terça-feira, 31 de março de 2009

A midia no Oriente Médio - Mitos & Fatos !


A atuação da mídia no Oriente Médio

Mito: Os jornalistas que fazem a cobertura do Oriente Médio são movidos pela busca da verdade.

Fato: Ninguém deveria se surpreender ao ser informado que os jornalistas no Oriente Médio compartilham do mesmo interesse por sensacionalismo que seus colegas que cobrem assuntos domésticos. Os exemplos mais destacados são os repórteres de TV, cuja ênfase no visual em lugar da substância encoraja um tratamento superficial dos assuntos. Por exemplo, quando o correspondente da NBC em Israel foi questionado por que os repórteres vinham para as manifestações dos palestinos na Margem Ocidental, que eles sabiam ser encenadas, sua resposta foi: "Nós entramos no jogo porque precisamos das fotos". Em países como a Síria, a Arábia Saudita, o Irã ou a Líbia, as redes de TV não têm liberdade para obter as imagens que lhes interessam [por isso as buscam em Israel].

Israel freqüentemente enfrenta a situação difícil de tentar contradizer imagens com palavras. "Quando um tanque entra em Ramallah, isso não é bonito na TV", explica Gideon Meir, do Ministério do Exterior de Israel. "Certamente podemos explicar porque estávamos lá, e é o que fazemos. Mas são só palavras. Contra fotos, temos de lutar com palavras".

A magnitude do problema que Israel enfrenta é clara, conforme foi ilustrado por Tami Allen-Frost, presidente da Associação da Imprensa Estrangeira e produtor da ITN britânica: "A cena mais forte que fica na mente é a de um tanque numa cidade", e: "ocorrem mais incidentes na Margem Ocidental do que atentados suicidas [em Israel]. No final, o que conta é a quantidade".

Mito: As autoridades árabes dizem aos jornalistas ocidentais as mesmas coisas que falam ao seu próprio povo.

Fato: Os líderes árabes constantemente expressam seus pontos de vista de forma diferente em inglês do que em árabe. Eles revelam seus verdadeiros sentimentos e posições aos seus constituintes em sua língua nativa. Para consumo externo, entretanto, eles aprenderam a falar em tom moderado. Geralmente eles apresentam pontos de vista muito diferentes quando falam em inglês para as audiências do Ocidente. Há muito tempo, os propagandistas árabes já se tornaram mais sofisticados na apresentação da sua causa. Eles agora aparecem rotineiramente nos noticiários da TV americana, são citados na mídia impressa e se apresentam como pessoas razoáveis com queixas legítimas. O que a maioria dessas mesmas pessoas diz em árabe, por outro lado, está freqüentemente muito longe do moderado e razoável. Como os israelenses podem traduzir facilmente o que é dito em árabe, eles estão bem informados sobre os pontos de vista dos seus inimigos. Os americanos, porém, bem como outros povos, podem ser facilmente persuadidos pela apresentação enganosa de um propagandista árabe.

Para dar apenas um exemplo, o negociador palestino Saeb Erekat é freqüentemente citado pela mídia ocidental. Depois do assassinato brutal de dois adolescentes israelenses em 9 de maio de 2001, os jornalistas pediram seus comentários. O "Washington Post" noticiou sua resposta:

Saeb Erekat, um funcionário palestino, disse em inglês numa conferência de imprensa: "Matar civis é um crime, quer seja cometido pelos palestinos ou pelos israelenses". Esse comentário não foi reproduzido em língua árabe na mídia palestina.

O aspecto incomum dessa história: o "Washington Post" revelou que o comentário de Erekat foi ignorado pela imprensa palestina.

Mito: Os jornalistas conhecem bem a história do Oriente Médio e, assim, sabem colocar os eventos atuais no contexto apropriado.

Fato: Uma causa das más interpretações sobre o Oriente Médio e da parcialidade da mídia nas reportagens é a ignorância dos jornalistas sobre a região. Quase não há repórteres que falam hebraico ou árabe, de modo que têm pouco ou quase nenhum acesso às principais fontes. Muitas vezes eles repetem histórias que leram nas publicações em inglês da região, ao invés de fazerem reportagens independentes. Quando tentam colocar os eventos no contexto histórico, eles freqüentemente entendem mal os fatos e criam uma impressão incorreta ou enganosa. Um exemplo: durante uma narração sobre a história dos lugares sagrados em Jerusalém, Garrick Utley, da CNN, disse que os judeus podiam orar junto ao Muro das Lamentações durante o governo jordaniano (de 1948 a 1967). Na verdade, os judeus eram impedidos de visitar seu lugar mais sagrado. Esse é um aspecto histórico essencial, que ajuda a explicar a posição de Israel com relação a Jerusalém.



