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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Amazônia terrotório



O desmatamento na Amazônia Legal atingiu em agosto 498 quilômetros quadrados (km²) de floresta, segundo o sistema de detecção em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A área equivale a quase metade do município do Rio de Janeiro.

O índice sofre variação de acordo com a quantidade de nuvens nos pontos analisados e, portanto, as comparações não são precisas. Em agosto, houve baixa ocorrência de nuvens na Amazônia e os radares conseguiram observar de 83% da região.

Em julho, quando foi possível observar 77% da região, o desmatamento tinha alcançado 836 km². Já em junho, a área devastada somava 578 km² e em maio, 123 km².

Na comparação com agosto de 2008, quando foram registrados 756 km², houve uma diminuição de 35% na área devastada.

O Pará se manteve na liderança do desmatamento e foi responsável pela derrubada de 301 km² de floresta em agosto, seguido pelo Mato Grosso, com 105 km2.

Rondônia e Amazonas tiveram 51 km2 e 22 km2, respectivamente, enquanto os demais Estados apresentaram índices menores que 7 km2.

"Nunca comemoro os dados, porque desmatamento nunca é bom, mas é uma queda acentuada. Além disso, agosto é um dos meses críticos de desmatamento na Amazônia", avaliou Minc à Agência Brasil.

Levantamento divulgado ontem pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) confirma a forte devastação que a Floresta Amazônica vem sofrendo.

Segundo o relatório, entre 2000 e 2008, foram desmatados 2,25 milhões de hectares em áreas protegidas e foram registrados no Ibama cerca de 1.200 crimes ambiental na Amazônia, sendo que o desmatamento, as queimadas e exploração de madeira foram as infrações mais comuns.

Rondônia e Pará lideraram as infrações e somaram 82% dos casos identificados em áreas protegidas.

O texto releva ainda que as áreas mais expostas aos crimes são aquelas próximas de estradas.

O Imazon atribui o grande número de crimes à impunidade, já que o Ibama teria concluído menos de 5% dos casos avaliados no estudo. Até outubro de 2008 estavam em andamento no Ibama 37,6 mil processos contra infrações ambientais em todo o Brasil somando R$ 9,5 bilhões em multas, revela o levantamento.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

El Niño trará chuvas para São Paulo e Sul na primavera



A persistência do fenômeno El Niño na primavera, embora com fraca intensidade, deve causar chuvas entre normal e acima da média na Região Sul e no estado de São Paulo. A estação de transição entre o inverno e o verão, de acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), começa às 18h18 desta terça-feira (22) e é a passagem do período seco para o chuvoso na região central do Brasil.

Com a chegada da nova estação, o norte da Região Norte e a Região Nordeste, com exceção da Bahia, terão chuva entre normal e abaixo da média histórica. Para as demais áreas do país, a previsão é de precipitações dentro da normalidade.

“O El Niño se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e favorece, associado a outros eventos meteorológicos locais, o aumento gradativo das chuvas. A Região Sul é fortemente influenciada pelo El Niño”, diz ao G1 a meteorologista Priscila Farias, do Cptec/Inpe.

Priscila explica ainda que o Sul passou por um período prolongado de estiagem e que, a partir de julho, já por influência do El Niño, começou a registrar precipitações acima da média no norte da região. “Já temos excesso de chuva nos estados de Santa Catarina e Paraná, além também de São Paulo, que registrou eventos extremos de chuva em julho”, afirma.

Temporais

A meteorologista explica que o El Niño, evento de grande escala, favorece a formação e intensificação de sistemas meteorológicos que proporcionam a ocorrência das chuvas. Não se destaca a possibilidade de eventos severos de tempo como chuva forte associada à ventania e queda de granizo. “A passagem de sistemas frontais – que se caracterizam pelo encontro de massas de ar quente e fria – e também a formação de sistemas convectivos de mescoescola associadas ao gradativo aumento das temperaturas nessa época do ano favorece a formação de nuvens de tempestade", diz.

Durante a primavera, uma estação de transição, Priscila explica que é comum a ocorrência de eventos característicos tanto do verão quanto do inverno. “A primavera é propícia para que ocorram temporais localizados e eventos mais severos de chuva, porque ela possui características do verão e do inverno, proporcionando o encontro de massas de ar com características bem diferentes”, diz.

A ocorrência da Zona de Convergência do Atlântico Sul tem uma importante contribuição nas chuvas no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. O Sul do país sofre a influência dos sistemas convectivos de mesoescala.

Já com relação a novos tornados, a especialista afirma que eles são consequências típicas de um temporal forte, mas os institutos brasileiros não têm as ferramentas necessárias para previsão.

China diz que vai usar 15% das energias renováveis até 2020



A China se comprometeu no uso de 15% das energias renováveis até o ano de 2020 e que, até o mesmo ano, vai reduzir "por uma margem notável" a quantidade de gases do efeito estufa emitidos para cada dólar do Produto Interno Bruto (PIB) em relação aos níveis de 2005, disse o presidente chinês, Hu Jintao.


Não houve uma posição dos EUA quanto a corte de CO2. Juntos, Estados Unidos e China respondem por 20% das emissões de gases poluentes na atmosfera terrestre.

Ainda assim, China e Índia foram alçadas como protagonistas do encontro, que ocorreu nesta terça-feira (22) na sede da ONU, em Nova York. O presidente chinês disse que o país asiático prosseguirá tomando ações "determinadas" em relação à mudança climática.

