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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dilma, ex-assaltante de banco, ex-comunista e agora neo-liberal do Lula




Lula escolhe uma acusada de ter assaltado bancos...

Nada como uma eleição (milionária) à vista para transformar qualquer comunista em neo-liberal. Refiro-me à Dilma Roussef, candidata de Lula à sucessão presidencial. Quem diria, mas a ex-guerrilheira agora quer privatizar os aeroportos do Galeão e de Viracopos. Não tem o menor cabimento! Dilma virou o Roberto Campos do PT.

Ninguém em sã consciência cogita imaginar que a ministra-chefa estaria inventando novos negócios na tentativa de encontrar formas de financiar sua campanha. Dilma, como todos sabemos, tem fama de honesta, durona, incorruptível. Mas convenhamos, não tem o menor sentido privatizar justamente esses dois aeroportos.

O Galeão está de fato mal cuidado, uma vergonha. Mas é a segunda principal porta de entrada do Brasil. É lucrativo, é estratégico. O governador do Rio, Sérgio Cabral, há muito fala em privatizá-lo. Já foi até publicado o nome da empresa-candidata a comprar o Galeão por quem o governador torce. A solução para o abandono do Galeão é bem mais simples. Basta pedir a um head-hunter que encontre um gerente competente no mercado.

O terminal de carga de Viracopos, em Campinas, por sua vez, está redondinho, é uma das jóias da coroa do Estado brasileiro. Movimenta diariamente 50 milhões de dólares em importações. É um movimento quase igual ao Porto de Santos.

Privatização é uma fórmula inteligente encontrada pelo neo-liberalismo para dar alguma competência de gestão a setores onde o Estado vinha amargando prejuízos -- ou perdeu a capacidade de investimento. Tinha sentido privatizar o sistema de telefonia brasileiro. Basta lembrar como era antes e como é hoje. Tem sentido privatizar rodovias. Tem sentido privatizar ferrovias, hidrovias -- e todo e qualquer setor onde o Estado não tem mais capacidade de investimento.

Tem sentido privatizar um aeroporto deficitário, ou dar a concessão para que algum empresário se aventure a construir um aeroporto num rincão da Amazônia. Ora, mas não há qualquer argumento de ordem econômica (ou ideológica) que justifique privatizar o Galeão ou Viracopos. Nem Cumbica, Brasília ou Confins. Muito estranho que Dilma Roussef, logo ela, tenha se transformado de uma hora para outra numa espécie de Roberto Campos do PT.

EX-ASSALTANTE DE BANCO

Essa sanha privativista da candidata Dilma me instigou a buscar em meus arquivos alguma explicação plausível para o estranho fenômeno. Encontrei algumas histórias dispersas sobre a vida pregressa e presente da ministra-chefa. A mais relevante diz respeito a seu passado revolucionário-estatizante.

Como é público, nos anos 60 e 70 Dilma foi militante de um grupo de luta armada, a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária. Entre as ações da VPR, assaltos a banco e o famoso roubo do cofre do ex-governador Adhemar de Barros. Vem daí uma fama deletéria. Toda vez que alguém da direita se refere a Dilma, costuma chamá-la de "assaltante de banco".

A relação entre a suposta assaltante e a privatização dos aeroportos é indireta. Apenas ajuda a entender um pouco quem é a candidata de Lula à Presidência. Questões como sua disposição de seguir (ou não) as regras do jogo.

Sobre esse tema, guardei um artigo do coronel José Luis Sávio Costa, publicado em julho de 2005 no site "Mídia Sem Máscara". Abaixo, os principais trechos do artigo, no qual Sávio esclarece se, afinal, Dilma foi ou não foi assaltante de banco:

ARTIGO ESCLARECEDOR:

"Um fato de pouca importância mas que marcou bem este problema de uso de fontes no noticiário da imprensa escrita, com discussões paralelas na Internet, centrou-se na figura da Dona Dilma Vana Rousseff.

Ao procurar realçar duas personagens do atual (des)governo deste país, unidas no inglório passado como partícipes do desencadeamento de um processo de luta fratricida neste nosso Brasil, um órgão de imprensa relatou que Dilma Vana Roussef, atual Ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República, ex-militante da POLOP (Política Operária), da COLINA (Comando de Libertação Nacional) e, por fim, da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares), alcunhada por uns de guerrilheira e por outros de terrorista, fora participante ativa da chamada "Ação Grande ou Roubo do Cofre do Ademar".

A revisão do passado de Dilma, ligando sua participação na ação "Roubo do Cofre do Ademar", não é assunto aprofundado ou firmado nas obras de Jacob Gorender, Marcelo Ridenti, Élio Gaspari, Fernando Molica e mesmo na de Luiz Mir, assim como nas de tantos outros que citam a "Ação Grande". Há algo de podre que as esquerdas têm receio de mexer, em nossa modesta opinião. O segredo só pode estar com alguém que participou da ação... Repassemos um pouco da história.