Mito: Os israelenses não podem negar a veracidade das fotos que mostram seus abusos.

Fato: Uma foto pode valer mil palavras, mas muitas vezes as palavras usadas para descrever a foto são distorcidas e enganosas. Não há dúvida de que os fotógrafos e os câmeras de TV procuram as imagens mais dramáticas que possam encontrar, quase sempre apresentando os brutais "golias" israelenses maltratando os sofredores "davis" palestinos. Entretanto, falta normalmente o contexto.

Num exemplo clássico, a "Associated Press" distribuiu para o mundo inteiro uma imagem dramática. Ela foi publicada no "New York Times"[19] e causou revolta internacional porque a legenda, fornecida pela "Associated Press", dizia: "Um policial israelense e um palestino no Monte do Templo". Tirada na época da revolta palestina após a controvertida visita de Ariel Sharon à mesquita de Al-Aksa, a foto parecia ser um caso flagrante da brutalidade israelense. Entretanto, foi constatado que a legenda era incorreta e que a foto, na verdade, mostrava um incidente que deveria ter conduzido à impressão exatamente oposta, se tivesse sido noticiado corretamente.

Na realidade, a vítima não era um palestino agredido por um soldado israelense. A foto mostrava um policial israelense protegendo o estudante judeu-americano Tuvia Grossman, que estava num táxi que foi apedrejado por palestinos. Grossman foi puxado para fora do táxi, surrado e esfaqueado. Ele conseguiu se livrar e fugiu para perto do policial israelense. Nesse momento um fotógrafo fez a foto.

Além de identificar a vítima de forma errada, a "Associated Press" também informou incorretamente que a foto tinha sido tirada no Monte do Templo. Na verdade, o incidente aconteceu em outra parte de Jerusalém.

Quando a "Associated Press" foi alertada sobre os erros, ela fez uma série de correções, muitas das quais não esclareceram a história de forma completa. Como geralmente acontece quando a mídia comete erros, o dano já tinha sido feito. Muitos veículos que usaram a foto não publicaram posteriormente as devidas explicações. Outros fizeram correções que não tiveram nem de longe o destaque da história inicial.

Outro exemplo de como fotos podem ser tanto dramáticas quanto enganosas, foi uma imagem da "Reuters" mostrando um menino palestino sendo preso pela polícia israelense no dia 6 de abril de 2001. O menino estava obviamente atemorizado e "molhou" suas calças. Mais uma vez a foto atraiu a atenção do mundo inteiro e reforçou na mídia a imagem dos israelenses como ocupantes brutais que abusam de crianças inocentes.

Nesse caso, o contexto foi enganoso. Outro fotógrafo da "Reuters" tirou uma foto um pouco antes, mostrando o mesmo menino jogando pedras em soldados israelenses. Poucos veículos publicaram essa primeira foto.



Mito: A imprensa não justifica os atos terroristas.

Fato: Pelo contrário, a mídia rotineiramente aceita e repete as platitudes de terroristas e de seus porta-vozes com relação aos seus propósitos. A imprensa aceita ingenuamente as alegações de que os ataques contra civis inocentes são atos de "combatentes pela libertação". Em anos recentes, algumas empresas jornalísticas desenvolveram uma resistência contra o termo "terrorista" e substituiram-no por eufemismos como "militante", porque não querem ser vistas tomando partido ou julgando os responsáveis.

Por exemplo, depois que um homem-bomba palestino explodiu uma pizzaria no centro de Jerusalém em 9 de agosto de 2001, matando 15 pessoas, o atacante foi descrito como um "militante"... Em contraste, todos os meios de comunicação chamaram os ataques aos EUA em 11 de setembro de atentados terroristas.

Clifford May, da "Middle East Information Network", chamou a atenção para o absurdo da cobertura da mídia: "Nenhum jornal escreveria: ‘Militantes atingiram o World Trade Center...’, nem diria: ‘Eles devem considerar-se combatentes pela libertação, e quem somos nós para julgá-los? Nós somos jornalistas’."

A noção de que o "combatente pela liberdade" para uns é o "terrorista" para outros simplesmente não é verdadeira. É possível definir o terrorismo. Eis como o FBI define a palavra:

Terrorismo é o uso ilegal da força ou violência contra pessoas ou propriedades para intimidar ou coagir um governo, a população civil ou qualquer segmento dela, com propósitos políticos ou sociais.