A meta dada por ele consiste em novos planos energéticos no país, que têm a intenção de propiciar "por uma margem notável" a "intensidade" da poluição de carbono. Além do uso de 15% de energias por meio de fontes renováveis, Hu também se comprometeu no aumento da cobertura florestal do país, e na adoção de "tecnologias amigas do ambiente".

Mas nem China, tampouco a Índia afirmaram concordar com o tratado de redução de gases que devem sair do pacto de Copenhague, cuja execução deve ocorrer a partir de 2013. "A crise atual da mudança climática provém da incapacidade dos Estados Unidos em pôr sobre a mesa metas críveis de redução das emissões até 2020", afirmou o ministro do Ambiente indiano, Jairam Ramesh.]

As discussões preliminares para a reunião ministerial dos dias 7 a 18 de dezembro têm enfrentado problemas. A principal discordância é sobre o nível das reduções de emissões para os países desenvolvidos e em desenvolvimento, e também sobre a contribuição financeira e tecnológica que os países ricos dariam aos pobres.

Já o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, reafirmou a meta de corte de 25% das emissões de gases dos níveis de 1990 até 2020.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Quais árvores brasileiras estão em extinção?


Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), há diferentes estados de conservação para considerar uma espécie ameaçada de extinção: vulnerável, rara e em perigo. Árvores como pau-brasil, jequitibá, sapucaia, mogno, jatobá, jacarandá, imbuia, araucária, entre outros, estão nessa lista, dentro de uma das três classificações.

A primeira iniciativa para quem quer contribuir na preservação dessas espécies é não comprar móveis feitos de madeira extraída dessas árvores. “Nas lojas, é preciso pedir a certificação da madeira para o vendedor. Ele é obrigado a fornecer. Se não tiver, não compre, pois não é possível saber a origem, que provavelmente é de desmatamento”, explica a bióloga Sabrina Pulido Carmona, do Parque Escola Santo André, na região do ABC de São Paulo.

Quem tiver espaço no quintal de casa ou uma área na escola, pode sim, plantar uma árvore. “A maioria das prefeituras tem condições de fornecer uma muda. Só é preciso ter paciência, pois essa planta jovem, apesar de já alcançar até uns três metros de altura, tem o tronco fino e demora de oito a dez anos para se desenvolver”, diz a especialista.

É importante se informar sobre a melhor árvore a plantar em casa ou na calçada, não só por conta da fiação de rua, como também porque as espécies exóticas ao local podem ser prejudiciais. “Uma espécie que não seja local interfere em todo o ecossistema, no solo e na alimentação dos animais, por isso é melhor evitar esse tipo de plantio”, afirma Sabrina.

Todos os anos, no dia 21 de setembro, quando se comemora o Dia da Árvore, acontecem ações em todo o país para promover o plantio. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente lançou a “Campanha 7 bilhões de árvores”, iniciativa mundial para que pessoas, iniciativa privada, governos e organizações não-governamentais plantem árvores e forneça os dados a fim de que a contagem seja feita. Há ainda ONGs que aceitam doações em dinheiro para plantio, bem como sites que, de acordo com o número de cliques dos visitantes, recebe verba de empresas para isso.


Fonte: www.porainanet.org.net.kit.com.br

Feliz dia da Árvore !!!



Nem todos sabem entender o significado que existe numa árvore. Ela é um ser vivo como nós, e portanto nasce, cresce e morre, luta para sobreviver, pois tem apego à vida. Não nos prejudica, o que seria suficiente para respeitá-la. Mas tem outros valores. Protege a terra com sua sombra e suas raízes; evapora água, participando do ciclo hidrológico e mantendo o ar úmido; produz oxigênio, necessário a todos os seres vivos animais. Há as que fornecem frutos valiosos para a nossa alimentação, além de produtos medicinais ou industriais.

Devemos respeitar a árvore, não só pelo que é em si mesma, mas por ser necessária à nossa própria vida. Quando alguém destrói uma árvore, está destruindo uma fonte de vida no planeta.

No dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore, momento para refletir sobre a conservação da natureza e preservação das nossas matas. Momento para plantar mais uma árvore que um dia irá nos dar sombra e alimento, limpará nosso ar e preservará o solo do planeta.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Bahia está entre os estados que mais devastaram a Mata Atlântica



A Bahia figura entre os três estados brasileiros que mais devastaram a Mata Atlântica nos últimos três anos, atrás de Minas Gerais e Santa Catarina. As áreas mais afetadas estão nos municípios de Bom Jesus da Lapa, Cândido Sales e Vitória da Conquista.

Os dados são do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado na terça-feira (26) pela ONG SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Entre 2005 e 2008, o estado perdeu 24.148 hectares da vegetação. Porém, os estragos somados ao longo dos anos são ainda mais expressivos. A Bahia possuía, originalmente, 18.875.099 ha de Mata Atlântica, que cobriam 33% de seu território. Hoje, segundo o levantamento, restam apenas 8,8% dessa vegetação.

Segundo a análise, os desflorestamentos no período 2005-2008 totalizaram 102.938 hectares nos dez estados avaliados, mantendo a média anual de 34.121 hectares de desflorestamento/ano.

Fonte: Correio 24horas.

domingo, 17 de maio de 2009

Onça cai ao ser retirada de árvore em Corumbá


A onça que se refugiou no alto de uma árvore em Corumbá após ser acuada por um cachorro foi retirada do local por volta das 16h30 deste domingo (17). O animal foi sedado e amarrado, mas acabou caindo e batendo em uma rede, que cedeu.

