entendê-las ou manuseá-las", diz um texto no site.

Ironicamente, a campanha tem uma página no próprio Facebook convocando o êxodo. "Se você concorda que o Facebook não respeita você, seus dados pessoais ou o futuro da internet, você deve se juntar a nós", diz.

Privacidade em questão
O Facebook e seu criador, Mark Zuckerberg, estão sob pesadas e crescentes críticas desde a introdução, em abril, de regras que relaxam a privacidade sobre as informações dos usuários. A mais importante é que conteúdo externo agora pode ser publicado diretamente no site, mas também fica disponível no perfil dos usuários através de serviços como o Yelp e Pandora.

Esta semana, o site Business Insider publicou uma troca de mensagens instantâneas, supostamente entre Zuckerberg e um companheiro de quarto quando ainda era estudante da Universidade de Harvard, seis anos atrás.

O dono do Facebook teria debochado da facilidade com que os colegas da universidade - o site de relacionamentos começou no campus e, sucesso entre os estudantes, depois virou um fenômeno na internet - haviam lhe repassado e-mails, números de telefone e informações pessoais.

Tenho 4 mil e-mails, fotos, endereços", diz Zuckerberg.

"O quê? Como você conseguiu?", pergunta o colega.

"As pessoas simplesmente postaram", responde Zuckerberg. "Eu não sei por que. Eles simplesmente confiam em mim. Estúpidos".

O Facebook divulgou na sexta-feira um comunicado defendendo a privacidade e a segurança da informação dos usuários, mas não quis comentar o suposto diálogo reproduzido pelo Business Insider.

Google admite que captou dados em redes sem fio desprotegidas



O Google reconheceu em seu blog oficial aquilo que as autoridades de proteção de dados de alguns países já vinham denunciando.Os carros do seu serviço Street View não só tiravam fotos das ruas, como também recolhiam dados pessoais enviados por redes sem fio desprotegidas por senhas. As informações são da agência Reuters.

O comunicado postado na sexta-feira diz que a empresa se coloca à diposição dos órgãos de proteção dos países atingidos pelo erro, que incluem Estados Unidos, Alemanha, França, Brasil e Hong Kong, para ajudar a eliminar os dados. "Temos recolhido erroneamente amostras de dados por redes abertas (ou seja, não protegidas por senha) Wi-Fi", afirmou Alan Eustace, vice-presidente de Engenharia e Pesquisa do Google, no blog.

Para o Google, cuja ferramenta de busca na internet movimenta mais de dois terços de todas as pesquisas na web nos Estados Unidos, o erro poderia prejudicar sua reputação como um guardião confiável de informações pessoais dos usuários. A revelação chega em um momento de crescente preocupação dos órgãos reguladores sobre a maneira como os sites lidam com informações pessoais dos internautas.

No mês passado, quatro senadores dos Estados Unidos enviaram uma carta ao Facebook, site de relacionamentos, expressando preocupação sobre as mudanças recentes no serviço e as práticas de privacidade da empresa.

domingo, 16 de maio de 2010

Os Dragões - Amélia

Os Dragões tocando no rancho

Incêndio destrói acervo de cobras do Instituto Butantã



Um incêndio destruiu ontem o maior acervo científico de cobras do mundo, no Instituto Butantã. A coleção, iniciada há 120 anos, tinha cerca de 85 mil cobras, representando centenas de espécies.O acervo de aracnídeos, com 450 mil aranhas e escorpiões, também foi destruído. Alunos e professores, em lágrimas, culparam o poder público pelo descaso com o patrimônio científico do País. O prédio não tinha sistema anti-incêndio.

"É uma calamidade total. Não tenho nem como descrever", lamentou o pesquisador Otavio Marques, especialista em cobras. "Minha carreira inteira foi feita em cima dessa coleção." Muitos dos animais, segundo ele, eram de espécies ainda não descritas pela ciência. Outras, já extintas, ou muito raras. Alguns exemplares mais antigos datavam de 1901.

Entre os milhares de espécimes incinerados estavam centenas de "holótipos", ou "tipos", que representavam o primeiro exemplar descrito de uma determinada espécie - o exemplar de referência, equivalente na biologia ao primeiro manuscrito de um livro. "É um patrimônio insubstituível", disse o zoólogo Francisco Luis Franco, que há dez anos era curador da coleção. "A perda de conhecimento sobre a nossa biodiversidade é incalculável. Não há valor em dinheiro que chegue perto."