Se a mídia julgasse os eventos usando essa simples definição, os jornalistas não teriam dificuldades em usar a palavra "terrorista".

Mito: A TV Al-Jazeera é a "CNN árabe", proporcionando ao mundo árabe uma fonte objetiva de notícias.

Fato: A Al-Jazeera é uma cadeia de televisão de língua árabe, fundada no Qatar, amplamente assistida em todo o mundo árabe. O canal começou em 1996 como um projeto de estimação do emir do Qatar, xeque Hamad bin-Khalifa al-Thani, e ganhou destaque durante a guerra no Afeganistão, por causa de seus antigos contatos com os dirigentes do Talibã e com Osama bin Laden. Divulgando uma variedade de pontos de vista, incluindo opiniões dos funcionários da administração Bush, a rede buscou criar a impressão de que é uma fonte de notícias objetiva para o mundo árabe. Na realidade, a Al-Jazeera tem ficado conhecida como canal de propaganda de visões extremistas no mundo árabe. Um intelectual muçulmano culpou a rede por incitar as massas árabes contra o Ocidente e por transformar bin Laden e seus asseclas em celebridades. "Há uma diferença entre dar oportunidade para que opiniões diferentes [sejam ouvidas] e colocar no ar assassinos armados para que divulguem suas idéias", disse o Dr. Abd Al-Hamid Al-Ansari, decano de Shar’ia e Direito na Universidade do Qatar.

Numa entrevista ao programa "60 Minutos", um correspondente da Al-Jazeera, ao se referir à cobertura de notícias do conflito, disse que os palestinos morrem como mártires. Quando Ed Bradley [o entrevistador] replicou que os israelenses os chamariam de terroristas, ele respondeu: "Esse é um problema dos israelenses. É um ponto de vista". Quando lhe perguntaram como eles descrevem os israelenses que são mortos por palestinos, a resposta foi: "Damos-lhes o nome certo: israelenses mortos por palestinos". Bradley disse ainda que a cobertura da intifada pela Al-Jazeera foi responsável por incitar manifestações pró-palestinas por todo o Oriente Médio.(extraído de www.us-israel.org/jsource/myths/ - http://www.Beth-Shalom.com.br



Cogumelos Chineses


Quem é cliente habitual dos restaurantes chineses, tem verificado a sua rápida expansão, e todos tivemos a experiência de ver, em filmes e séries estrangeiras, o hábito de consumo desta alimentação em casa, no escritório, ou noutros locais. Temos, agora, a oportunidade de comprovar o potencial deste negócio, o qual prolifera vertiginosamente como a comida italiana.

Mas se é fácil descobrirmos o que compõe a pizza ou os cannelones, a composição de um prato chinês torna-se uma tarefa detectivesca.

O que a maior parte das pessoas desconhece é que muitos dos produtos empregues na sua confecção são importados, desnecessariamente, e que temos todas as vantagens para tal.

Um dos produtos empregues são os cogumelos chineses (Shiitake, Reishi, Agaricus ou Maitake, para os amigos). Chegam aos restaurantes no formato liofilizado, para serem aplicados na gastronomia, provenientes dos EUA ou da China (só Qingyuan exporta, anualmente, cerca de 10.000 toneladas de cogumelos secos, formando um oitavo das exportações mundiais por ano).



Embora seja necessária formação nos processos de cultivo destes fungos, pois as técnicas são únicas e inerentes à produção, as tecnologias necessárias avançaram ao ponto de se controlar perfeitamente a humidade necessária ao seu desenvolvimento e as misturas mantidas no ponto certo. É possível importar as máquinas especialmente concebidas para a produção destes cogumelos, as quais incluem cortadoras de cogumelos multifuncionais, cabinas de secagem controladas por computador, e misturadoras do substrato especial para esta cultura.

Trata-se de um investimento de características inovadoras e altamente rentável, pois além de serem empregues na confecção de alimentos, também se produz vinho destes, assim como diversas bebidas.



Mas nem só de restaurantes vive a produção destes cogumelos. Estes são largamente utilizados em ervanárias, entrando na composição de muitos produtos, inclusive alguns que são empregues em tratamentos anti-cancer e anti-inflamatórios, tendo como características, a nível de ervanária, a redução do nível de colesterol, a reversão da supressão das células-T, causada pelo aparecimento dos tumores, dos cancros, leucemias e doença de Hodgkin, combate infecções como a gripe, a fadiga, actua nas úlceras do estômago e do duodeno, neuralgias, gota, constipações e hemorróidas, é eficaz no tratamento do lumbago, lesões musculares e dos tendões, e contém 8 tipos de aminoácidos, vitaminas B, B1, B2 e ferro, em grande dose, combatendo as anemias.
Podem ser fornecidos frescos ou secos, inteiros, em pedaços, ou em pó, e até mesmo já preparados, em saquetas para chás.