Segundo informações da Embrapa, para onde a onça foi levada, ela não teve escoriações graves. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o animal teria aparecido na cidade na tentativa de fugir das queimadas na região.


Resgate

Profissionais da Embrapa ajudaram no resgate. Eles levaram dardos com tranqüilizantes, mas não tinham espingardas de pressão, apenas zarabatanas. Um veterinário de Campo Grande foi chamado e levou duas espingardas de pressão. Faltou pressão para o primeiro tiro, mas o segundo atingiu a parte traseira do animal. Assustado, ele pulou um galho, mas ficou preso em uma forquilha, já sedado.

Os bombeiros utilizaram um cambão (bastão com corda) que foi amarrado entre a pata dianteira e o pescoço do animal, partes que estavam presas na forquilha. O acidente aconteceu na hora de puxar a onça para a descida. A onça bateu em galhos até cair na rede, que não suportou o peso do animal e bateu no chão.

Inicialmente, equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar Ambiental usaram jatos de água para forçar a descida do animal, mas a onça subiu ainda mais e ficou a cerca de dez metros de altura, nos galhos mais altos da árvore.

Fonte: Corumbá News.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

ONG ambientalista realiza campanha para pessoas fazerem xixi no banho


Ideia é economizar 12 litros de água, uma descarga diária.
Campanha é chamariz para discutir problemas de desperdício.

Uma ONG ambientalista brasileira está lançando uma campanha no mínimo inusitada. Para reduzir o desperdício de água, eles encorajam as pessoas a fazerem xixi durante o banho.

Pelas contas da SOS Mata Atlântica, dá para economizar em média 12 litros de água diários (o equivalente a uma descarga) ao adotar essa prática.

Claro, se levarmos em conta que o banho demore um minuto a mais, com um tempo extra para o xixi, e o chuveiro ficar ligado nesse período, lá se vão cerca de 9 litros de água a mais pelo ralo. Resultado final: economia de 3 litros.

Isso, entretanto, nem é tão importante. "O que a gente quer é provocar, é mexer com a consciência das pessoas", afirma Malu Ribeiro, coordenadora da rede das águas da SOS Mata Atlântica.

A campanha tem um site, www.xixinobanho.org.br, em que podem ser encontrados muitos dados a respeito do desperdício de água. E, segundo Ribeiro, a resposta das pessoas tem se dado principalmente via internet, levando em conta o lado humorístico da campanha. "Essa reação inicial das pessoas, 'mas isso não é nojento?', está sendo muito bacana", diz.

O lado publicitário da campanha foi planejado pela agência F/Nazca e tem como "garoto-propaganda" um sapo. "Usamos o sapo porque ele é um bicho que só consegue viver onde tem água limpa. Se a água está contaminada, ele morre", afirma Ribeiro.

A escolha mostra também a preocupação da ONG em não causar um problema de saúde pública. "A gente fez todas as perguntas possíveis aos especialistas, para ter a certeza de que não estaríamos expondo as pessoas a nenhum risco."

Questões de saúde

Claro, em circunstâncias ideias, o melhor seria não ter de fazer xixi no banho para economizar água. O biomédico Roberto Figueiredo, mais conhecido como Dr. Bactéria, prefere separar as duas coisas.

"No meu entendimento, cada local tem a sua função. O chuveiro é um local para tomar banho, e a privada é um local que possui a sua função específica", diz Figueiredo. "Não devemos misturar as coisas, pois o ato de urinar no piso do chuveiro pode acarretar, tendo em vista a possibilidade de um não-enxague adequado, em um crescimento de microrganismos, alguns que poderiam levar a possíveis aparecimentos de doenças de pele -- principalmente porque, no momento do banho, a pele pode estar mais fragilizada."

A temperatura do banho também influencia nisso. Com água mais quente, como a maioria das pessoas costuma tomar seu banho, a pele fica mais exposta.

"Como eu disse, queremos chamar a atenção para o problema, que ocorre porque usamos água tratada para dar descarga", diz Ribeiro. "Claro que o ideal seria que houvesse um sistema nas casas em que a água usada no banho fosse redirecionada para dar a descarga. Mas como convencer as pessoas a fazerem uma reforma em sua casa e quebrarem os encanamentos para fazer algo assim? Estamos usando essa ideia bem-humorada para mostrar a situação."

De todo modo, apesar dos problemas apontados por Figueiredo, os riscos são mínimos. E, para levá-lo a zero, a SOS Mata Atlântica faz recomendações adicionais. "É importante que o xixi aconteça no começo do banho, pois aí toda a água do banho fará o enxague adequado do piso e impedirá qualquer problema", afirma Ribeiro.

"Outra coisa importante é que não estamos recomendando isso para banheiros públicos. Estamos falando das pessoas fazerem isso em sua própria casa, no seu próprio banheiro. É impossível uma pessoa ser contaminada pela sua própria urina", destaca a ambientalista.

A campanha deve culminar com um evento, entre os dias 22 e 24 de maio, na marquise do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, sobre esse e outros temas relacionados à proteção ambiental.

Fonte: Aqui

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Degelo de ponte pode separar plataforma gigante da Antártida



O aquecimento global continua causando sérios prejuízos à plataforma de gelo Wilkins, na Antártida, segundo noticiou nesta terça-feira a ESA, agência espacial européia. Novos pedaços se desprenderam, inclusive uma área de grande importância para o equilíbrio da plataforma, espalhando novos icebergs pela região e derretendo o equivalente em superfície a 700 km² - quase o tamanho de Nova York. As informações são do jornal espanhol El Mundo.