Dilma Vana Roussef, nos idos de 1967, com vinte anos de idade ingressou na POLOP (Política Operária), quando cursava a Escola Federal de Economia, em Belo Horizonte, MG, sendo recrutada pelo seu noivo e depois marido Cláudio Galeno de Magalhães Linhares.

Com as primeiras prisões da POLOP foi para o Rio e ingressou no COLINA (Comando de Libertação Nacional), outra organização marxista-leninista onde, segundo Luiz Maklouf Carvalho, ensinou marxismo para uma célula, escreveu artigos apara o jornal "Piquete", ajudou na infra-estrutura de algumas ações armadas (três assaltos a banco) e subiu para a direção do Colina.

Dilma esteve na reunião de Mongaguá (SP), quando o COLINA e a VPR criaram a VAR-Palmares, e estava na reunião de Teresópolis, no I Congresso da VAR-P em setembro de 1969 em Teresópolis, quando houve o "racha dos sete", Carlos Lamarca à frente. Dilma passou a militar na VAR-Palmares, usando o codinome 'Stela'. Nesta reunião do Iº Congresso da VAR-P, Darcy Rodrigues ameaçou agredir Dilma, impondo a sua não participação em ações armadas, provável conseqüência de erros anteriores, mesmo em ações de infra-estrutura (logística e arapongagem - informações). Na ocasião foi defendida por Carlos Franklin Paixão de Araújo que seria seu futuro marido.[curioso é que a grana roubada do cofre, estranhamente 'sumiu', não tendo sido repassada para o movimento criminoso que realizou o assalto; nunca foi recuperada e a última notícia que se tem dela é quando saiu do cofre para as mãos dos assaltantes – ou seja: os ladrões roubaram os próprios companheiros. Aliás, roubar, furtar, é sempre algo tentador para as esquerdas].

Dilma retornou em janeiro de 1970 para São Paulo onde foi presa e, como todo terrorista que se preze, segundo o Tortura Nunca Mais, "foi barbaramente torturada por 22 dias", um recorde e fato estranho, considerando-se que Dilma, ou 'Stela' após responder a três processos e ser condenada, ficou presa no presídio Tiradentes (SP) só até 1973. Libertada, mudou-se para o Rio Grande do Sul em 1974, onde concluiu seu bacharelado em economia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) em 1977.

Só recuperou seus direitos políticos com a Lei de Anistia, de 1979, militando com seu então marido Carlos Franklin Paixão de Araújo, no PDT. Milita no PT desde 2001, sem seqüelas e boa publicidade como ex-terrorista e torturada.

Vive numa boa. Tem indenização?

Vejamos bem: além de Dilma e Franklin que atuaram na VAR-P e conhecem seus meandros, os outros possíveis conhecedores do destino da parte evaporada da grana do Adhemar, são os gaúchos da VPR e VAR-P e os envolvidos com as ações da "Ação Grande"; por sinal, o Diógenes do PT está entre eles. Olha aí origem do lamaçal!

Os envolvidos na "Ação Grande ou Roubo do Cofre do Adhemar" foram:

a. Comandante da ação: Juarez Guimarães de Brito

b. Informante dos dados e autor dos levantamentos: Gustavo Buarque Schiller, o "Bicho".

c. Elementos da ação preliminar: o assalto à agência Muda do Banco Aliança, para obter fundos necessários para a ação do "Cofre", 8 terroristas, todos da VAR-P:

d. Militantes da ação principal: 13 terroristas, todos da VAR-P.

entre eles o atual ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

e. Militantes envolvidos na guarda e destinação do dinheiro: 10 integrantes da VAR-P

(.................)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Zelaya faz da embaixada brasileira o seu palácio



O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ocupa três das quatro melhores salas da representação diplomática: por questões de segurança, alterna-se entre o gabinete do embaixador, a biblioteca do prédio, ambas no segundo andar, e uma sala no térreo, que já foi utilizada pelo poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, ex-embaixador no país. Em todas essas peças, de acesso restrito a seus assessores, há um colchão de ar tamanho casal.

Para saber onde Zelaya está, basta observar a movimentação dos seguranças. Na sala que ocupa, a hora que for, estará um homem a sua porta, de pé ou sentado, nem sempre acordado.

O presidente deposto, abrigado na embaixada desde 21 de setembro, aparece pouco, normalmente uma vez por dia, para conceder entrevistas à rede de TV Telesur, a emissora de Hugo Chávez, que tem uma equipe de três profissionais na embaixada.

É quando os demais veículos sitiados no prédio (ZH, Folha de S. Paulo e as agências de notícias AP, Reuters e AFP) aproveitam para questioná-lo, ao final. Nas demais vezes em que aparece, cruza pela casa trocando de quarto, sala, sempre com seu blackberry à mão.