Se repararmos em todos estes formatos de apresentação de um único produto vemos o potencial a nível de produção agrícola e de indústria, uma vez que temos o cultivo, a preparação do produto, a embalagem e a venda, obtendo um mercado cujo escoamento é multifacetado, abrindo portas a Portugal como país produtor, sendo o próprio mercado interno o consumidor ideal, podendo considerar-se a expansão para outros locais.


Espirulina - O alimento mágico da Natureza


Há 3,6 biliões de anos que existe no nosso planeta uma alga, de cor azul-esverdeada, cujo nome, espirulina, advém do formato em espiral ao ser observada ao microscópio.

A sua composição contém todos os aminoácidos essenciais, sendo rica em clorofila, beta-caroteno, e em GLA (ácidos gordos essenciais), os quais estimulam o crescimento dos seres vivos, mantendo a pele e o cabelo em óptimas condições.
Mas o seu interesse provém, essencialmente, da sua actuação como anti-inflamatório!

Aturados estudos foram efectuados sobre a espirulina, revelando algo surpreendente: o consumo desta pequena alga desenvolvia uma actividade anti-viral no organismo, humano e animal.
Como? Ao atacar uma célula, o vírus dirige-se primeiro à membrana; com a aplicação desta, o vírus não consegue penetrar a membrana para infectar a célula, sendo impossível a sua reprodução, desaparecendo mediante a actuação das defesas naturais do organismo.

Tal efeito está a levar laboratórios a empregar a espirulina nos tratamentos de SIDA e cancro, acelerando a produção de anti-corpos no organismo e funcionando como um alimento extremamente rico em Lactobaccillus e bifidus.



Os sintomas provenientes da anemia, envenenamentos e imunodeficiencias podem ser aliviados, reduzindo ou prevenindo o aparecimento de cancros e doenças virais.

Aliás, em 1993, um relatório comprovou os efeitos benéficos desta alga na redução daqueles causados pela radioactividade no tratamento do cancro.

Pessoas com algum tipo de deficiência, como os acima citados, na faixa etária dos 50 anos, ou grávidas, beneficiarão muito se consumirem diariamente espirulina.

Devido aos seus fitonutrientes, actua como anti-envelhecimento, ajudando a equilibrar a dieta e fortalecendo as nossas defesas, reduzindo o processo de envelhecimento, a nível das células. Nas mulheres grávidas é extremamente necessário um suplemento de cálcio, e outros minerais e vitaminas, devido ao desvio destes para o bebé que está a gerar.



A espirulina é 58 vezes mais rica em ferro que o espinafre e 28 vezes mais rica que o fígado, contendo 8 aminoácidos essenciais, 10 não-essenciais e vitamina B1, B2, B3, B6, B12 e ácido fólico.
Nos animais, estudos comprovaram a sua eficácia no tratamento da infertilidade, mesmo em espécimes considerados difíceis.

Adquirir este produto, actualmente, é fácil, pois quase todas as ervanárias já o têm à venda, em forma de comprimidos, com valores que oscilam entre os 2.000 e os 4.000. Também começam a aparecer nas lojas de animais, produtos com espirulina, para peixes, mamíferos e aves.

Perigos dos metais pesados


O perigo está no solo, na água e no ar.

Quando absorvidos pelo ser humano, os metais pesados (elementos de elevado peso molecular) depositam-se no tecido ósseo e gorduroso e deslocam minerais nobres dos ossos e músculos para a circulação. Esse processo provoca doenças.

A ingestão de animais significa um risco acrescido de contaminação, visto que a probabilidade destes terem acumulado produtos nocivos ao longo da sua vida é bem maior do que a de encontrar produtos vegetais nas mesmas condições.O consumo habitual de água e alimentos - como peixes de água doce ou do mar - contaminados com metais pesados coloca em risco a saúde. As populações que moram nas imediações fábricas de baterias artesanais, indústrias de cloro-soda que utilizam mercúrio, indústrias navais, siderúrgicas e metalúrgicas, correm maior risco de contaminação.



Os metais pesados são muito usados na indústria e estão em vários produtos. A tabela abaixo apresenta os principais metais usados, suas
fontes e riscos à saúde.

