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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Astrônomos descobrem anel gigante ao redor de Saturno



O telescópio espacial Spitzer descobriu um anel gigante ao redor do planeja Saturno, anunciou ontem à noite o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial norte-americana).

O fino anel de gelo e partículas de poeira está a 27 graus de inclinação do principal anel do planeta, informou o laboratório. Segundo a porta-voz Whitney Clavin, ele é muito difuso e reflete pouco a luz visível, mas foi detectado pelo sistema de infravermelho do Spitzer.

A extensão do anel começa a cerca de 5,95 milhões de quilômetros de Saturno e vai até uma distância de 11,9 milhões de quilômetros do planeta. Ele é tão grande que poderia abrigar 1 bilhão de planetas Terra em seu interior. Antes da descoberta, Saturno era conhecido por seus sete anéis principais e vários anéis mais fracos. Um estudo sobre o novo anel será publicado hoje na edição online da revista Nature.

"Este é um super anel", disse Anne Verbiscer, uma das autoras do estudo e astrônoma da Universidade de Virgínia, em Charlottesville. Os demais autores são Douglas Hamilton, da Universidade de Maryland, College Park, e Michael Skrutskie, também da Universidade de Virgínia. Os astrônomos acreditam que o material do anel seja proveniente de Phoebe, uma lua de Saturno.

A missão Spitzer, lançada em 2003, é gerenciada pelo Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, na Califórnia. O telescópio está a 106,2 milhões de quilômetros da Terra, numa órbita ao redor do Sol.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Zelaya faz da embaixada brasileira o seu palácio



O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ocupa três das quatro melhores salas da representação diplomática: por questões de segurança, alterna-se entre o gabinete do embaixador, a biblioteca do prédio, ambas no segundo andar, e uma sala no térreo, que já foi utilizada pelo poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, ex-embaixador no país. Em todas essas peças, de acesso restrito a seus assessores, há um colchão de ar tamanho casal.

Para saber onde Zelaya está, basta observar a movimentação dos seguranças. Na sala que ocupa, a hora que for, estará um homem a sua porta, de pé ou sentado, nem sempre acordado.

O presidente deposto, abrigado na embaixada desde 21 de setembro, aparece pouco, normalmente uma vez por dia, para conceder entrevistas à rede de TV Telesur, a emissora de Hugo Chávez, que tem uma equipe de três profissionais na embaixada.

É quando os demais veículos sitiados no prédio (ZH, Folha de S. Paulo e as agências de notícias AP, Reuters e AFP) aproveitam para questioná-lo, ao final. Nas demais vezes em que aparece, cruza pela casa trocando de quarto, sala, sempre com seu blackberry à mão.

Ontem, por exemplo: às 7h, deixou a sala do embaixador, sem seu tradicional chapéu de caubói, com o cabelo bem penteado e camisa para fora da calça. Sentou-se em uma das cadeiras usadas pelos jornalistas, na antessala. A maioria dos repórteres ainda estava deitada nos colchões infláveis.

Zelaya brincou que estávamos com sono. Mas logo o celular tocou, e ele seguiu dando orientações, por telefone, a seus assessores: queria emitir nota de desculpas por acusações feitas por seus seguidores de que Israel apoiara o golpe.

Nem sempre está assim, de bom humor, falante. No final da entrevista de ontem, reclamou de um repórter.

– Por que você faz cara feia quando me pergunta?

No sábado, questionou por que o fotógrafo de uma agência de notícias internacional enviara uma foto na qual ele estava cabisbaixo e com uma cadeira vazia ao lado. A imagem mostrava, segundo ele, um homem derrotado.

– Mandem fotos boas – exigiu.

O alerta sobre a foto, publicada pelo jornal La Prensa, partira de uma outra sala ocupada pelos assessores de Zelaya. Na porta, uma inscrição em espanhol: “Não entrar. Só pessoal autorizado.”

Ali, um grupo de assessores, bem arrumados e limpos, apesar do cerco militar que impede a entrada de roupas para a maioria dos seus seguidores, varre a internet diariamente à procura de notícias sobre Zelaya nos jornais mundo afora. Não raro são as vezes em que algum deles entra na sala dos jornalistas e pergunta:

– Quem é da AP? E da Reuters?

Querem rebater alguma declaração do presidente em exercício Roberto Micheletti ou exigir esclarecimentos.

Na hora do jantar, privilégios: Zelaya e a família recebem pratos especiais, que rompem o cerco à embaixada, enquanto no térreo seus seguidores dormem em pedaços de papelão e comem a sobra do almoço ou algum prato mais simples, enviado por organizações humanitárias.

A refeição é restrita ao círculo de poder do presidente: a mulher, Xiomara, Doris Garcia, ministra da Mulher, o padre Andrés Tamayo e Carlos Eduardo Reya, seu braço direito.