De acordo com Angelika Humbert, especialista em geleiras da Universidade de Münster, as perdas no local poderiam chegar a 3,7 mil km² com a ruptura da ponte, que mantinha uma importante função estabilizadora entre a plataforma e o continente antártico. Destes 700 km², cerca de 370 km² se separaram diretamente da Wilkins nos últimos dias, enquanto o restante corresponde ao desmoronamento da barreira de ligação.

Para alguns cientistas, a importância da ponte era tanta que o rompimento pode indicar que o bloco Wilkins flutuará livremente entre as ilhas de Charcot e Latady. Angelika Humbert, que há anos estuda as placas de gelo da Antártida, advertiu que a fragmentação é uma conseqüência da debilidade da plataforma e das mudanças climáticas.

A plataforma Wilkins, que fica no oeste da península antártica, sofreu uma redução de quase metade dos seus 16 mil km² desde que o degelo começou a ser registrado em 1990. Os pesquisadores acreditam que seriam necessários vários séculos para que a baixa espessura atual do gelo na região se recupere.
Fonte: Redação Terra

sábado, 25 de abril de 2009

Ética é para tudo e todos....

Publicidade auto explicativa.





Fonte: usuário Figurinha fórum Teonanacatl.

Vocês pediram, fizeram e conseguiram, agora....

Campanha publicitária muito bem bolada !!!




Fonte: Aqui!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

10 Dicas simples para economizar água.


As 10 dicas de sucesso para economizar água, esse bem tão precioso !!!

1. Banho rápido
Se você demora no banho, você gasta de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos rápidos (de no máximo 15 minutos) economizam água e energia.

2. Escovando os dentes
Se a torneira ficar aberta enquanto você escova os dentes, você gasta você gasta até 25 litros de água. Então, o melhor é primeiro escovar e depois abrir a torneira.

3. Torneira fechada
Torneira aberta é igual a desperdício. Com a torneira aberta, você gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros por dia.

4. Descarga
Uma descarga chega a utilizar 20 litros de água em um único aperto! Então, aperte a descarga apenas o tempo necessário.

5. Lavando louça
Ao lavar louças, não deixe a torneira aberta o tempo todo (assim você desperdiça até 105 litros). Primeiro passe a esponja e ensaboe e depois enxágüe tudo de uma só vez.

6. Lavando o carro
Lavar o carro com uma mangueira gasta até 560 litros de água em 30 minutos. Quando precisar lavar o carro, use um balde!

7. Mangueira, vassoura e balde
Ao lavar a calçada não utilize a mangueira como se fosse vassoura. Utilize uma vassoura de verdade e depois jogue um balde d’água (assim você economiza até 250 litros de água).

8. Jardim
Regando plantas você gasta cerca de 186 litros de água limpa em 30 minutos. Para economizar, guarde a água da chuva e regue sempre de manhã cedo, evitando que a água evapore com o calor do dia.

9. Aquário
Quando for limpar o aquário, aproveite a água para regar as plantas. Esta água está enriquecida com nitrogênio e fósforo, o que faz muito bem para as plantas.

10. Pressão política
Não adianta só economizar: é preciso brigar por políticas que cuidem dos rios e lagos e garantam água potável para todos.

Fonte: 360Graus.terra.com.br

O dia da Terra e a reposição dos recursos vivos


A procura de recursos animais e vegetais dos 6, 8 mil milhões de habitantes da Terra já excede em cerca de 30% a capacidade que o nosso planeta tem em repô-los ao mesmo nível, revelou Rajendra Pachauri quando esteve a semana passada em Lisboa.

O presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) da ONU e Nobel da Paz 2007 com Al Gore , que deu uma conferência no Convento do Beato no âmbito do Mês da Sustentabilidade - uma iniciativa do Expresso e do BES -, disse que seriam necessárias 1,3 Terras para repor o equilíbrio dos seu recursos vivos.

A situação é mais preocupante na América do Norte e nos países da UE, onde a pegada ecológica de cada habitante (área do território de que necessita em termos recursos) é largamente superior à bio-capacidade da sua região. Em contrapartida, na América Latina e Caraíbas a situação é precisamente inversa.

Pachauri chamou a atenção para as fortes pressões que existem sobre o uso da Terra em todo o Mundo por causa do crescimento da população, do desenvolvimento económico, da urbanização e da procura de biocombustíveis.
10 kg de cereal para produzir 1 kg de bife

E destacou o fenómeno do aumento do consumo de carne em países emergentes, dando particular destaque aos 1300 milhões de habitantes da China, onde o crescimento tem sido exponencial nos últimos anos. O presidente do IPCC recordou que "para produzir 1 kg de bife são necessários 10 kg de cereal", mas há alternativas proteicas de origem vegetal sustentáveis para a alimentação humana.

"É preciso mudar o estilo de vida, em particular os hábitos alimentares, porque o ciclo da carne é muito intensivo em energia e em emissões de CO2. E há também um problema de segurança alimentar mundial no futuro: se cada vez mais pessoas comerem mais carne, não haverá cereais suficientes para as necessidades humanas, porque a conversão de calorias dos cereais em calorias de carne é muito pouco eficiente".

Quanto ao estado da Biodiversidade, o economista e cientista do ambiente indiano salientou que o actual ritmo de extinção das espécies é cem vezes mais elevado que no passado, traçando um cenário negro para as próximas décadas: "As taxas de extinção poderão crescer mil a dez mil vezes e uma em cada quatro espécies de mamíferos estará ameaçada de extinção".