Metais - procedência e efeitos colaterais :

Alumínio
Produção de artefatos de alumínio; serralheria; soldagem de medicamentos (antiácidos) e tratamento convencional de água.
Anemia por deficiência de ferro; intoxicação crônica

Arsénio
Metalurgia; manufactura de vidros e fundição.
Câncer (seios paranasais)

Cádmio
Soldas; tabaco; baterias e pilhas.
Câncer de pulmões e próstata; lesão nos rins

Chumbo
Fabricação e reciclagem de baterias de automóveis;
indústria de tintas; pintura em cerâmica; soldagem.
Saturnismo (cólicas abdominais, tremores, fraqueza muscular, lesão renal e cerebral)

Cobalto
Preparo de ferramentas de corte e furação.
Fibrose pulmonar (endurecimento do pulmão), que pode levar à morte

Crómio
Indústrias de corantes, esmaltes, tintas, ligas com aço e níquel; cromagem de metais.
Asma (bronquite); câncer

Fósforo amarelo Veneno para baratas; rodenticidas (tipo de insecticida usado na lavoura) e fogos de artifício.
Náuseas; gastrite; odor de alho; fezes e vômitos fosforescentes; dor muscular; torpor; choque; coma e até morte

Mercúrio
Moldes industriais; certas indústrias de cloro-soda; garimpo de ouro; lâmpadas fluorescentes.
Intoxicação do sistema nervoso central

Níquel
Baterias; aramados; fundição e niquelagem de metais; refinarias.
Câncer de pulmão e seios paranasais

Fumos metálicos Vapores (de cobre, cádmio, ferro, manganês, níquel e zinco) da soldagem industrial ou da galvanização de metais.
Febre dos fumos metálicos (febre, tosse, cansaço e dores musculares) - parecido com pneumonia



Declaração Universal dos Direitos dos Animais


A Declaração Universal dos Direitos dos Animais foi proclamada pela UNESCO em 15 de Outubro de 1978.

PREÂMBULO

- Considerando que todo o animal possui direitos;
- Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;
- Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;
- Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;
- Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;
- Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais;



PROCLAMA-SE O SEGUINTE:
Artigo 1º
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º
1. Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
2. O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
3. Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.

Artigo 3º
1. Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis.
2. Se for necessário matar um animal, ele deve ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

Artigo 4º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
2. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
2. Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

Artigo 6º
1. Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
2. O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.

Artigo 7º
1. Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º
1. A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
2. As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º
1. Quando o animal é criado para alimentação, ele deve ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.

Artigo 10º
1. Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2. As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º
1. Todo o acto que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

Artigo 12º
1. Todo o acto que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
2. A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º
1. O animal morto deve ser tratado com respeito.
2. As cenas de violência de que os animais são vítimas devem ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

Artigo 14º
1. Os organismos de protecção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.
2. Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.

O CD vegetal !!!



O CD (compact disc) tornou-se uma praga ambiental, pela acumulação de milhões de discos promocionais distribuídos junto com revistas, empilhados nos balcões das lojas ou enfiados nas caixas do correio.
Hoje em dia é a nova praga que se está espalhando por todo o lado.
Algumas pessoas poderão ver esses montes de CDs como um sinal de vitalidade económica; outros, como uma catástrofe ambiental.


A Sanyo Electric de Osaka, Japão, lançará brevemente um formato de CDs de milho. Isto é: de um polímero obtido de matéria vegetal.
Contudo, o novo disco tem de momento a desvantagem de ser mais caro que os actuais de policarbonato.

O MildDisc vai custar até três vezes mais que os CDs normais para ser fabricado, embora a Sanyo pretenda baixar o preço à medida que a produção aumentar.
Este novo produto tem um atractivo ecológico: se os discos forem lançados para o lixo, terminarão por se decompor em água e dióxido de carbono, e portanto desaparecem.



Uma espiga de milho será suficiente para fornecer material para a produção de dez CDs biodegradáveis, numa base de cerca de 85 grãos de milho para cada disco.
A companhia que fará a conversão do milho em CDs é a Cargill Dow, de Minnesota, que desenvolveu a sua própria técnica de converter matéria vegetal em ácido poliláctico.

A Cargill já fabrica o ácido poliláctico para produzir recipientes de plástico biodegradáveis e roupas de fibras artificiais. Informam que os discos são tão estáveis quanto os CDs comuns, embora as instruções advirtam contra a sua exposição a temperaturas acima de 50 Cº.

O marketing da companhia Sanyo apoia-se nas referências aos benefícios ambientais do produto. Os discos serão vendidos em embalagens verdes.
Quanto aos discos convencionais de policarbonato, a sua destruição só é possível em fornos especiais de elevada temperatura, processo que contribui para a poluição do ar.