O prédio que abrigava as coleções, um galpão de 1 mil metros quadrados, construído nos anos 1970 e reformado dez anos atrás, foi quase todo destruído pelo fogo. Segundo os bombeiros, a temperatura chegou a 1.200 °C. O fogo se espalhou rapidamente, já que os animais eram preservados em vidros com álcool.

A suspeita inicial é que o incêndio tenha sido causado por um curto-circuito ou sobrecarga elétrica. A chave geral do Butantã foi desligada na noite de sexta para sábado, para trabalhos de manutenção na rede. A energia foi religada por volta das 7 horas e, pouco depois, começou o incêndio. Os bombeiros chegaram rapidamente, mas pouco puderam fazer. Não sobrou um vidro intacto nas prateleiras. O chão ficou coberto de cacos, entulho e cobras carbonizadas.

Descaso. Para Franco, o acidente simboliza a "falta de seriedade" com que o poder público trata o patrimônio científico e cultural do País. "Isso tem de ser visto como um fato emblemático, para que se dê mais atenção à nossa história", desabafou. "Todas as outras coleções estão vulneráveis do mesmo jeito."

O prédio não tinha nenhum sistema mais sofisticado de detecção ou combate a incêndios. O fogo foi notado inicialmente por um vigia, que não tinha chaves para o prédio e teve de buscá-las na portaria. Não há hidrante no local e a rua principal que dava acesso ao prédio foi fechada por um canteiro alguns anos atrás, o que dificultou o trabalho dos bombeiros.

O Instituto Butantã divulgou uma nota no início da tarde de ontem dizendo que, "segundo informações preliminares (dos) Bombeiros, não havia no prédio qualquer problema relacionado às instalações que possa ter originado o incêndio. O Butantan irá aguardar, entretanto, as investigações da perícia técnica."

Franco submeteu recentemente à Fapesp um projeto de R$ 700 mil para a instalação de uma infraestrutura anti-incêndio no local. Mas o resultado do edital só deverá ficar pronto em julho.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

'Tela Preta' no Windows 7



Usuários relataram problema após fazerem atualizações de segurança.
Empresa nega que sistema operacional sucessor do Vista apresente falha.

A Microsoft informou nesta terça-feira (1º) não ter encontrado evidência de que recentes atualizações de segurança estão causando problemas no novo sistema operacional Windows 7. As possíveis falhas já estão sendo apelidadas de "tela preta da morte".

O problema, que fez alguns usuários verem uma tela completamente negra após iniciarem o sistema, foi identificado pela empresa britânica de segurança de software Prevx na semana passada, e recebeu grande atenção depois de ser reportado pela BBC, na terça-feira.

A Prevx alegou que as alterações no registro do sistema operacional da Microsoft -- a base de dados que armazena as configurações -- é a causa mais provável do erro, mas a Microsoft negou.

"A Microsoft investigou relatos de que suas atualizações de novembro alteraram permissões no registro que estão resultando em questões sistêmicas para alguns clientes", disse Christopher Budd, representante da Microsoft. "A empresa considera esses relatos imprecisos e nossa investigação mostrou que nenhuma das atualizações recentes estão relacionadas com o comportamento descrito."

Budd acrescentou que as equipes de suporte da Microsoft não vêem a questão como um grande problema para os usuários, mas pediu que os clientes entrem em contato com a equipe de suporte para assistência gratuita em caso de problemas.

sábado, 21 de novembro de 2009

Mutação do H1N1



No Reino Unido, há suspeita de transmissão de um novo vírus da gripe suína; Noruega fala em sintomas agravados.

Cientistas europeus investigam a mutação do H1N1 e uma eventual transmissão entre pessoas de novos vírus da gripe suína. Eles seriam resistentes ao Tamiflu, antiviral utilizado no tratamento da doença. Na Noruega, o governo anunciou ontem que foi encontrada em três pacientes uma mutação considerada "substancial" do vírus, que poderia causar sintomas mais graves. A doença já matou 6,7 mil pessoas no mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 57 casos de mutação do vírus da gripe suína em vários países, inclusive no Brasil. Em comunicado, a OMS minimizou ontem o impacto da nova descoberta e alertou que não há indicação de que o novo vírus tenha levado a um número maior de infectados.