Zelayistas, muitos dos quais largaram trabalho e família, jamais sobem ao segundo andar. Quando isso ocorre, um superior os manda de volta ao térreo.

Durante os cinco dias em que ZH esteve na embaixada, dormindo na antessala do gabinete do embaixador, nunca teve acesso ao escritório de Zelaya. Lá, segundo o diplomata Lineu Pupo de Paula, responsável por zelar pelo patrimônio brasileiro, organizar 60 pessoas e ainda vigiar as manifestações políticas de Zelaya, há uma foto de Ruy Barbosa.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Filipinas em estado de calamidade



A presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, declarou estado de calamidade em todo o país por causa da devastação provocada pelo tufão Ketsana no último final de semana e pelas inundações que se seguiram. A medida ajudará o país a se preparar para o tufão Parma, que deve chegar ao norte das Filipinas no sábado, disse o porta-voz da presidência.

Sob o estado de calamidade, as autoridades locais podem usar fundos de emergência e o governo nacional amplia seus poderes, como o de controle dos preços.

Grandes áreas das Filipinas, incluindo a capital Manila, já estavam sob estado de calamidade desde a passagem do Ketsana, que matou 293 pessoas no país e afetou diretamente a vida de mais de 3 milhões de filipinos. Nesta sexta-feira, a Cruz Vermelha informou que o Ketsana também matou 16 pessoas no Laos e que outras 135 estão desaparecidas. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Fifa anuncia o fim da " Paradinha"



Joseph Blatter deveria ser consagrado padroeiro dos goleiros. Sim, porque ontem ele anunciou a eliminação a paradinha nas cobranças de pênaltis.

O anúncio foi feito no Rio de Janeiro, durante reunião do Comitê Executivo da Fifa. Segundo o suíço presidente da Fifa, a medida será oficializada na reunião da International Board, órgão que regulamenta as regras do futebol, no dia 20 de outubro, em Zurique, na Suíça. A partir de novembro, quando todas as federações forem comunicadas oficialmente sobre a definição, os árbitros deverão dar cartão amarelo e mandar repetir a cobrança ao jogador que insistir na paradinha.

Blatter entende que o lance caracteriza “jogo sujo”, e que muitos árbitros estão tendo dificuldades em punir essas jogadas.

– Isso não é justo. É uma infração, e o árbitro deve punir com o cartão amarelo. Se o jogador repetir, precisa ser expulso. Não é justo, é uma trapaça e precisa acabar – disse Blatter.

De acordo com o dirigente, o jogador que se utilizar da paradinha num pênalti deve ser obrigatoriamente punido com cartão amarelo. Em caso de reincidência, teria de ser expulso.

– Esse negócio de fingir que vai chutar é uma infração, não é algo justo – insistiu Joseph Blatter.

O presidente da Fifa ainda comparou a paradinha aos lances em que o atleta simula ter sofrido pênalti, mas fez uma ressalva:

– Não é o presidente que define isso ou aquilo da regra do jogo, é a International Board, então vamos esperar para oficializar a medida.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Filipinas eleva a 240 os mortos



As autoridades das Filipinas aumentaram hoje a 240 o número de mortos à passagem da tempestade tropical "Ketsana", enquanto o norte de Luzon prepara-se para um novo temporal e aumentam as críticas ao Governo por sua lenta resposta à tragédia.

O Centro Nacional de Coordenação de Desastres acrescentou cem falecidos à lista oficial após identificar mais de noventa cadáveres achados na capital, onde as equipes de resgate seguem tirando corpos sem vida dos lodaçais.

Outras 37 vítimas continuam desaparecidas e 1,8 milhões de residentes de Manila e outras 25 províncias da ilha de Luzon se viram desabrigados pelas inundações, enchentes e deslizamentos de terras, segundo o ministro da Defesa, Gilberto Teodoro.

Os prejuízos se calculam por enquanto em 110 milhões de pesos (US$2,3 milhões), e a maior parte dessa quantia corresponde a infraestruturas e casas danificadas.

Enquanto isso, na ilha de Luzon as autoridades se preparam para responder aos eventuais danos que pode causar o novo temporal que se aproxima pelo Oceano Pacífico.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

China diz que vai usar 15% das energias renováveis até 2020



A China se comprometeu no uso de 15% das energias renováveis até o ano de 2020 e que, até o mesmo ano, vai reduzir "por uma margem notável" a quantidade de gases do efeito estufa emitidos para cada dólar do Produto Interno Bruto (PIB) em relação aos níveis de 2005, disse o presidente chinês, Hu Jintao.


Não houve uma posição dos EUA quanto a corte de CO2. Juntos, Estados Unidos e China respondem por 20% das emissões de gases poluentes na atmosfera terrestre.