Quando enviados para um aterro sanitário, não sendo biodegradáveis, ocupam muito espaço, dadas as enormes quantidades produzidas e descartadas.
A iniciativa da Sanyo já conquistou amigos no movimento ambientalista, por quem esta tecnologia será bem recebida.

A actual indústria dos CDs está menos convencida disso, porque as firmas que enviam discos promocionais procuram os menores preços. Em quase todos os casos os discos são fornecidos gratuitamente, e se os discos de milho vão custar três vezes mais não terão grande futuro comercial.

A Nuvem.


Uma nuvem castanha já domina todo o subcontinente indiano do Sri Lanka ao Afeganistão e é a causa do clima inconstante, que tem provocado inundações no Bangladesh, Nepal e nordeste da Índia, e que levou à seca no noroeste indiano e no Paquistão.

Para Klaus Toepfer, director do Programa de Meio Ambiente da ONU, este fenómeno pode ter implicações globais. Isto porque uma nuvem de partículas de poluentes pode dar a volta ao mundo numa semana.
Embora outros continentes também sejam atingidos pela poluição, como a América e a Europa, os cientistas surpreenderam-se com a capacidade de extensão da nuvem negra, bem como com a quantidade de carbono negro que ela comporta.

No maior estudo já feito sobre o fenómeno, promovido pelas Nações Unidas, 200 cientistas alertam para o facto de que a nuvem, cujo tamanho é estimado em três quilómetros, é responsável por centenas de milhares de mortes por ano, causadas por doenças respiratórias. O relatório preliminar da ONU foi divulgado três semanas antes da reunião sobre a temática, que teve lugar na cidade sul-africana de Johannesburgo, em Agosto 2002.

Esta estranha e perigosa nuvem é composta por uma mistura de aerossóis, cinzas, fuligem e outras partículas, e o seu alcance vai muito além da região estudada no subcontinente indiano, atingindo já o leste e o sudeste da Ásia.

Se antes os cientistas pensavam que somente os gases-estufa, mais leves, como o dióxido de carbono, podiam viajar através da Terra, agora sabem as nuvens de aerossóis também o podem fazer.
Segundo Toepfer, esta nuvem negra é o resultado dos múltiplos incêndios, da queima de resíduos agrícolas, de aumentos acentuados na queima de combustíveis fósseis por automóveis, indústrias e fábricas e também do uso inadequado dos fogões das próprias casas.

Como consequência das mudanças de temperatura, esta nuvem está a desorientar os fenómenos naturais. Para os cientistas, as mudanças estão à vista, por exemplo, na diminuição e aumento do volume das chuvas que no Inverno acompanham as monções, o vento típico do sul da Ásia. Segundo afirmaram às agências internacionais, as chuvas estariam a diminuir no noroeste do continente, enquanto aumentam mais a leste.
Segundo estimativas, esta névoa negra vai reduzir de 20% a 40% a chuva e a neve no noroeste da Índia, Paquistão, Afeganistão e outras partes da Ásia Central.
Com base em informações fornecidas por navios, aviões e satélites, o estudo sobre a nuvem negra da Ásia analisou os meses de Inverno do hemisfério norte no período de 1995 a 2000.

Deste modo, os cientistas puderam analisar outras partes do mundo, como as Ilhas Maldivas, para ver como a nuvem tem afectado o clima. Os cientistas descobriram, então, que a névoa reduz a luz solar promovendo o aquecimento da atmosfera e que também cria chuva ácida, uma séria ameaça para árvores e colheitas, que contamina os oceanos e afecta a agricultura.

No entanto, os cientistas dizem que precisam ainda de informações mais específicas, mas antecipam que o impacto regional e global dessa nuvem poluente vai intensificar-se nos próximos 30 anos, quando se estima que a Ásia terá cinco biliões de habitantes.

Para Paul Crutzen, que participou do estudo e é um cientista premiado com o Nobel e um dos primeiros a identificar as causas do buraco na camada de ozono da Terra, morrem anualmente na Índia cerca de dois milhões de pessoas devido à poluição atmosférica.

Mas, como o tempo de vida dos poluentes é curto e podem ser levados pela chuva, os cientistas têm esperança de que se os asiáticos usarem outros meios para queimar combustíveis, como por exemplo melhores fogões e fontes de energia mais limpas, o problema pode ser amenizado.