Uma mutação de vírus ocorre quando ele sofre alteração em seu material genético. Isso pode acontecer toda vez que ele entra em contato com uma célula, ou seja, infecta pessoas ou animais. Uma mutação foi a causa do próprio H1N1, que só atacava animais, passar a infectar humanos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Marcola é condenado a 29 anos



Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi condenado na madrugada desta quinta-feira (12) a 29 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato do juiz corregedor de Presidente Prudente Antonio José Machado Dias, 47, ocorrido em março de 2003. O réu não compareceu ao julgamento, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, e não poderá recorrer em liberdade.

Após quase 11 horas de sessão, que teve início às 14h no 1º Tribunal do Júri, seis homens e uma mulher decidiram, por maioria, reconhecer também as duas qualificadoras propostas pelo Ministério Público, de motivo torpe (fútil) e emboscada. O juiz Alberto Anderson, que presidiu o julgamento, dosou a pena com base na periculosidade do réu, que afirmou ser reincidente e ter maus antecedentes, como demonstrado nesse crime.

Dias era juiz dos Presídios e da Vara de Execuções Criminais de Presidente Prudente, interior paulista, e foi assassinado com dois tiros no dia 14 de março de 2003, na saída do fórum da cidade. Outro apontado como líder da facção, Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, também foi condenado pelo crime a 29 anos de prisão. Ele e Marcola estão presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, a oeste do Estado.

O advogado Roberto Parentoni afirmou que irá pedir a nulidade do julgamento. Segundo ele, a Promotoria não teria o direito de reclamar da ausência do réu, um direito garantido a Marcola por lei.

Após a divulgação da sentença, o promotor do caso, Carlos Marangoni Talarico, afirmou que sente uma "sensação de alívio após um trabalho árduo de mais de cinco anos". "Este crime na sua forma e na motivação é inadmissível", disse.

O julgamento

Na fase final do júri, nos debates entre defesa e acusação, o promotor afirmou que nenhum dos membros do PCC agia sem a ordem expressa de seus líderes, Marcola e Julinho Carambola. "Vocês vão absolver este monstro?", questionou.

Já o advogado de Marcola argumentou que não há nos autos qualquer prova que incrimine seu cliente. "Ouvir dizer não é prova. Sem provas, tchau!". O promotor e o advogado tiveram duas horas e meia cada um, com direito a réplica e tréplica, para apresentar os seus argumentos.

Mesmo sem a presença de Marcola, houve um incidente causado pela preocupação com a segurança no local. Uma mulher chegou a ser detida por policiais militares e foi retirada do plenário a pedido do promotor. Segundo o juiz, foi constatado, após 40 minutos de interrogatório, que ela fotografava e filmava os jurados. Horas depois, foi liberada, pois se tratava de uma estudante de direito tirando fotos, segundo ela, para a filha de oito anos.

PCC fez "carnaval" após morte de juiz

Na primeira parte do júri, duas testemunhas de acusação e uma defesa foram ouvidas. O delegado Rui Ferraz Fontes afirmou que Marcola e Carambola eram os líderes do grupo e responsáveis por todas as ações dentro do PCC, que, segundo ele, fez "um carnaval" depois da morte do juiz. "Sem a ordem do líder lá em cima, não tem como alguém de baixo tomar uma ordem por conta própria", afirmou o delegado.

Além de Fontes, foram interrogados o ex-diretor do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) Godofredo Bittencourt, e, pela defesa, o diretor do Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes, Luciano César Orlando.

Ao final dos depoimentos, o advogado de Marcola ironizou e afirmou que todas as acusações acabam recaindo sobre seu cliente. "Eu ouvi falar que o apagão foi o Marcos", disse.


Condenação de Carambola

Os dois supostos líderes da facção seriam julgados juntos no dia 1º de outubro, mas o advogado de Marcola deixou o plenário do Tribunal do Júri da Barra Funda minutos após o início da sessão alegando cerceamento de defesa.

Com o adiamento do júri de Marcola, Carambola foi condenado em um julgamento que durou mais de 14 horas. Quase sete anos depois do crime, seis das sete pessoas do júri decidiram que ele era culpado pelo assassinato, cometido com motivo torpe e com o uso de emboscada, qualificadoras que aumentaram a pena. A defesa recorreu da sentença.


O caso

Cerca de duas semanas após o assassinato, a polícia concluiu que a ordem partiu de Marcola de dentro da Penitenciária 1 de Avaré (262 km de São Paulo). Três dias depois da morte, um bilhete foi apreendido na prisão.

