terça-feira, 31 de março de 2009

Declaração Universal dos Direitos dos Animais


A Declaração Universal dos Direitos dos Animais foi proclamada pela UNESCO em 15 de Outubro de 1978.

PREÂMBULO

- Considerando que todo o animal possui direitos;
- Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;
- Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;
- Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;
- Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;
- Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais;



PROCLAMA-SE O SEGUINTE:
Artigo 1º
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º
1. Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
2. O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
3. Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.

Artigo 3º
1. Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis.
2. Se for necessário matar um animal, ele deve ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

Artigo 4º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
2. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
2. Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

Artigo 6º
1. Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
2. O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.

Artigo 7º
1. Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º
1. A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
2. As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º
1. Quando o animal é criado para alimentação, ele deve ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.

Artigo 10º
1. Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2. As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º
1. Todo o acto que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

Artigo 12º
1. Todo o acto que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
2. A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º
1. O animal morto deve ser tratado com respeito.
2. As cenas de violência de que os animais são vítimas devem ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

Artigo 14º
1. Os organismos de protecção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.
2. Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.

O CD vegetal !!!



O CD (compact disc) tornou-se uma praga ambiental, pela acumulação de milhões de discos promocionais distribuídos junto com revistas, empilhados nos balcões das lojas ou enfiados nas caixas do correio.
Hoje em dia é a nova praga que se está espalhando por todo o lado.
Algumas pessoas poderão ver esses montes de CDs como um sinal de vitalidade económica; outros, como uma catástrofe ambiental.


A Sanyo Electric de Osaka, Japão, lançará brevemente um formato de CDs de milho. Isto é: de um polímero obtido de matéria vegetal.
Contudo, o novo disco tem de momento a desvantagem de ser mais caro que os actuais de policarbonato.

O MildDisc vai custar até três vezes mais que os CDs normais para ser fabricado, embora a Sanyo pretenda baixar o preço à medida que a produção aumentar.
Este novo produto tem um atractivo ecológico: se os discos forem lançados para o lixo, terminarão por se decompor em água e dióxido de carbono, e portanto desaparecem.



Uma espiga de milho será suficiente para fornecer material para a produção de dez CDs biodegradáveis, numa base de cerca de 85 grãos de milho para cada disco.
A companhia que fará a conversão do milho em CDs é a Cargill Dow, de Minnesota, que desenvolveu a sua própria técnica de converter matéria vegetal em ácido poliláctico.

A Cargill já fabrica o ácido poliláctico para produzir recipientes de plástico biodegradáveis e roupas de fibras artificiais. Informam que os discos são tão estáveis quanto os CDs comuns, embora as instruções advirtam contra a sua exposição a temperaturas acima de 50 Cº.

O marketing da companhia Sanyo apoia-se nas referências aos benefícios ambientais do produto. Os discos serão vendidos em embalagens verdes.
Quanto aos discos convencionais de policarbonato, a sua destruição só é possível em fornos especiais de elevada temperatura, processo que contribui para a poluição do ar.

Quando enviados para um aterro sanitário, não sendo biodegradáveis, ocupam muito espaço, dadas as enormes quantidades produzidas e descartadas.
A iniciativa da Sanyo já conquistou amigos no movimento ambientalista, por quem esta tecnologia será bem recebida.

A actual indústria dos CDs está menos convencida disso, porque as firmas que enviam discos promocionais procuram os menores preços. Em quase todos os casos os discos são fornecidos gratuitamente, e se os discos de milho vão custar três vezes mais não terão grande futuro comercial.

A Nuvem.


Uma nuvem castanha já domina todo o subcontinente indiano do Sri Lanka ao Afeganistão e é a causa do clima inconstante, que tem provocado inundações no Bangladesh, Nepal e nordeste da Índia, e que levou à seca no noroeste indiano e no Paquistão.

Para Klaus Toepfer, director do Programa de Meio Ambiente da ONU, este fenómeno pode ter implicações globais. Isto porque uma nuvem de partículas de poluentes pode dar a volta ao mundo numa semana.
Embora outros continentes também sejam atingidos pela poluição, como a América e a Europa, os cientistas surpreenderam-se com a capacidade de extensão da nuvem negra, bem como com a quantidade de carbono negro que ela comporta.

No maior estudo já feito sobre o fenómeno, promovido pelas Nações Unidas, 200 cientistas alertam para o facto de que a nuvem, cujo tamanho é estimado em três quilómetros, é responsável por centenas de milhares de mortes por ano, causadas por doenças respiratórias. O relatório preliminar da ONU foi divulgado três semanas antes da reunião sobre a temática, que teve lugar na cidade sul-africana de Johannesburgo, em Agosto 2002.

Esta estranha e perigosa nuvem é composta por uma mistura de aerossóis, cinzas, fuligem e outras partículas, e o seu alcance vai muito além da região estudada no subcontinente indiano, atingindo já o leste e o sudeste da Ásia.