Desflorestação da Amazônia



Todos os anos são arrancados da floresta Amazónica 28 milhões de metros cúbicos de madeira em toros. Desse total, só 4 milhões vêm de áreas em que se pratica manejo florestal. O restante provém de desmatamentos em propriedades particulares, terras públicas e áreas indígenas. É um negócio rentável a curto prazo, mas que pode ser demasiado arriscado quando visto pelos olhos das próximas gerações.

A informalidade e a ilegalidade acompanham a madeira amazónica desde sua origem até o consumidor final.
Existem duas formas de extracção de árvores: o desmatamento e o manejo florestal. Estas formas diferem apenas na forma como deixam a floresta depois do corte das árvores.
No desmatamento os proprietários rurais, ao transformarem a floresta nativa em pasto ou em áreas de plantação, primeiro extraem as árvores de valor comercial. Depois cortam e queimam a mata restante.



No manejo florestal as propriedades são divididas em lotes e, em cada lote, as árvores para o corte são identificadas num mapa com coordenadas geográficas. Feito o levantamento elabora-se o plano de manejo florestal, de modo que cada lote seja explorado uma vez a cada 30 anos e sejam extraídos até 40 metros cúbicos por hectare. Tanto o volume como o prazo são legalmente aceites, para que a floresta se recupere. Mas os planos não são totalmente sustentáveis, porque espécies como o mogno têm um ciclo de vida superior a 60 anos.

O Sul e o Sudeste brasileiros, especialmente São Paulo, são os maiores consumidores da madeira amazónica extraída de forma ilegal. O consumo per capita de madeira em São Paulo é três vezes maior que o do Japão -
o maior consumidor de madeiras tropicais do planeta.



A recuperação de áreas degradadas através de reflorestamento é também uma questão urgente para salvar espécies raras. Essas espécies raras precisam de grandes extensões de terra para se reproduzirem e restaurarem a sua diversidade original.
Por exemplo, espécies como o cedro não podem ser plantados em alta densidade, pois não resistem às doenças. Com maior número de árvores as populações de pragas aumentam, prejudicando o crescimento
dessas plantas. É por isso, que madeiras nobres, como o cedro e o mogno, não podem ser plantadas em monoculturas, como acontece com o eucalipto.

O Greenpeace denunciou recentemente a destruição da última grande reserva da mais valiosa árvore brasileira: o mogno. Ao mesmo tempo o governo do Pará publicava editais da compra, por particulares, de 70 mil hectares de terras públicas situadas no mesmo local.
O governo paraense deu, desse modo, o seu apoio fundiário à consolidação dessa intensa actividade de devastação de árvores, construção de estradas e formação de culturas agrícolas que ameaçam a última floresta ainda intacta na margem direita do rio Amazonas. Refira-se que para chegar até uma única árvore de mogno os madeireiros utilizam tractores para abrir estradas ilegais, degradando trechos de floresta que permaneciam intocados até aí.

Apesar da cada vez maior consciencialização da importância da floresta Amazónica para o equilíbrio da composição do ar na Terra em geral e do ecossistema sul americano em particular, o negócio de madeiras raras continua a facturar. E vendem-se em todo o mundo milhões de dólares de madeira proveniente dos trópicos, destruindo dia a dia aquele que é muitas vezes apelidado de "pulmão do mundo".


A Agricultura Biológica


Os alimentos orgânicos ou biológicos são cultivados sem o uso de fertilizantes sintéticos, pesticidas, herbicidas ou fungicidas.
A agricultura biológica, de um modo geral, respeita o ambiente no seu todo. Os eco-produtos são potenciadores de uma vida mais saudável pelas suas qualidades nutricionais e isenção de resíduos tóxicos.

De há algum tempo para cá tem-se registado uma crescente procura de produtos que actualmente designamos de ecológicos, biológicos ou eco-produtos, por privilegiarem o ambiente e potenciarem uma vida saudável.
Há poucos anos atrás não se pensava em tal coisa. Mas a sociedade alterou-se e com ela o ambiente que nos rodeia. O Mundo cresceu e adoptou um estilo de vida egocêntrico em que se privilegiam o conforto, a abundância e a celeridade de qualquer serviço ou bem. Com isto é sobejamente conhecida a degenerescência da qualidade ambiental e dos materiais que esse mesmo ambiente nos pode oferecer.
Assiste-se a um decréscimo das práticas tradicionais. Na sociedade actual pratica-se a agricultura intensiva para tentar fazer face à concorrência do mercado competitivo. Existem por isso alguns obstáculos de índole económico-social à implementação rigorosa da agricultura biológica.
Embora os apoios financeiros estatais à agricultura biológica sejam cada vez maiores, são ainda insuficientes, levando os agricultores a perderem rendimentos e com isso, muitas vezes, a desanimar por dificuldades de subsistência inerentes a estas situações.