A mensagem dizia: "se realmente foi isso, hoje virá algum salve para você. A caminhada é a seguinte: o Machado foi nesta. Passou em todo o jornal lá da cidade e de São Paulo. Esse salve veio hoje pelo pessoal. Foi a Fia [suposta mensageira do PCC] que passou. Acredito eu que é a caminhada do câncer, pois a operação que faltava foi marcada e o paciente operado. Ela pediu para dizer que tinham matado o Machado".

Marcola negou ter ligação com o homicídio. Três de outros quatro acusados já foram condenados pelo crime. João Carlos Rangel Luisi, o Jonny, pegou 19 anos de reclusão em regime fechado; Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal, 30 anos de reclusão em regime fechado e Ronaldo Dias, o Chocolate, 16 anos e oito meses de prisão. Adilson Daghia, o Ferrugem, ainda não foi julgado.

Em maio do ano passado, o juiz Valter Alexandre Mena, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, condenou o Estado a indenizar os dois filhos do juiz, em 150 salários mínimos cada, sustentando que o governo foi "inerte" e falhou no dever de proteger o magistrado. A Procuradoria Geral do Estado recorreu.



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dilma, ex-assaltante de banco, ex-comunista e agora neo-liberal do Lula




Lula escolhe uma acusada de ter assaltado bancos...

Nada como uma eleição (milionária) à vista para transformar qualquer comunista em neo-liberal. Refiro-me à Dilma Roussef, candidata de Lula à sucessão presidencial. Quem diria, mas a ex-guerrilheira agora quer privatizar os aeroportos do Galeão e de Viracopos. Não tem o menor cabimento! Dilma virou o Roberto Campos do PT.

Ninguém em sã consciência cogita imaginar que a ministra-chefa estaria inventando novos negócios na tentativa de encontrar formas de financiar sua campanha. Dilma, como todos sabemos, tem fama de honesta, durona, incorruptível. Mas convenhamos, não tem o menor sentido privatizar justamente esses dois aeroportos.

O Galeão está de fato mal cuidado, uma vergonha. Mas é a segunda principal porta de entrada do Brasil. É lucrativo, é estratégico. O governador do Rio, Sérgio Cabral, há muito fala em privatizá-lo. Já foi até publicado o nome da empresa-candidata a comprar o Galeão por quem o governador torce. A solução para o abandono do Galeão é bem mais simples. Basta pedir a um head-hunter que encontre um gerente competente no mercado.

O terminal de carga de Viracopos, em Campinas, por sua vez, está redondinho, é uma das jóias da coroa do Estado brasileiro. Movimenta diariamente 50 milhões de dólares em importações. É um movimento quase igual ao Porto de Santos.

Privatização é uma fórmula inteligente encontrada pelo neo-liberalismo para dar alguma competência de gestão a setores onde o Estado vinha amargando prejuízos -- ou perdeu a capacidade de investimento. Tinha sentido privatizar o sistema de telefonia brasileiro. Basta lembrar como era antes e como é hoje. Tem sentido privatizar rodovias. Tem sentido privatizar ferrovias, hidrovias -- e todo e qualquer setor onde o Estado não tem mais capacidade de investimento.

Tem sentido privatizar um aeroporto deficitário, ou dar a concessão para que algum empresário se aventure a construir um aeroporto num rincão da Amazônia. Ora, mas não há qualquer argumento de ordem econômica (ou ideológica) que justifique privatizar o Galeão ou Viracopos. Nem Cumbica, Brasília ou Confins. Muito estranho que Dilma Roussef, logo ela, tenha se transformado de uma hora para outra numa espécie de Roberto Campos do PT.

EX-ASSALTANTE DE BANCO

Essa sanha privativista da candidata Dilma me instigou a buscar em meus arquivos alguma explicação plausível para o estranho fenômeno. Encontrei algumas histórias dispersas sobre a vida pregressa e presente da ministra-chefa. A mais relevante diz respeito a seu passado revolucionário-estatizante.

Como é público, nos anos 60 e 70 Dilma foi militante de um grupo de luta armada, a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária. Entre as ações da VPR, assaltos a banco e o famoso roubo do cofre do ex-governador Adhemar de Barros. Vem daí uma fama deletéria. Toda vez que alguém da direita se refere a Dilma, costuma chamá-la de "assaltante de banco".

A relação entre a suposta assaltante e a privatização dos aeroportos é indireta. Apenas ajuda a entender um pouco quem é a candidata de Lula à Presidência. Questões como sua disposição de seguir (ou não) as regras do jogo.