Stresse hídrico já atinge 700 milhões de pessoas

O cenário não é mais animador para a escassez da água: em 2025 mais de três mil milhões de pessoas poderão viver em países com problemas de stresse hídrico. Actualmente, esse já é o problema com que se confrontam cerca de 700 milhões de pessoas em 43 países, a maioria dos quais países em desenvolvimento.

Quanto ao Aquecimento Global, Pachauri explicou que o Árctico, África, as pequenas ilhas e os grandes deltas dos rios asiáticos e africanos (Mekong, Ganges, Nilo) serão as regiões mais afectadas.

Os sistemas e sectores mais prejudicados serão, por sua vez, os recursos hídricos, a agricultura, os sistemas costeiros, a saúde humana e ecossistemas como a tundra, a floresta boreal, as regiões montanhosas, a floresta mediterrânica, as florestas tropicais, os recifes de coral e a vida nas águas geladas do Árctico e da Antártida.

Em Portugal, o Nobel da Paz destacou "a redução da disponibilidade de água, as secas mais frequentes e prolongadas, o aumento do risco de incêndios florestais e a extensão da época dos fogos, o impacto negativo das ondas de calor na saúde pública, a redução de 30% no rendimento das culturas hortícolas, perdas de 62% na biodiversidade das espécies das regiões montanhosas, e a redução do fluxo de turistas no Verão".

Fonte: Aqui

domingo, 19 de abril de 2009

Destrua a Amazônia sem sair de casa...


Por João Meirelles Filho *, do Instituto Peabiru.

Claro que é culpa da inoperância dos órgãos públicos, que não conseguem controlar desmatamentos, queimadas, e nem a lenha que garante o seu pãozinho de cada dia nas padarias da região e de boa parte do Brasil. Será que a culpa é só daqueles a quem você emprestou seu voto e sua confiança, daqueles a quem você passou procuração para decidir, em seu nome, o que você consome nos supermercados? Ou será este um problema da Nação a que você e eu pertencemos, ou fingimos pertencer.

Como você se sente diante do circo anual quando os chefes da Nação esbravejam ao ver as taxas de desmatamento fora de controle e soltam decretos a torto e a direito, esperando que sejam cumpridos? Você acha que seus chefes realmente levam a sério este assunto? O que eles pensam quando servem seu George (o Bush) um churrasco para na Granja do Torto?

Até quando você vai acreditar nesta novela? Nesta conversa de que medir desmatamento e queimadas serve para alguma coisa? Só serve para dizer o que você já sabe muito bem: a coisa vai muito mal, cada vez pior. Afinal, medir desmatamento e queimada é medir conseqüência e não causa. É como medir a febre do doente; certificar-se de que ele tem mesmo febre e, ir dormir, ir fazer churrasco, nada fazer, esperando, que, se tudo der certo, um dia, o doente, se sobreviver, irá melhorar.

É assim que age o governo que você elegeu, porque, você, cidadão brasileiro não liga a mínima para as causas que provocam desmatamento e queimada. Ou melhor, não está muito interessado em saber que quem causa a destruição da Amazônia é você mesmo, ao comer o seu bifinho de cada dia, o seu churrasquinho de fim de semana, o seu pãozinho de cada dia.

O que efetivamente causa desmatamento? Na Amazônia a resposta é muito clara: a pecuária bovina extensiva, que responde por mais de 3/4 do estrago, e bem depois, muito depois, vem as outras causas, a soja (que cresce rapidamente), a retirada de madeira (que financia as novas derrubadas e pastagens), e muitas outras que, claro, juntas, são terrivelmente devastadoras. Aliás, esta é a história do Brasil. A história da pata do boi. Assim, seus tataravôs engoliram a Mata Atlântica e a Caatinga, e seus pais e você devoram o Cerrado e a Amazônia.

Só se cria boi porque há consumidor de carne. O pecuarista só existe porque ganha mais dinheiro com o boi. Se outra coisa (legal) fosse mais lucrativa, mudaria de ramo. E o pecuarista só cria boi porque há cada vez mais consumidor querendo comer carne, carne barata.

Quem consome a carne da Amazônia é tanto quem mora na região (menos de 10% da produção), como os brasileiros das outras regiões (mais de 80%). A participação das exportações ainda é pequena, inferior a 10%, mesmo se considerar os 600 mil bois vivos que despachamos, sem pagar impostos, para a desabastecida Venezuela e o violento Líbano em guerra.

Hoje, na Amazônia, é possível produzir carne muito barata porque o alto preço social e ambiental não é considerado. O pecuarista raciocina: por que se preocupar em conservar as matas, as águas, as populações tradicionais e as milenares culturas? Por que seguir a lei trabalhista, pagar impostos, legalizar as terras, se não há fiscalização?

O Brasil decidiu (e você participa desta decisão como eleitor e consumidor) transferir 1/3 de seu rebanho para a Amazônia. Na década de 1.960 eram 1 milhão de bois na região, hoje, menos de meio século depois, são 75 milhões. Mais que em toda a Europa! Há muita gente envolvida, não são apenas aqueles 21 mil médios e grandes pecuaristas (com propriedades acima de 500 hectares). Há também 400 mil pequenos pecuaristas, em sua maior parte economicamente inviáveis. Resultado: em menos de 40 anos, somente com a pecuária, destruímos mais de 70 milhões de hectares do mais complexo e desconhecido conjunto de florestas tropicais do Planeta. É pouco, você dirá, menos de 20% da região, ou, se preferir, meros 8% do território do Brasil.