Ontem, por exemplo: às 7h, deixou a sala do embaixador, sem seu tradicional chapéu de caubói, com o cabelo bem penteado e camisa para fora da calça. Sentou-se em uma das cadeiras usadas pelos jornalistas, na antessala. A maioria dos repórteres ainda estava deitada nos colchões infláveis.

Zelaya brincou que estávamos com sono. Mas logo o celular tocou, e ele seguiu dando orientações, por telefone, a seus assessores: queria emitir nota de desculpas por acusações feitas por seus seguidores de que Israel apoiara o golpe.

Nem sempre está assim, de bom humor, falante. No final da entrevista de ontem, reclamou de um repórter.

– Por que você faz cara feia quando me pergunta?

No sábado, questionou por que o fotógrafo de uma agência de notícias internacional enviara uma foto na qual ele estava cabisbaixo e com uma cadeira vazia ao lado. A imagem mostrava, segundo ele, um homem derrotado.

– Mandem fotos boas – exigiu.

O alerta sobre a foto, publicada pelo jornal La Prensa, partira de uma outra sala ocupada pelos assessores de Zelaya. Na porta, uma inscrição em espanhol: “Não entrar. Só pessoal autorizado.”

Ali, um grupo de assessores, bem arrumados e limpos, apesar do cerco militar que impede a entrada de roupas para a maioria dos seus seguidores, varre a internet diariamente à procura de notícias sobre Zelaya nos jornais mundo afora. Não raro são as vezes em que algum deles entra na sala dos jornalistas e pergunta:

– Quem é da AP? E da Reuters?

Querem rebater alguma declaração do presidente em exercício Roberto Micheletti ou exigir esclarecimentos.

Na hora do jantar, privilégios: Zelaya e a família recebem pratos especiais, que rompem o cerco à embaixada, enquanto no térreo seus seguidores dormem em pedaços de papelão e comem a sobra do almoço ou algum prato mais simples, enviado por organizações humanitárias.

A refeição é restrita ao círculo de poder do presidente: a mulher, Xiomara, Doris Garcia, ministra da Mulher, o padre Andrés Tamayo e Carlos Eduardo Reya, seu braço direito.

Zelayistas, muitos dos quais largaram trabalho e família, jamais sobem ao segundo andar. Quando isso ocorre, um superior os manda de volta ao térreo.

Durante os cinco dias em que ZH esteve na embaixada, dormindo na antessala do gabinete do embaixador, nunca teve acesso ao escritório de Zelaya. Lá, segundo o diplomata Lineu Pupo de Paula, responsável por zelar pelo patrimônio brasileiro, organizar 60 pessoas e ainda vigiar as manifestações políticas de Zelaya, há uma foto de Ruy Barbosa.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

STF terá ex-advogado do PT



O mais jovem entre os oito indicados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF) em sete anos de mandato foi aprovado ontem pelo plenário do Senado. José Antonio Toffoli, 41 anos, ocupará a cadeira que pertenceu a Menezes Direito, que morreu em 1º de setembro.

Além de ser o mais jovem, Toffoli foi também o nome mais controverso indicado para a Corte nos últimos anos. Alvo de críticas da oposição por ter advogado em defesa de Lula e do PT nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006 e por ter sido condenado pela Justiça do Amapá em razão de um contrato que seu escritório de advocacia assinou com o governo daquele Estado, Toffoli chegou à sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aparentando tranquilidade. Antes do início da audiência, ele beijou no rosto seu irmão José Eduardo Toffoli, que o acompanhou.

Toffoli não se furtou a responder questões polêmicas. Discorreu sobre temas como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo. De modo geral, demonstrou-se conservador. Se disse contra o aborto e não imagina que alguém possa ser favorável a isso. Sobre a união homossexual, Toffoli afirmou se tratar de “um fato social”, que deveria ser reconhecido pelo Estado – mas a possibilidade de adoção por casais do mesmo sexo, porém, seria “um segundo debate”.

Em um dos momentos mais emocionantes, o advogado quase chegou às lágrimas ao receber elogios públicos do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), pela sua indicação. Toffoli ficou emocionado e embargou a voz ao dirigir-se ao tucano – depois que Virgílio leu trecho de um e-mail enviado pelo advogado do PSDB, Tom Villas Boas, com elogios a ele.

– Me emocionei com o depoimento de Vossa Excelência e do Tom Vilas Boas – admitiu Toffoli.

No e-mail, o advogado do PSDB recomendou que Virgílio aprovasse a indicação de Toffoli ao STF ao afirmar que nunca conheceu “pessoa tão correta” quanto o advogado. Toffoli e Villas Boas se enfrentaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2006, quando um advogava para o PT, e o outro, para os tucanos.

As críticas mais duras partiram de Álvaro Dias (PSDB-PR). Para o tucano, o notório saber jurídico de Toffoli pode ser questionado, já que ele não possui livros publicados, não foi aprovado em concursos para juiz, não possui cursos de mestrado ou doutorado e nem atuou em grandes questões jurídicas.