Sobre esse tema, guardei um artigo do coronel José Luis Sávio Costa, publicado em julho de 2005 no site "Mídia Sem Máscara". Abaixo, os principais trechos do artigo, no qual Sávio esclarece se, afinal, Dilma foi ou não foi assaltante de banco:

ARTIGO ESCLARECEDOR:

"Um fato de pouca importância mas que marcou bem este problema de uso de fontes no noticiário da imprensa escrita, com discussões paralelas na Internet, centrou-se na figura da Dona Dilma Vana Rousseff.

Ao procurar realçar duas personagens do atual (des)governo deste país, unidas no inglório passado como partícipes do desencadeamento de um processo de luta fratricida neste nosso Brasil, um órgão de imprensa relatou que Dilma Vana Roussef, atual Ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República, ex-militante da POLOP (Política Operária), da COLINA (Comando de Libertação Nacional) e, por fim, da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares), alcunhada por uns de guerrilheira e por outros de terrorista, fora participante ativa da chamada "Ação Grande ou Roubo do Cofre do Ademar".

A revisão do passado de Dilma, ligando sua participação na ação "Roubo do Cofre do Ademar", não é assunto aprofundado ou firmado nas obras de Jacob Gorender, Marcelo Ridenti, Élio Gaspari, Fernando Molica e mesmo na de Luiz Mir, assim como nas de tantos outros que citam a "Ação Grande". Há algo de podre que as esquerdas têm receio de mexer, em nossa modesta opinião. O segredo só pode estar com alguém que participou da ação... Repassemos um pouco da história.

Dilma Vana Roussef, nos idos de 1967, com vinte anos de idade ingressou na POLOP (Política Operária), quando cursava a Escola Federal de Economia, em Belo Horizonte, MG, sendo recrutada pelo seu noivo e depois marido Cláudio Galeno de Magalhães Linhares.

Com as primeiras prisões da POLOP foi para o Rio e ingressou no COLINA (Comando de Libertação Nacional), outra organização marxista-leninista onde, segundo Luiz Maklouf Carvalho, ensinou marxismo para uma célula, escreveu artigos apara o jornal "Piquete", ajudou na infra-estrutura de algumas ações armadas (três assaltos a banco) e subiu para a direção do Colina.

Dilma esteve na reunião de Mongaguá (SP), quando o COLINA e a VPR criaram a VAR-Palmares, e estava na reunião de Teresópolis, no I Congresso da VAR-P em setembro de 1969 em Teresópolis, quando houve o "racha dos sete", Carlos Lamarca à frente. Dilma passou a militar na VAR-Palmares, usando o codinome 'Stela'. Nesta reunião do Iº Congresso da VAR-P, Darcy Rodrigues ameaçou agredir Dilma, impondo a sua não participação em ações armadas, provável conseqüência de erros anteriores, mesmo em ações de infra-estrutura (logística e arapongagem - informações). Na ocasião foi defendida por Carlos Franklin Paixão de Araújo que seria seu futuro marido.[curioso é que a grana roubada do cofre, estranhamente 'sumiu', não tendo sido repassada para o movimento criminoso que realizou o assalto; nunca foi recuperada e a última notícia que se tem dela é quando saiu do cofre para as mãos dos assaltantes – ou seja: os ladrões roubaram os próprios companheiros. Aliás, roubar, furtar, é sempre algo tentador para as esquerdas].

Dilma retornou em janeiro de 1970 para São Paulo onde foi presa e, como todo terrorista que se preze, segundo o Tortura Nunca Mais, "foi barbaramente torturada por 22 dias", um recorde e fato estranho, considerando-se que Dilma, ou 'Stela' após responder a três processos e ser condenada, ficou presa no presídio Tiradentes (SP) só até 1973. Libertada, mudou-se para o Rio Grande do Sul em 1974, onde concluiu seu bacharelado em economia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) em 1977.

Só recuperou seus direitos políticos com a Lei de Anistia, de 1979, militando com seu então marido Carlos Franklin Paixão de Araújo, no PDT. Milita no PT desde 2001, sem seqüelas e boa publicidade como ex-terrorista e torturada.

Vive numa boa. Tem indenização?

Vejamos bem: além de Dilma e Franklin que atuaram na VAR-P e conhecem seus meandros, os outros possíveis conhecedores do destino da parte evaporada da grana do Adhemar, são os gaúchos da VPR e VAR-P e os envolvidos com as ações da "Ação Grande"; por sinal, o Diógenes do PT está entre eles. Olha aí origem do lamaçal!