Se antes os cientistas pensavam que somente os gases-estufa, mais leves, como o dióxido de carbono, podiam viajar através da Terra, agora sabem as nuvens de aerossóis também o podem fazer.
Segundo Toepfer, esta nuvem negra é o resultado dos múltiplos incêndios, da queima de resíduos agrícolas, de aumentos acentuados na queima de combustíveis fósseis por automóveis, indústrias e fábricas e também do uso inadequado dos fogões das próprias casas.

Como consequência das mudanças de temperatura, esta nuvem está a desorientar os fenómenos naturais. Para os cientistas, as mudanças estão à vista, por exemplo, na diminuição e aumento do volume das chuvas que no Inverno acompanham as monções, o vento típico do sul da Ásia. Segundo afirmaram às agências internacionais, as chuvas estariam a diminuir no noroeste do continente, enquanto aumentam mais a leste.
Segundo estimativas, esta névoa negra vai reduzir de 20% a 40% a chuva e a neve no noroeste da Índia, Paquistão, Afeganistão e outras partes da Ásia Central.
Com base em informações fornecidas por navios, aviões e satélites, o estudo sobre a nuvem negra da Ásia analisou os meses de Inverno do hemisfério norte no período de 1995 a 2000.

Deste modo, os cientistas puderam analisar outras partes do mundo, como as Ilhas Maldivas, para ver como a nuvem tem afectado o clima. Os cientistas descobriram, então, que a névoa reduz a luz solar promovendo o aquecimento da atmosfera e que também cria chuva ácida, uma séria ameaça para árvores e colheitas, que contamina os oceanos e afecta a agricultura.

No entanto, os cientistas dizem que precisam ainda de informações mais específicas, mas antecipam que o impacto regional e global dessa nuvem poluente vai intensificar-se nos próximos 30 anos, quando se estima que a Ásia terá cinco biliões de habitantes.

Para Paul Crutzen, que participou do estudo e é um cientista premiado com o Nobel e um dos primeiros a identificar as causas do buraco na camada de ozono da Terra, morrem anualmente na Índia cerca de dois milhões de pessoas devido à poluição atmosférica.

Mas, como o tempo de vida dos poluentes é curto e podem ser levados pela chuva, os cientistas têm esperança de que se os asiáticos usarem outros meios para queimar combustíveis, como por exemplo melhores fogões e fontes de energia mais limpas, o problema pode ser amenizado.

Desflorestação da Amazônia



Todos os anos são arrancados da floresta Amazónica 28 milhões de metros cúbicos de madeira em toros. Desse total, só 4 milhões vêm de áreas em que se pratica manejo florestal. O restante provém de desmatamentos em propriedades particulares, terras públicas e áreas indígenas. É um negócio rentável a curto prazo, mas que pode ser demasiado arriscado quando visto pelos olhos das próximas gerações.

A informalidade e a ilegalidade acompanham a madeira amazónica desde sua origem até o consumidor final.
Existem duas formas de extracção de árvores: o desmatamento e o manejo florestal. Estas formas diferem apenas na forma como deixam a floresta depois do corte das árvores.
No desmatamento os proprietários rurais, ao transformarem a floresta nativa em pasto ou em áreas de plantação, primeiro extraem as árvores de valor comercial. Depois cortam e queimam a mata restante.



No manejo florestal as propriedades são divididas em lotes e, em cada lote, as árvores para o corte são identificadas num mapa com coordenadas geográficas. Feito o levantamento elabora-se o plano de manejo florestal, de modo que cada lote seja explorado uma vez a cada 30 anos e sejam extraídos até 40 metros cúbicos por hectare. Tanto o volume como o prazo são legalmente aceites, para que a floresta se recupere. Mas os planos não são totalmente sustentáveis, porque espécies como o mogno têm um ciclo de vida superior a 60 anos.

O Sul e o Sudeste brasileiros, especialmente São Paulo, são os maiores consumidores da madeira amazónica extraída de forma ilegal. O consumo per capita de madeira em São Paulo é três vezes maior que o do Japão -
o maior consumidor de madeiras tropicais do planeta.



A recuperação de áreas degradadas através de reflorestamento é também uma questão urgente para salvar espécies raras. Essas espécies raras precisam de grandes extensões de terra para se reproduzirem e restaurarem a sua diversidade original.
Por exemplo, espécies como o cedro não podem ser plantados em alta densidade, pois não resistem às doenças. Com maior número de árvores as populações de pragas aumentam, prejudicando o crescimento
dessas plantas. É por isso, que madeiras nobres, como o cedro e o mogno, não podem ser plantadas em monoculturas, como acontece com o eucalipto.

O Greenpeace denunciou recentemente a destruição da última grande reserva da mais valiosa árvore brasileira: o mogno. Ao mesmo tempo o governo do Pará publicava editais da compra, por particulares, de 70 mil hectares de terras públicas situadas no mesmo local.
O governo paraense deu, desse modo, o seu apoio fundiário à consolidação dessa intensa actividade de devastação de árvores, construção de estradas e formação de culturas agrícolas que ameaçam a última floresta ainda intacta na margem direita do rio Amazonas. Refira-se que para chegar até uma única árvore de mogno os madeireiros utilizam tractores para abrir estradas ilegais, degradando trechos de floresta que permaneciam intocados até aí.