– Optei pela advocacia. A minha formação profissional se fez na advocacia. A advocacia é uma atividade nobre, honrosa, está na Constituição como função auxiliar à Justiça. É defensora da aplicação do direito – respondeu Toffoli.

Ao final da sabatina, a indicação foi aprovada com facilidade, por 20 votos a três. O resultado positivo encorajou a base do Planalto a encaminhar ontem mesmo a votação em plenário, onde Toffoli foi confirmado por 58 votos a favor, nove contra e três abstenções. O líder do DEM, Agripino Maia (RN), liberou a bancada para votar como quisesse.

– Assistimos com muito respeito à sabatina do ministro Toffoli e a bancada está liberada para votar de acordo com sua consciência – disse Maia.

A data da posse ainda não está marcada. O Senado agora mandará de volta ao presidente da República a mensagem com a aprovação do nome. Depois disso, Lula deverá enviar a indicação para o Supremo. O STF é que se encarregará de marcar a data para a posse do novo ministro.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Câmara aprova antecipação de feriados para as segundas-feiras



A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou na quarta-feira (23) o Projeto de Lei 2756/03, do deputado Milton Monti (PR-SP), que antecipa para as segundas-feiras os feriados que ocorrem entre as terças e sextas-feiras.

De caráter conclusivo, o projeto, já aprovado pela Comissão de Educação e Cultura em 2004, seguirá para análise do Senado, caso não haja recurso para que seja votado pelo plenário.

De acordo com o texto aprovado, os feriados dos dias da Paz Universal (1º de janeiro), Carnaval (festa móvel), Sexta-feira Santa (festa móvel), Independência do Brasil (7 de setembro) e Natal (25 de dezembro) são os únicos que não serão alterados.

O relator na comissão, deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ), apresentou parecer pela constitucionalidade e juridicidade da proposta. Quanto à técnica legislativa, ele acrescentou uma emenda para que o projeto se adeque à Lei Complementar 95/98, que estabeleceu normas para a edição de novas leis. "Os feriados que caem no meio da semana, causam muitos transtornos e prejuízos à economia, principalmente ao comércio", afirma ele.

Pudim explica ainda que os feriados que não são alterados pelo projeto são datas relevantes e protegidas por disposições de proteção de bens culturais não devendo mesmo ter suas comemorações modificadas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Minc diz que não respondeu 'na mesma moeda' a governador



O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou nesta quinta-feira que não respondeu "na mesma moeda" ao governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, que o chamou de "veado" e "fumador de maconha" na terça-feira.

O governador também disse que estupraria Minc em praça pública caso voltasse ao Estado para participar de eventos ambientais. Na quarta, o ministro ironizou e disse que Puccinelli é um "homossexual enrustido". As informações são da rádio Jovem Pan.
"Não acho que respondi na mesma moeda de forma alguma.

Quando ele usou as expressões em relação a mim, usou para me ofender. E mais, disse que ia cometer um crime, de me estuprar em praça pública", afirmou Minc nesta quinta-feira. Antes, a senadora Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, havia reprovado a troca de ataques entre Minc e Puccinelli, afirmando que o ministro não poderia responder "na mesma moeda".

Minc voltou a afirmar que o gestor de Mato Grosso do Sul "não está capacitado" para o cargo". "A mim não me intimida de forma alguma. Isso não é debate possível, é uma ameaça de crime. Espero que os eleitores, parlamentares, a Justiça local tome posições em relação a isso".

Vice Presidente defende armas nucleares.



O presidente interino, José Alencar, defendeu ontem que o Brasil desenvolva armas nucleares para proteger as reservas de petróleo encontradas na camada do pré-sal. Segundo Alencar, o governo ganhou respeitabilidade e credibilidade no cenário internacional para discutir o assunto.

``Do ponto de vista da dissuasão é importante (desenvolver armas nucleares), não adianta. O Brasil, para ser um país realmente forte, tem de avançar nisso aí. Especialmente para fins pacíficos. E mesmo a arma nuclear utilizada como instrumento dissuasório é de grande importância para um País que tem 15 mil quilômetros de fronteiras a oeste, tem um mar territorial e agora esse mar do pré-sal de quatro milhões de quilômetros quadrados de área``.

Alencar afirmou que, hoje, o Brasil não enfrenta problemas com outros países, mas que essa realidade pode mudar pela ``cobiça`` que o pré-sal pode gerar. ``Estamos vendo aí o que tem sido feito da nossa fronteira, pessoas que entram com todo tipo de droga e não fazemos nada. O que é isso? Nós temos que tomar conta disso direito``.

Ele citou o Paquistão, dizendo que o País ``senta na mesa`` com grandes nações porque tem armas nucleares.

``Nós dominamos a tecnologia da energia nuclear, mas ninguém aqui tem uma iniciativa para avançar nisso. O Paquistão tem coisas muito avançadas, mas são muito pobres. Eles sentam à mesa porque eles têm arma nuclear. É vantagem? É``, concluiu.