Ainda assim, China e Índia foram alçadas como protagonistas do encontro, que ocorreu nesta terça-feira (22) na sede da ONU, em Nova York. O presidente chinês disse que o país asiático prosseguirá tomando ações "determinadas" em relação à mudança climática.

A meta dada por ele consiste em novos planos energéticos no país, que têm a intenção de propiciar "por uma margem notável" a "intensidade" da poluição de carbono. Além do uso de 15% de energias por meio de fontes renováveis, Hu também se comprometeu no aumento da cobertura florestal do país, e na adoção de "tecnologias amigas do ambiente".

Mas nem China, tampouco a Índia afirmaram concordar com o tratado de redução de gases que devem sair do pacto de Copenhague, cuja execução deve ocorrer a partir de 2013. "A crise atual da mudança climática provém da incapacidade dos Estados Unidos em pôr sobre a mesa metas críveis de redução das emissões até 2020", afirmou o ministro do Ambiente indiano, Jairam Ramesh.]

As discussões preliminares para a reunião ministerial dos dias 7 a 18 de dezembro têm enfrentado problemas. A principal discordância é sobre o nível das reduções de emissões para os países desenvolvidos e em desenvolvimento, e também sobre a contribuição financeira e tecnológica que os países ricos dariam aos pobres.

Já o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, reafirmou a meta de corte de 25% das emissões de gases dos níveis de 1990 até 2020.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Coreia do Norte dispara mais mísseis após teste nuclear


A Coreia do Norte desafiou a condenação internacional a seu novo teste nuclear e disparou nesta terça-feira mais dois mísseis de curto alcance na sua costa leste, além de acusar os EUA de tramarem para derrubar o seu regime.

Numa medida que certamente agravará a tensão regional, a Coreia do Sul decidiu aderir a uma iniciativa liderada pelos EUA para interceptar navios suspeitos de transportarem armas de destruição em massa, algo que Pyongyang alerta que irá considerar como uma declaração de guerra.

A agência sul-coreana de notícias Yonhap citou uma fonte do governo em Seul segundo a qual o Norte testou um míssil terra-ar e um míssil terra-mar na sua costa leste. Os mísseis tinham alcance de cerca de 130 quilômetros.

Fontes oficiais sul-coreanas ouvidas pela imprensa disseram que Pyongyang poderá testar mais mísseis na quarta-feira. Na segunda-feira, o país havia disparado dois mísseis de curto alcance após realizar um novo teste nuclear.

A segunda ação nuclear norte-coreana atraiu forte condenação de potências regionais, e o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que Pyongyang se porta como uma ameaça à segurança internacional.

Obama tranquilizou o governo sul-coreano quanto ao compromisso dos EUA em defender o país, oficialmente ainda em guerra contra a Coreia do Norte, apesar do armistício em vigor desde 1953.

Mas há pouco que Washington possa fazer para conter a isolada Coreia do Norte, punida por anos de sanções internacionais e tão miserável que precisa de ajuda estrangeira para alimentar os seus 23 milhões de habitantes.

Analistas dizem que a nova exibição de força norte-coreana serve para que o dirigente Kim Jong-il reforce seu domínio interno, de modo que possa controlar melhor sua sucessão, direcionando-a para um dos filhos - ele próprio já herdou o poder do seu pai, Kim Il-sung, e há rumores de que teria sofrido um derrame no ano passado.

A Coreia do Norte já está sob sanções da ONU por causa do seu primeiro teste nuclear, em 2006. O novo teste também deve gerar preocupações a respeito da proliferação de armas. Washington no passado já acusou Pyongyang de tentar vender tecnologia atômica a países como a Síria, e alguns analistas apontam uma estreita cooperação militar norte-coreana com o Irã.

"O teste nuclear (da Coreia do Norte) não só representa uma séria ameaça à paz e à estabilidade da península coreana, do Sudeste Asiático e além, mas também representa um grave desafio ao regime internacional de não-proliferação", disse o embaixador sul-coreano para assuntos de desarmamento, Im Han-tauck, a uma conferência da ONU em Genebra.

O Conselho de Segurança da ONU condenou por unanimidade o novo teste e está preparando uma resolução sobre o assunto.

Uma fonte da chancelaria russa disse em Moscou à agência Interfax que provavelmente será inevitável adotar uma resolução dura, já que a autoridade do Conselho de Segurança está em jogo. Há dúvida sobre a disposição de China e Rússia em aceitarem novas sanções a Pyongyang.

A Bolsa e a moeda sul-coreana oscilaram negativamente pelo segundo dia. O índice acionário Kospi fechou a terça-feira em baixa de 2 por cento, e o won se desvalorizou quase 1 por cento frente ao dólar. Muitos operadores disseram que a preocupação dos mercados com a Coreia do Norte está diminuindo.