Os envolvidos na "Ação Grande ou Roubo do Cofre do Adhemar" foram:

a. Comandante da ação: Juarez Guimarães de Brito

b. Informante dos dados e autor dos levantamentos: Gustavo Buarque Schiller, o "Bicho".

c. Elementos da ação preliminar: o assalto à agência Muda do Banco Aliança, para obter fundos necessários para a ação do "Cofre", 8 terroristas, todos da VAR-P:

d. Militantes da ação principal: 13 terroristas, todos da VAR-P.

entre eles o atual ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

e. Militantes envolvidos na guarda e destinação do dinheiro: 10 integrantes da VAR-P

(.................)

Apagão Geral !!!



Um blecaute atingiu ontem à noite a maioria dos brasileiros e reavivou a memória e a preocupação de quem passou pela experiência do racionamento em 2001 e do apagão em 1999.

A falta de energia atingiu pelo menos 10 Estados – São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pernambuco e Paraná –, o Distrito Federal e até um país vizinho, o Paraguai.

Conforme o Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão encarregado de administrar a distribuição de energia pelo país, cerca de 800 cidades ficaram às escuras a partir de 22h13min. Apesar da tecnologia que comanda um sistema de distribuição tão sofisticado, até a 0h desta quarta-feira não havia certeza sobre o que havia causado o blecaute. A principal hipótese era de que tempestades no Paraná teriam causado problemas nas linhas de transmissão do sistema Furnas. Isso teria sido a causa para as máquinas da usina de Itaipu pararem automaticamente de gerar energia. Mas não estão descartadas outras possibilidades, como problemas em subestações que teriam causado efeito cascata.

– Houve o desligamento completo da usina de Itaipu. São 14 mil megawatts a menos. Rio de Janeiro foi o mais atingido. Houve também o desligamento de algumas linhas abastecidas por Furnas. Tempestades de grandes intensidades podem ter contribuído para o desligamento das linhas de Itaipu e outras do sistema interligado – afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

A assessoria de imprensa do ONS informou que o problema técnico teria levado à queda de 17 mil megawatts, potência equivalente à carga consumida pelo Estado de São Paulo. O assessor da comunicação social de Itaipu, Gilmar Piola, explicou que a energia para o Paraguai foi logo restabelecida, mas para o resto do Brasil, não. Ou seja, as máquinas voltaram a funcionar depois do desligamento automático, mas não havia como transmitir energia para o Brasil. Por isso, avalia que houve problemas na transmissão.

– Itaipu estava gerando cerca de 11 mil megawatts, quase a potência máxima (quando aconteceu o blecaute). Mesmo em um sistema interligado, é muito difícil substituir tudo isso – explicou Piola, referindo ao fato de que a usina gera cerca de 20% da energia consumida.

O apagão causou transtornos em todo o país. Na capital paulista, o sistema de metrô ficou paralisado e foi necessário evacuar os passageiros dos trens. O trânsito, já complicado, ficou ainda pior, pois os semáforos deixaram de funcionar. As linhas de telefone fixo e celular também teriam apresentado problemas.

Aeroportos sem energia

A Polícia Militar de São Paulo reforçou o policiamento na Capital e pediu à população do Estado que não saísse de casa. PMs que estavam de folga ou de férias foram convocados para retornar ao trabalho.

No Rio, o governador Sérgio Cabral acionou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) para a segurança nas ruas da capital, e ambulâncias foram colocadas em alerta. Moradores de diversos bairros do Rio de Janeiro e de outras cidades do Estado ficaram sem fornecimento de luz. A falta de energia afetou os aeroportos de Tom Jobim, na Ilha do Governador, subúrbio, e Santos Dumont, no Centro.

Na cidade do Rio, de acordo com moradores, todas as regiões registraram falta de energia. Ruas e principais avenidas da capital fluminense estavam às escuras ontem à noite, prejudicando o trânsito em vias importantes da cidade, como a Linha Amarela e Avenida Brasil. Por causa da falta de luz, a circulação das linhas do metrô e trens do Estado também foi interrompida, segundo as concessionárias que administram os serviços.

No Rio Grande do Sul, a Linha de Distribuição Gravataí foi atingida pelo apagão. De acordo com a AES Sul, concessionária que atende parte da da Região Metropolitana, o blecaute afetou 70 mil moradores de São Leopoldo e Sapucaia do Sul por volta das 22h20min. A falta de abastecimento, no entanto, durou menos de cinco minutos. Na área de cobertura da RGE não houve relato de problemas.