Alencar disse que o Brasil é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Para ele, a defesa do desenvolvimento de armas nucleares para fins pacíficos não entra em contradição nem com o tratado, nem com a Constituição.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ministro do Meio Ambiente é um 'viado fumador de maconha'



O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), disse que não pretendia ofender o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao chamá-lo de “viado fumador de maconha”.

Na manhã de ontem (21), ao ser questionado por empresários do setor da indústria e comércio sobre a proibição do plantio de cana-de-açúcar na região da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, Puccinelli usou palavrões para criticar o ministro.

Além de chamar o ministro de ‘viado’, Puccinelli também afirmou que, se Minc participasse da Meia Maratona Internacional do Pantanal, marcada para dia 11 de outubro, ele “o alcançaria e o estupraria em praça pública”.

Segundo sua assessoria, as declarações foram feitas em “tom de brincadeira” sem “caráter de ofensa pessoal ao ministro”.

As críticas do governador recaíram, sobretudo, em relação ao Zoneamento Agroecológico da Cana-de-açúcar, divulgado na semana passada pelo governo federal. O zoneamento estabelece regras para o uso do solo no plantio da cana.

Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o ministro do Meio Ambiente classificou Puccinelli como um “truculento que quer destruir o Pantanal”. "Essa declaração revela o seu caráter", complementa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Novo Blog pró candidatura - Dilma



http://paunocuda.dilma2010.net/

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sábado, 30 de maio de 2009

Deputado do Paraná que dirigiu bêbado e matou 2 renuncia ao mandato


CURITIBA - O deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB) renunciou ao mandato nesta sexta-feira, para escapar de um possível processo de cassação por quebra de decoro parlamentar, evitando a perda de direitos políticos. Sem foro privilegiado, agora o ex-parlamentar deve ser julgado na Justiça comum - no cargo, ele seria julgado diretamente pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Se o Ministério Público denunciar Carli Filho pelo crime com dolo eventual, ele poderá ser julgado por júri popular. ( clique aqui e veja a carta na íntegra)

A carta de renúncia foi entregue pelo seu advogado, Roberto Brzezinski Neto, ao presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus (DEM). Carli Filho ainda está hospitalizado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Carli Filho é acusado de dirigir bêbado, em alta velocidade e causar acidente com a morte de dois jovens em Curitiba. Na semana passada, a Corregedoria da Assembléia Legislativa abriu sindicância para apurar o caso, primeiro passo para o processo de cassação do mandato.

Na noite do acidente, Carli Filho havia ingerido vinho. O exame de dosagem alcoólica indicou que o nível de álcool no sangue era quase quatro vezes maior do que o permitido.

Na carta, o parlamentar alega que o destino lhe reservou a trágica surpresa de se envolver no acidente. "Renuncio perante Vossa Excelência ao mandato que o povo paranaense me outorgou nas eleições de 2006 e nas quais tive a honrosa escolha de ser o parlamentar mais jovem da atual legislatura", comunicou o deputado.

Ele afirmou que o destino lhe reservou "a trágica surpresa" de se envolver, "sem minha vontade direta ou indireta, no acidente que causou a morte de duas pessoas, jovens como eu".

Carli Filho transmitiu "a todos os seus familiares e amigos o meu sentimento de solidariedade espiritual" e informou que aguardará o processo e julgamento "sem prerrogativas funcionais ou privilégios de qualquer ordem para receber, como cidadão comum, a sentença que as circunstâncias do fato e a sensibilidade da Justiça determinarem".

Depois de receber o ofício de Carli Filho, o presidente da Assembleia afirmou que lerá o documento de renúncia na sessão plenária de segunda-feira e convocará o suplente para assumir, na próxima semana, o mandato de deputado estadual, até 31 de janeiro de 2011.

O corregedor-geral, deputado Luiz Accorsi, informou que, diante da renúncia, a sindicância que conduzia para apurar eventual quebra de decoro parlamentar de Carli Filho será extinta por perda de objeto.

No entanto, o caminho para que o ex-deputado vá a júri popular, destino comum deste tipo de caso, pode ser longo. De acordo com advogados penais, o Ministério Público Estadual deve oferecer denúncia à Justiça por "dolo eventual", cuja pena varia de seis a 20 anos. Nesse caso, entende-se que a pessoa assumiu o risco de causar um acidente, como beber e dirigir em alta velocidade. A primeira fase do processo será presidida pelo juiz, que vai buscar indícios de crime doloso contra a vida. Se for esse o entendimento, ele vai a júri popular. A defesa deve desclassificar essa tese, alegando homicídio culposo (sem intenção de matar) e imprudência, livrando Carli Filho de uma eventual pena de detenção.

O caso, que pode levar de dois a seis anos na Justiça, deve chegar até o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que tem decidido como jurisprudência dolo eventual a episódios como a combinação excesso de velocidade e álcool. O advogado da família das vítimas, Elias Mattar Assad, aposta que o processo vá ao Tribunal do Júri.