No entanto, esta superfície é superior à soma das áreas do estado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro somados. Destruídos. Para que? Para você comer picanha, picadinho e croquete mais baratos. Será que alguém realmente se beneficiou com isto? Será que os filhos dos pecuaristas realmente terão uma vida melhor porque estão na Amazônia desmatada? Dificilmente. A pecuária não consegue garantir nem a rentabilidade de uma aplicação trivial em um banco, como a poupança ou um CDB. É o pior negócio que existe, só sobrevive porque é ilegal.

De cada três bifinhos que você come, um vem da Amazônia. Você não pergunta para o seu Zé açougueiro nem para o seu Diniz do Pão de Açúcar ou para o presidente do Carrefour, ou para outro dono de supermercado de onde vem a carne. Você também não pergunta de onde vem a soja, o arroz, e tantos outros produtos. Enfim, como consumidor você sabe muito pouco sobre o que você consome, qual o seu impacto no planeta, quantos quilos de carbono, de água, de suor foram gastos para produzir o seu luxo do momento. Seu fornecedor também não se interessa por educá-lo, informá-lo, orientá-lo. Para ele responsabilidade social é comprar meia dúzia de cestinhas e docinhos de comunidades “em alto risco social” e ganhar comenda e prêmio de associações empresariais.

E se você efetivamente perguntasse ao dono do estabelecimento? E se você fosse às últimas conseqüências, abandonasse o produto na prateleira? E se, de agora em diante, você fosse 100% coerente em relação a sua responsabilidade como cidadão, cidadão comedor das Amazônias? Das Matas Atlânticas? Você deixaria de comprar a carne que vem com gosto de Amazônia queimada, devastada e escravizada? A carne que saiu do norte de Mato Grosso, do sul do Pará, do Marajó, do centro de Rondônia, do sul do Acre e do Amazonas? Você deixaria de comer a Amazônia? Você seria capaz de abandonar seu antigo fornecedor de alimentos se ele não levasse a sério a sua pergunta: de onde vem esta carne? Ou melhor, esta carne vem da Amazônia?

Se sua resposta é: tanto faz, então sugiro que desligue a televisão, vá curtir o seu quente verão de aquecimento global e tome tudo isto como conversa para boi dormir. Se, entretanto, achar que vale a pena seguir adiante, então, tome uma atitude. Pilote com mais atenção o seu carrinho de compras. A cada passo que você dá no supermercado, é você quem decide o futuro do planeta (e não o dono do reluzente estabelecimento, ou o diretor de marketing da empresa, ou o gênio da agência de propaganda que ainda insiste em usar crianças ou em desrespeitar as mulheres para vender mais).

Se você quer entregar algo da Amazônia a você mesmo, ou a seus descendentes, deixe este olhar bovino de lado, abandone seu comportamento de consumidor passivo. O mundo todo já percebeu que o Brasil está transformando a Amazônia em um imenso curral. É isto que você quer? Você acha que o mundo vai mesmo ficar de braços cruzados vendo o Brasil fazer churrasquinho da Amazônia? Pois então, vamos agir, enquanto é tempo, antes que sejamos obrigados, envergonhados, a sofrer sanções internacionais hoje inimagináveis. Vamos enviar o boi de volta para o zoológico e para o presépio, de onde jamais deveria ter saído.

* João Meirelles Filho é autor do Livro de Ouro da Amazônia (3a edição, Ediouro, Rio de Janeiro 2.004)

Crédito de imagem: JS Nature fotos

Leia tudo o que a imprensa publica sobre a Amazônia no blog Amazônia na Mídia: http://amazonianamidia.blogspot.com

Fonte: Envolverde Revista Digital (http

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Vida Marinha - Imagens II


Mais imagens da vida marinha...












terça-feira, 7 de abril de 2009

Turismo Sustentável.


O período de férias estão chegando ao final para muita gente, mas algumas pessoas descansam em outros períodos do ano.

As dicas abaixo servem para qualquer época, e devem ser seguidas para um descanso agradável tanto para o visitante como para o visitado:

Viaje leve:
Ao viajar com pouca bagagem, você poderá mais facilmente deslocar-se em veículos pequenos, utilizar ônibus e trens, andar de bicicleta ou a pé. Além da economia de combustível e do menor impacto ambiental, você poderá ter um convívio mais estreito com o povo e com os costumes locais.

Racionalize o consumo de água e energia:
Nos hotéis, reutilize as toalhas e roupas de cama, dispensando a troca diária. Apague as luzes e desligue o ar condicionado e outros aparelhos elétricos antes de sair do quarto. Não use sabão ou detergente quando usar fontes naturais de água.

Siga as trilhas e cuidado com o lixo:
Nos passeios, circule apenas em locais permitidos à visitação. Jogue o lixo exclusivamente em locais apropriados e pratique a coleta seletiva quando houver esta alternativa. Deixe os locais como você os encontrou: leve apenas fotos e boas recordações.

Prefira alimentos e artigos locais, chame guias nativos:
Pratos típicos, artesanato local e todo tipo de artigos produzidos localmente resumem a cultura do destino visitado. Respeite-as e fortaleça a identidade de suas populações por meio de seu consumo desses bens. Aproveite melhor os passeios em companhia de guias nativos que conhecem melhor que ninguém os melhores pontos para pesca, natação etc. Eles se sentem reconhecidos, além de verem na atividade uma forma de geração de renda de maneira sustentável.

Planeje seus gastos:
Faça um orçamento de viagem que seja compatível com suas possibilidades, incluindo os gastos com pequenas despesas e a eventual compra de lembranças e presentes. Não ultrapasse o planejado, tomando cuidado especial com o uso excessivo de cartões de crédito, evitando trazer dívidas de viagem ao voltar para casa.