"Embora o sentimento tenha certamente sentido o peso da crescente tensão com a Coreia do Norte, achamos que seu impacto será relativamente breve", disse o analista So Jang-ho, da Samsung Securities.

Fonte: O globo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Líderes mundiais condenam novo teste norte-coreano


Líderes mundiais condenaram a Coreia do Norte por realizar testes nuclear e de m ísseis nesta segunda-feira, e o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que os atos de Pyongyang são um desafio insensato que justificam ação por parte da comunidade internacional.

Enquanto países se preparavam para uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU ainda nesta segunda, o chefe de política externa da União Europeia, Javier Solana, qualificou o teste nuclear de "violação flagrante" de uma resolução do Conselho, algo que requer "uma resposta firme".

China, Rússia, França e Grã-Bretanha -- que, com os EUA, são membros permanentes do Conselho de Segurança -- expressaram alarme diante do teste nuclear realizado pelo Estado isolado, que, segundo Moscou, foi tão potente quanto a bomba atômica que os EUA lançaram sobre Nagasaki na 2a Guerra Mundial.

A Coreia do Sul convocou uma reunião de emergência de seu gabinete.

"Agindo em desafio flagrante ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Coreia do Norte está desafiando a comunidade internacional de maneira direta e irresponsável", disse Obama. "O perigo representado pelas atividades ameaçadoras da Coreia do Norte justifica ação por parte da comunidade internacional."

A condenação unânime de todo o mundo ressaltou o isolamento da Coreia do Norte.

A comunidade internacional há anos usa uma mistura de sanções e ofertas de ajuda para negociar com Pyongyang o fim do programa nuclear norte-coreano.

Mas Pyongyang é tão isolada que há poucas opções de punição possíveis, e nem Obama nem Solana fizeram recomendações específicas. A França falou em intensificar as sanções.

"O comportamento da Coreia do Norte aumenta as tensões e prejudica a estabilidade no nordeste da Ásia. Essas provocações vão apenas aprofundar seu isolamento", disse Obama. "O país não encontrará aceitação internacional a não ser que abandone sua procura por armas de destruição em massa e as maneiras de empregá-las."

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar "profundamente preocupado" com o teste nuclear da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte há semanas ameaçava realizar o teste em resposta ao endurecimento das sanções internacionais, decidido depois de o país lançar um foguete, em abril, que teria violado a proibição da ONU a testes norte-coreanos com mísseis de longo alcance.

A Rússia disse que a violação da resolução do Conselho de Segurança representou um revés grave nos esforços para controlar a proliferação de armas nucleares e que as conversações entre seis países sobre a Coreia do Norte são a única solução para a crise.

"As medidas mais recentes da Coreia do Norte intensificam as tensões no nordeste asiático e colocam em risco a segurança e estabilidade da região," afirmou o chanceler da Rússia em comunicado.

"PROVOCAÇÃO"



A explosão de segunda-feira foi até 20 vezes mais potente que a primeira feita pelo país, há cerca de dois anos e meio, salientando o avanço do programa nuclear norte-coreano a despeito das negociações multilaterais para tentar contê-lo.

Agravando ainda mais a tensão, a Coreia do Norte testou três mísseis de curto alcance pouco depois do teste nuclear.

"Consideramos os testes uma provocação e os condenamos fortemente", declarou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, descreveu os testes nucleares e de mísseis como "errôneos, equivocados e um perigo para o mundo", dizendo que a comunidade internacional só tratará a Coreia do Norte como parceira se ela se comportar responsavelmente.

A França declarou que vai consultar seus parceiros no Conselho de Segurança "sobre as consequências que esse ato grave da Coreia do Norte deve suscitar, e em especial sobre o reforço das sanções."

A China -- que, como membro permanente do Conselho, poderia vetar qualquer resolução -- pediu a Pyongyang que não agrave a situação. Mas analistas políticos acham que é pouco provável que Pequim aprove sanções mais duras.

"O lado chinês exige com veemência que a Coreia do Norte cumpra suas promessas de desnuclearização, cesse quaisquer ações que possam agravar a situação e retorne ao processo de conversações entre os seis países", disse a China em comunicado. "O governo chinês exorta todas as partes a lidar com a situação de maneira calma e apropriada."

A China há anos vê a Coreia do Norte como amortecedor estratégico contra a extensão das forças dos EUA até sua fronteira. Os responsáveis políticos em Pequim estão equilibrando preocupações com a potencial instabilidade da Coreia do Norte, o enfraquecimento de sua influência sobre o país e os receios de um confronto regional em torno do programa norte-coreano de armas nucleares.

Fonte: Abril.com.br