- É impossível que não vá. Você pega esse caso do pedreiro em São Paulo que atropelou uma mulher grávida e foi preso. Com o pedreiro a legislação se cumpriu, então queremos que com as autoridades também se cumpra - disse Assad.

Família tinha medo que tudo virasse "pizza"

A mãe de um dos jovens mortos, Cristiane Yared, não considerou a renúncia nem uma alegria nem uma vitória.

- A verdadeira vitória seria em não estar aqui, seria estar com a minha família inteira. A justiça tirou a venda. Não vou deixar isso no esquecimento. Não é porque ele não é mais deputado que vai acontecer como se não houvesse nada. O crime ocorreu e tudo continua. O medo nosso é que tudo virasse pizza - desabafou a mãe.

Ela também rebateu os rumores que percorriam os corredores da Assembléia de que ela buscava notoriedade para concorrer a um cargo político:

- Espero que seja esclarecido todo esse circo. Eu sou obrigada a lidar com pessoas que dizem que eu quero aparecer, que eu quero virar deputada. Eu falo pelo meu filho, que não está mais aqui para se defender. Isso é circo para muita gente, mas para mim é coisa séria - disse.

No último domingo, uma caminhada para pedir justiça em relação ao acidente reuniu cerca de 1.500 pessoas em Curitiba . Famílias inteiras participaram do ato, organizado pelos pais de Gilmar Rafael Yared, um dos dois jovens mortos no acidente.

Garçons do restaurante onde o ex-deputado jantou com amigos no dia do acidente disseram em depoimento que ele deixou o estabelecimento embriagado. O amigo dele afirmou que Carli Filho não estava em condições de dirigir e chegou a oferecer carona, que foi recusada pelo agora ex-deputado.

O pedido de cassação de Carli Filho foi apresentado pela família Yared. Na semana passada, o Partido da Mobilização Nacional (PMN) protocolou um segundo pedido . Havia dúvidas se, pelo regimento interno da Assembleia, haveria vícios no processo. A alegação era de que, pelo regimento, apenas a Mesa Diretora ou outro parlamentar poderia entrar com o processo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Exame confirma que deputado estava embriagado em acidente no PR


O resultado do exame de dosagem alcoólica feito na amostra de sangue do deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB) comprovou que o parlamentar estava embriagado no momento do acidente que matou dois jovens em Curitiba, na madrugada de quinta-feira (7).

De acordo com a análise, realizada pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba e divulgado no fim da manhã desta segunda-feira (18) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), havia no sangue do deputado 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue.

Para o Código Brasileiro de Trânsito (artigo 306), a apresentação de dosagem acima de 6 decigramas já é considerada crime, e o nível tolerado é de 2 decigramas.

O material examinado pelo IML foi coletado pelo Hospital Evangélico para exames clínicos logo após o acidente, mas só uma semana depois do acidente, quando a Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) solicitou as amostras de sangue . “Hoje é possível afirmar com 100% de certeza que o deputado estava sob influência alcoólica no momento da colisão”, disse à Agência Estadual de Notícias o delegado Armando Braga de Moraes Neto, da Dedetran, que acompanha as investigações.

Segundo a Sesp, para a conclusão do inquérito ainda falta finalização de outros laudos periciais, como o de levantamento do local de morte, que possibilitará compreender a dinâmica da colisão e a possível velocidade dos veículos envolvidos, e o resultado da necropsia das vítimas. Ainda nesta semana a polícia pretende realizar a reconstituição do acidente.

Fonte: RPC Notícias.

Câmeras de segurança mostram acidente envolvendo deputado no Paraná


A empresária Cristiane Yared e a auxiliar de limpeza Vera de Almeida passaram a semana anestesiadas pela dor. No dia 7 de maio, Vera e Cristiane perderam seus filhos Carlos Murilo, de 20 anos, e Gilmar Rafael, de 26 anos.

O carro onde eles estavam colidiu com o veículo dirigido pelo deputado estadual Fernando Carli Filho (PSB).

"Foi a pior coisa da minha vida. Foi o pior presente que eu ganhei, que era meu aniversário", diz Vera de Almeida, mãe de Carlos Murilo.

“Essa noite eu consegui dormir algumas horas. Eu sei que a outra mãe não dorme. Não come e não dorme”, diz a empresária Cristiane Yared, mãe de Gilmar Rafael.

O deputado estadual Fernando Carli Filho (PSB), de 26 anos, estava com a habilitação suspensa. Ele tinha 130 pontos na carteira. Nos últimos seis anos recebeu 30 multas, 23 por excesso de velocidade.

O acidente aconteceu quase 1h da manhã, horário em que, com menos carros circulando, os semáforos piscam a luz amarela, em alerta, em vários cruzamentos de Curitiba. É um sinal para que os motoristas diminuam a velocidade, olhem com atenção e só então avancem.