Fonte: Instituto Akatu

terça-feira, 31 de março de 2009

Engenheiros criam carro movido a lixo


Um grupo de engenheiros da Califórnia (EUA) se inspirou numa tecnologia que já era usada na Segunda Guerra Mundial para criar um carro movido a lixo. Com uma série de componentes eletrônicos e computadores, eles estão construindo o que pode ser considerado com o automóvel do futuro. O nome da tecnologia é gaseificação.

Um forno colocado na mala do carro queima o lixo e extrai dele o máximo possível de vapor. O gás percorre os tubos e quando chega ao carburador tem o mesmo efeito da gasolina ou de qualquer outro combustível.

Com a ajuda de um maçarico, o gasificador é acesso e o combustível, que na verdade é lixo, é colocado. Depois de algumas tentativas, o carro ganha movimento.

Além de aproveitar o que aparentemente não servia para nada, o carro movido a lixo ajuda a combater o efeito estufa. O que sobra depois da queima do combustível é carbono em estado sólido. De acordo com pesquisas científicas, um ótimo fertilizante.

"Esse carvão, chamado de terra preta, é muito rico em nutrientes", explica Tom Price, um dos coordenadores do projeto. "Continuamos obtendo energia, mas ela é limpa e renovável, ajudando a melhorar as condições climáticas", completou.

Apesar de ainda ser um experimento complicado, os inventores prometem que em breve vai ser tudo muito mais compacto e fácil de usar.



Lixo transformado em energia elétrica

Quando as luzes se acendem, no fim da tarde, os moradores de Fairfax, no estado americano da Virginia, estão, de certa forma, contribuindo com a limpeza das ruas. Em Fairfax não existe lixão nem aterro sanitário. Mas tem fila de caminhões. O lixo de um milhão de pessoas vai todo para uma usina.

Cerca de 15 mil toneladas de lixo são jogados na esteira e abastecem os incineradores. Restos de comida, eletrônicos, plástico, tudo que não presta queima a mais de 1000ºC. O fogo aquece as caldeiras, que geram vapor e movimentam as turbinas.

A energia é suficiente para abastecer 80 mil casas, 20% da população. Energia limpa, porque os gases tóxicos que sobram depois da queima do lixo são filtrados, e só uma quantidade mínima sai pela chaminé.

De acordo com os técnicos, 10% do lixo que entra na usina saem em forma de cinzas e vão para um aterro. Ainda assim, o diretor de sustentabilidade, Paul Gilman, diz que a usina de lixo polui muito menos que as termoelétricas que usam gás ou carvão.

"No futuro reciclaremos muito mais", ele disse. "E se aproveitarmos tudo que sobra, quatro ou cinco por cento da energia do país poderão ser produzidos a partir de lixo", finalizou.

A meta do governo para 2030 é que esta seja a fonte de 20% do combustível dos automóveis.

Declaração Universal dos Direitos dos Animais


A Declaração Universal dos Direitos dos Animais foi proclamada pela UNESCO em 15 de Outubro de 1978.

PREÂMBULO

- Considerando que todo o animal possui direitos;
- Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;
- Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;
- Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;
- Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;
- Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais;



PROCLAMA-SE O SEGUINTE:
Artigo 1º
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º
1. Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
2. O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
3. Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.

Artigo 3º
1. Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis.
2. Se for necessário matar um animal, ele deve ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

Artigo 4º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
2. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
2. Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

Artigo 6º
1. Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
2. O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.

Artigo 7º
1. Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º
1. A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
2. As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º
1. Quando o animal é criado para alimentação, ele deve ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.

Artigo 10º
1. Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2. As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º
1. Todo o acto que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

Artigo 12º
1. Todo o acto que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
2. A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º
1. O animal morto deve ser tratado com respeito.
2. As cenas de violência de que os animais são vítimas devem ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

Artigo 14º
1. Os organismos de protecção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.
2. Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.

A Nuvem.


Uma nuvem castanha já domina todo o subcontinente indiano do Sri Lanka ao Afeganistão e é a causa do clima inconstante, que tem provocado inundações no Bangladesh, Nepal e nordeste da Índia, e que levou à seca no noroeste indiano e no Paquistão.

Para Klaus Toepfer, director do Programa de Meio Ambiente da ONU, este fenómeno pode ter implicações globais. Isto porque uma nuvem de partículas de poluentes pode dar a volta ao mundo numa semana.
Embora outros continentes também sejam atingidos pela poluição, como a América e a Europa, os cientistas surpreenderam-se com a capacidade de extensão da nuvem negra, bem como com a quantidade de carbono negro que ela comporta.

No maior estudo já feito sobre o fenómeno, promovido pelas Nações Unidas, 200 cientistas alertam para o facto de que a nuvem, cujo tamanho é estimado em três quilómetros, é responsável por centenas de milhares de mortes por ano, causadas por doenças respiratórias. O relatório preliminar da ONU foi divulgado três semanas antes da reunião sobre a temática, que teve lugar na cidade sul-africana de Johannesburgo, em Agosto 2002.

Esta estranha e perigosa nuvem é composta por uma mistura de aerossóis, cinzas, fuligem e outras partículas, e o seu alcance vai muito além da região estudada no subcontinente indiano, atingindo já o leste e o sudeste da Ásia.