Na base da obtenção de um produto de agricultura biológica estão vários pressupostos e critérios de extrema importância. Tais critérios privilegiam a preservação da natureza sob todas as suas vertentes.



A agricultura biológica deve ter em atenção que o "fabrico" do produto não envolva um consumo exagerado de matérias-primas não renováveis, até que minimizem a quantidade de matérias necessárias à sua produção e verifiquem se estes podem ser reciclados, reutilizados ou reconvertidos.
O produto não deve envolver no seu processo de fabrico grandes quantidades de energia, optimiza-se o produto no plano energético.
O agricultor e o comerciante, ao exporem estes produtos no mercado, deverão reduzir o mais possível a embalagem, utilizando embalagens normalizadas, produzidas com materiais que requeiram uma quantidade mínima de energia e que permitam múltiplas finalidades.
Deverá ser evitada a utilização de substâncias que sejam nocivas para o ambiente, bem como se devem procurar substitutos para elas. Além disto, devem ser tidos em consideração os aspectos ecológicos na escolha de materiais e equipamentos, e ao mesmo tempo visar a sua normalização, de modo a reduzir o número de peças utilizadas. No que se refere à maquinaria necessária à prática agrícola devem desenvolver-se produtos de maior longevidade, quer a nível funcional, quer a nível estético, e de mais fácil reparação e manutenção.
Actualmente a agricultura biológica é praticada em quintas biológicas e também por particulares. A Associação Portuguesa de Agricultura Biológica AGROBIO possui uma área de produção superior a 8 mil hectares.

Segundo a AGROBIO, a composição de produtos hortícolas biológicos comparativamente com produtos fertilizados com adubos químicos apresenta:

+ 18% de potássio
+ 18% de proteínas
+ 77% de ferro
+ 10% de cálcio
+ 13% de fósforo

Fonte:http://www.agrobio.pt/

Antárctida parou de encolher


A grande massa de gelo da Antárctida Ocidental está a aumentar de espessura e não a derreter, ao contrário do que a generalidade da comunidade científica receava, segundo um estudo publicado na revista Science. Mas as conclusões deverão ser objecto de controvérsia e terão ainda de ser confirmadas.

Um dos grandes receios dos cientistas que estudam o aquecimento global do planeta é que o aumento da temperatura acabe por fazer derreter aquela imensa placa de gelo, o que causaria uma subida do nível dos mares, em todo o planeta, com graves consequências para as regiões costeiras. No entanto, e apesar de indícios de que a camada tem diminuído regularmente desde a última Idade do Gelo, há 11 mil anos, as medições de Ian Joughlin, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, e de Slawek Tulaczyk, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, mostram que essa tendência está a inverter-se.

O estudo dos dois cientistas, que utilizaram radares instalados em satélites para efectuarem as suas medições, surgiu uma semana depois de outra investigação relatada na revista Nature, segundo a qual as temperaturas nos gelados vales da Antárctida tinham diminuído sensivelmente desde meados da década de 80. Ao passo que as temperaturas médias nos restantes continentes subiram nos últimos cem anos em cerca de 0,17º centígrados, exactamente o oposto sucedeu na Antárctida, afirmavam os autores do estudo na Nature.

Joughin e Tulaczyk escrevem, no seu estudo, que a calota no mar de Ross está a crescer ao ritmo de 26,8 mil milhões de toneladas por ano, enquanto estudos anteriores indicavam a existência de uma perda de gelo da ordem de 21 mil milhões de toneladas por ano. "A calota esteve a diminuir nos últimos milhares de anos, mas pensamos que essa situação acabou", disse Joughin, embora acrescentasse que seria um erro assumir que está completamente afastada a hipótese de um colapso daquela grande massa de gelo. Por outro lado, o estudo incidiu apenas sobre uma pequena área, conhecida como Ice Stream C, e teve um período relativamente curto, pelo que poderá verificar-se unicamente uma flutuação de menos importância.
"Haverá menos motivos de preocupação quanto ao desaparecimento da camada de gelo, mas não posso afirmar que podemos deixar de nos preocupar", disse o cientista, realçando, por outro lado, que há outras regiões na Antárctida Ocidental onde o gelo está a diminuir, nomeadamente, os glaciares de Pine Island e de Thwaites. Pelo contrário, a parte oriental do continente está mais estabilizada.