Testemunhas dizem que o deputado Fernando Carli Filho ignorou todos esses cuidados e acabou acertando em cheio o primeiro carro que cruzou o caminho dele.

As câmeras do posto de combustível que fica na esquina onde ocorreu o acidente registraram as últimas imagens do carro onde estavam os dois rapazes que morreram. Nas imagens, o carro das vítimas passa em frente ao posto e freia ao se aproximar do cruzamento. Quando avança, é atingido pelo carro do deputado que vinha na outra rua.

A reportagem mostrou a imagem para o engenheiro mecânico Paulo Gottlieb, que é perito em acidentes de trânsito. “No carro das vitimas, pode-se observar a luz de freio acionada. O carro praticamente para e entra na via. Nesse momento, dá pra ver a chegada do veículo do deputado na traseira do... (...) em função do que a imagem pode nos revelar, ele estaria a aproximadamente a 150 quilômetros por hora”, explica o perito.

Fonte: G1 Notícias.(video do Fantástico)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Bate boca entre ministros - Vergonha Nacional


Oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgaram nota em que reiteram seu apoio ao presidente da Corte, Gilmar Mendes, após bate-boca no plenário do tribunal em que o ministro Joaquim Barbosa disse que Mendes está "destruindo a Justiça desse país".

"Os ministros do Supremo Tribunal Federal que subscrevem esta nota, reunidos após a sessão plenária de 22 de abril de 2009, reafirmam a confiança e o respeito ao senhor ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data", diz a breve declaração, publicada no site do STF.

A ministra Ellen Gracie não participou da sessão, segundo a assessoria do Supremo. Os ministros também decidiram cancelar a sessão da corte que estava marcada para essa quinta-feira.

O bate-boca entre Mendes e Barbosa aconteceu quando os ministros julgavam uma matéria sobre a previdência estadual do Paraná.

Mendes recusou o pedido de Barbosa por mais detalhes do processo, alegando que ele não estava presente quando a questão começou a ser julgada e emendou: ""Vossa Excelência não tem condições de dar lição a ninguém".

"Vossa Excelência me respeite", respondeu Barbosa, visivelmente irritado. "Vossa Excelência não tem condição alguma. Vossa Excelência está destruindo a Justiça desse país e vem agora dar lição de moral a mim?", indagou.

"Vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso. Vossa Excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas de Mato Grosso, ministro Gilmar", completou Barbosa.

A sessão foi interrompida por sugestão do ministro Marco Aurélio Mello. Barbosa deixou o plenário enquanto os demais ministros presentes se reuniram no gabinete de Mendes, onde decidiram pelo cancelamento da sessão de quinta e pela divulgação da nota em apoio ao presidente da Corte.

Fonte: O Globo.
Reportagem de Eduardo Simões)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Câmara admite o veto de passagens para familiares


Uma semana depois de prometer regras transparentes para o uso do dinheiro da cota de passagens aéreas dos deputados e apresentar uma resolução que só oficializou a farra da viagens, o comando da Câmara faz hoje uma nova tentativa para editar um "pacote moralizador". A proposta, que será apresentada pelo presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), na reunião da Mesa Diretora com o colégio de líderes, foi discutida ao longo do feriado de Tiradentes com outros parlamentares.

Ontem à noite, reunidos na residência oficial da presidência da Câmara, um grupo de integrantes da Mesa e líderes partidários definiram que uma das propostas concretas para o encontro de hoje é vetar o uso das passagens da cota dos parlamentares por familiares e amigos. Além disso, a ideia é também reduzir a cota pela metade - cálculos dos técnicos da Câmara mostram que, com essa redução, seria possível poupar, em média, R$ 5 mil por deputado.

Na segunda-feira, Temer admitiu em nota oficial que também gastou parte de sua cota de passagens aéreas com parentes e terceiros. O deputado defenderá na reunião de hoje a tese de que, a cada emissão de passagem, o nome do parlamentar e o trecho do voo sejam publicados na internet, para conhecimento geral.

Na semana passada, em reunião do colégio de líderes, os parlamentares começaram tratando da moralização no uso das passagens, mas acabaram por legalizar tudo o que era informal e admitindo que bilhetes comprados com dinheiro público podem ser usados por qualquer pessoa indicada por senadores e deputados - até em viagens de férias ao exterior. Os líderes chegaram ao ponto de sacramentar a prática de "poupar" a cota, isto é, o direito de o parlamentar acumular créditos para usar em viagens.

Antes da reunião de ontem à noite, em Brasília, Temer e os líderes chegaram a discutir uma proposta mais audaciosa: fim da farra com as passagens aéreas, fim da verba indenizatória e o estabelecimento de cotas fixas para gastos, uma espécie de "conta de serviços" com várias rubricas, como postagens, impressos, telefones, deslocamentos de funcionários e combustíveis. Em compensação, deputados e senadores receberiam aumento de 50% no salário e teriam direito a um pacote de serviços, com valores e cotas definidos pelos próprios parlamentares.