Se antes os cientistas pensavam que somente os gases-estufa, mais leves, como o dióxido de carbono, podiam viajar através da Terra, agora sabem as nuvens de aerossóis também o podem fazer.
Segundo Toepfer, esta nuvem negra é o resultado dos múltiplos incêndios, da queima de resíduos agrícolas, de aumentos acentuados na queima de combustíveis fósseis por automóveis, indústrias e fábricas e também do uso inadequado dos fogões das próprias casas.

Como consequência das mudanças de temperatura, esta nuvem está a desorientar os fenómenos naturais. Para os cientistas, as mudanças estão à vista, por exemplo, na diminuição e aumento do volume das chuvas que no Inverno acompanham as monções, o vento típico do sul da Ásia. Segundo afirmaram às agências internacionais, as chuvas estariam a diminuir no noroeste do continente, enquanto aumentam mais a leste.
Segundo estimativas, esta névoa negra vai reduzir de 20% a 40% a chuva e a neve no noroeste da Índia, Paquistão, Afeganistão e outras partes da Ásia Central.
Com base em informações fornecidas por navios, aviões e satélites, o estudo sobre a nuvem negra da Ásia analisou os meses de Inverno do hemisfério norte no período de 1995 a 2000.

Deste modo, os cientistas puderam analisar outras partes do mundo, como as Ilhas Maldivas, para ver como a nuvem tem afectado o clima. Os cientistas descobriram, então, que a névoa reduz a luz solar promovendo o aquecimento da atmosfera e que também cria chuva ácida, uma séria ameaça para árvores e colheitas, que contamina os oceanos e afecta a agricultura.

No entanto, os cientistas dizem que precisam ainda de informações mais específicas, mas antecipam que o impacto regional e global dessa nuvem poluente vai intensificar-se nos próximos 30 anos, quando se estima que a Ásia terá cinco biliões de habitantes.

Para Paul Crutzen, que participou do estudo e é um cientista premiado com o Nobel e um dos primeiros a identificar as causas do buraco na camada de ozono da Terra, morrem anualmente na Índia cerca de dois milhões de pessoas devido à poluição atmosférica.

Mas, como o tempo de vida dos poluentes é curto e podem ser levados pela chuva, os cientistas têm esperança de que se os asiáticos usarem outros meios para queimar combustíveis, como por exemplo melhores fogões e fontes de energia mais limpas, o problema pode ser amenizado.

Desflorestação da Amazônia



Todos os anos são arrancados da floresta Amazónica 28 milhões de metros cúbicos de madeira em toros. Desse total, só 4 milhões vêm de áreas em que se pratica manejo florestal. O restante provém de desmatamentos em propriedades particulares, terras públicas e áreas indígenas. É um negócio rentável a curto prazo, mas que pode ser demasiado arriscado quando visto pelos olhos das próximas gerações.

A informalidade e a ilegalidade acompanham a madeira amazónica desde sua origem até o consumidor final.
Existem duas formas de extracção de árvores: o desmatamento e o manejo florestal. Estas formas diferem apenas na forma como deixam a floresta depois do corte das árvores.
No desmatamento os proprietários rurais, ao transformarem a floresta nativa em pasto ou em áreas de plantação, primeiro extraem as árvores de valor comercial. Depois cortam e queimam a mata restante.



No manejo florestal as propriedades são divididas em lotes e, em cada lote, as árvores para o corte são identificadas num mapa com coordenadas geográficas. Feito o levantamento elabora-se o plano de manejo florestal, de modo que cada lote seja explorado uma vez a cada 30 anos e sejam extraídos até 40 metros cúbicos por hectare. Tanto o volume como o prazo são legalmente aceites, para que a floresta se recupere. Mas os planos não são totalmente sustentáveis, porque espécies como o mogno têm um ciclo de vida superior a 60 anos.

O Sul e o Sudeste brasileiros, especialmente São Paulo, são os maiores consumidores da madeira amazónica extraída de forma ilegal. O consumo per capita de madeira em São Paulo é três vezes maior que o do Japão -
o maior consumidor de madeiras tropicais do planeta.



A recuperação de áreas degradadas através de reflorestamento é também uma questão urgente para salvar espécies raras. Essas espécies raras precisam de grandes extensões de terra para se reproduzirem e restaurarem a sua diversidade original.
Por exemplo, espécies como o cedro não podem ser plantados em alta densidade, pois não resistem às doenças. Com maior número de árvores as populações de pragas aumentam, prejudicando o crescimento
dessas plantas. É por isso, que madeiras nobres, como o cedro e o mogno, não podem ser plantadas em monoculturas, como acontece com o eucalipto.

O Greenpeace denunciou recentemente a destruição da última grande reserva da mais valiosa árvore brasileira: o mogno. Ao mesmo tempo o governo do Pará publicava editais da compra, por particulares, de 70 mil hectares de terras públicas situadas no mesmo local.
O governo paraense deu, desse modo, o seu apoio fundiário à consolidação dessa intensa actividade de devastação de árvores, construção de estradas e formação de culturas agrícolas que ameaçam a última floresta ainda intacta na margem direita do rio Amazonas. Refira-se que para chegar até uma única árvore de mogno os madeireiros utilizam tractores para abrir estradas ilegais, degradando trechos de floresta que permaneciam intocados até aí.

Apesar da cada vez maior consciencialização da importância da floresta Amazónica para o equilíbrio da composição do ar na Terra em geral e do ecossistema sul americano em particular, o negócio de madeiras raras continua a facturar. E vendem-se em todo o mundo milhões de dólares de madeira proveniente dos trópicos, destruindo dia a dia aquele que é muitas vezes apelidado de "pulmão do mundo".