O aumento de salário equipararia o salário dos parlamentares ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) - aumento de R$ 16,5 mil para R$ 24 mil. Para tornar o aumento palatável à sociedade, o Congresso apresentaria uma conta geral de "economia vultosa", levando em conta que as Assembleias e as Câmaras Municipais seriam enquadradas nas medidas, por meio de duas emendas constitucionais.

Os líderes, porém, desistiram de bancar essa proposta na reunião oficial de hoje, com medo de serem responsabilizados por aumentos em cascata nos Estados e municípios a partir do reajuste aprovado no Congresso.

Na manhã de ontem, o discurso era outro. O líder tucano, José Aníbal (SP), e o corregedor da Câmara, ACM Neto (DEM-BA), falavam em propor a extinção da verba indenizatória de R$ 15 mil mensais para justificar o reajuste de salário - medida que, em tese, proporcionaria uma economia de R$ 7,5 mil por deputado.

A despeito da resistência de deputados em excluir parentes da cota de passagens, o presidente da Casa não está sozinho na defesa de novos procedimentos. "Desde a semana passada a gente vinha conversando sobre a necessidade de tentar resolver o todo, para proteger a instituição", disse ACM Neto.

Fonte: www.oestadao.com.br

terça-feira, 21 de abril de 2009

Lula gasta com pessoal o que poupa com juros...


O governo federal usou praticamente toda a economia feita com a queda de juros desde 2006 para contratar pessoal e aumentar o salário do funcionalismo público, informa reportagem de Marcio Aith, publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Pouco foi feito para elevar os investimentos, necessários para permitir que o país cresça sem solavancos.

Entre abril de 2006 e abril de 2009, diz a reportagem, com base em estudo feito a pedido da Folha pelo economista Alexandre Marinis, da consultoria Mosaico, os gastos anuais do governo central com juros caíram cerca de R$ 40 bilhões. No mesmo período, as despesas com pessoal subiram iguais R$ 40 bilhões, e as de custeio, R$ 26,7 bilhões. Já as despesas de capital --os investimentos propriamente ditos-- aumentaram apenas R$ 14,7 bilhões.

O governo alega que o custo é compatível com o aumento da arrecadação. Segundo Marinis, o problema é que as receitas tributárias não são permanentes.

Fonte: www.folha.com.br

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Crise marolinha começa a afogar Lula e Dilma, mas faz Serra surfar...

Saiu a nova pesquisa Datafolha, instituto patrocinado pela Folha de S. Paulo e adotado pelo governo federal. Em 2007, devido ao escândalo do mensalão, Lula tinha 48% de aprovação.




De lá para cá, o Datafolha virou o porta-voz das boas notícias no governo. Sempre subindo, a aprovação do presidente chegou ao pico de 70% de ótimo, o máximo já obtido por um presidente desde a recém democratização pós-ditadura. Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, teve 47% de aprovação Ótimo no ápice do Plano Real. Isso mostra a diferença da percepção do povo entre um governo e outro, um populista, outro de mercado. FHC no ápice teve 47%, Lula no fundo do poço e beirando ao impeachment teve 48%.

A redução registrada agora, de 70% para 65% preocupa o governo? De maneira alguma. Lula tem muita gordura para queimar e muitos peões para sacrificar até chegar em uma situação insustentável. A parte que preocupa o governo está em outra seção da pesquisa, sobre a crise. De novembro do ano passado, data da última pesquisa, até agora, a porcentagem da população com conhecimento sobre a crise subiu de 72% para 81%. Agora, por que é que eu falei sobre o Serra no título? Explico agora.

O Datafolha perguntou aos entrevistados sobre a sucessão presidencial. A ministra Dilma foi exposta de uma maneira quase brutal desde a última pesquisa. O governo esperava que essa exibição, somada aos "sucessos" do PAC alavancassem a candidatura da ministra aos céus. Bom, se alavancou, foi aos céus turbulentos da ANAC e sua crise aérea que ainda persiste, se não nos saguões, pelo menos no sistema financeiro das companhias.

A despeito de todas as previsões internet afora, Serra manteve-se no puleiro mais alto, com 47% das intenções de voto. A seguir, o candidato que nunca vai a lugar algum, Ciro Gomes, com 16%. Depois dele, misturam-se numa briga de facas no escuro a garota prodígio da esquerda Heloísa Helena e a candidata do PT, Dilma Rousseff com 11% cada.

Fora isso, vale analisar a proporção de votos que cada um detêm de acordo com a escolaridade e residencia. Entre os moradores do sudeste, região mais rica do país, Serra detêm 45% dos votos, enquanto Dilma Rousseff, candidata dos pobres, tem apenas 14% no nordeste, famoso reduto petista. No quesito escolaridade, 42% dos eleitores com nível de escolaridade mínimo fundamental votariam no Serra, enquanto apenas 18% dos eleitores com nível superior completo votariam na Dilma.