Apesar da cada vez maior consciencialização da importância da floresta Amazónica para o equilíbrio da composição do ar na Terra em geral e do ecossistema sul americano em particular, o negócio de madeiras raras continua a facturar. E vendem-se em todo o mundo milhões de dólares de madeira proveniente dos trópicos, destruindo dia a dia aquele que é muitas vezes apelidado de "pulmão do mundo".


A Agricultura Biológica


Os alimentos orgânicos ou biológicos são cultivados sem o uso de fertilizantes sintéticos, pesticidas, herbicidas ou fungicidas.
A agricultura biológica, de um modo geral, respeita o ambiente no seu todo. Os eco-produtos são potenciadores de uma vida mais saudável pelas suas qualidades nutricionais e isenção de resíduos tóxicos.

De há algum tempo para cá tem-se registado uma crescente procura de produtos que actualmente designamos de ecológicos, biológicos ou eco-produtos, por privilegiarem o ambiente e potenciarem uma vida saudável.
Há poucos anos atrás não se pensava em tal coisa. Mas a sociedade alterou-se e com ela o ambiente que nos rodeia. O Mundo cresceu e adoptou um estilo de vida egocêntrico em que se privilegiam o conforto, a abundância e a celeridade de qualquer serviço ou bem. Com isto é sobejamente conhecida a degenerescência da qualidade ambiental e dos materiais que esse mesmo ambiente nos pode oferecer.
Assiste-se a um decréscimo das práticas tradicionais. Na sociedade actual pratica-se a agricultura intensiva para tentar fazer face à concorrência do mercado competitivo. Existem por isso alguns obstáculos de índole económico-social à implementação rigorosa da agricultura biológica.
Embora os apoios financeiros estatais à agricultura biológica sejam cada vez maiores, são ainda insuficientes, levando os agricultores a perderem rendimentos e com isso, muitas vezes, a desanimar por dificuldades de subsistência inerentes a estas situações.

Na base da obtenção de um produto de agricultura biológica estão vários pressupostos e critérios de extrema importância. Tais critérios privilegiam a preservação da natureza sob todas as suas vertentes.



A agricultura biológica deve ter em atenção que o "fabrico" do produto não envolva um consumo exagerado de matérias-primas não renováveis, até que minimizem a quantidade de matérias necessárias à sua produção e verifiquem se estes podem ser reciclados, reutilizados ou reconvertidos.
O produto não deve envolver no seu processo de fabrico grandes quantidades de energia, optimiza-se o produto no plano energético.
O agricultor e o comerciante, ao exporem estes produtos no mercado, deverão reduzir o mais possível a embalagem, utilizando embalagens normalizadas, produzidas com materiais que requeiram uma quantidade mínima de energia e que permitam múltiplas finalidades.
Deverá ser evitada a utilização de substâncias que sejam nocivas para o ambiente, bem como se devem procurar substitutos para elas. Além disto, devem ser tidos em consideração os aspectos ecológicos na escolha de materiais e equipamentos, e ao mesmo tempo visar a sua normalização, de modo a reduzir o número de peças utilizadas. No que se refere à maquinaria necessária à prática agrícola devem desenvolver-se produtos de maior longevidade, quer a nível funcional, quer a nível estético, e de mais fácil reparação e manutenção.
Actualmente a agricultura biológica é praticada em quintas biológicas e também por particulares. A Associação Portuguesa de Agricultura Biológica AGROBIO possui uma área de produção superior a 8 mil hectares.

Segundo a AGROBIO, a composição de produtos hortícolas biológicos comparativamente com produtos fertilizados com adubos químicos apresenta:

+ 18% de potássio
+ 18% de proteínas
+ 77% de ferro
+ 10% de cálcio
+ 13% de fósforo

Fonte:http://www.agrobio.pt/

Antárctida parou de encolher


A grande massa de gelo da Antárctida Ocidental está a aumentar de espessura e não a derreter, ao contrário do que a generalidade da comunidade científica receava, segundo um estudo publicado na revista Science. Mas as conclusões deverão ser objecto de controvérsia e terão ainda de ser confirmadas.

Um dos grandes receios dos cientistas que estudam o aquecimento global do planeta é que o aumento da temperatura acabe por fazer derreter aquela imensa placa de gelo, o que causaria uma subida do nível dos mares, em todo o planeta, com graves consequências para as regiões costeiras. No entanto, e apesar de indícios de que a camada tem diminuído regularmente desde a última Idade do Gelo, há 11 mil anos, as medições de Ian Joughlin, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, e de Slawek Tulaczyk, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, mostram que essa tendência está a inverter-se.

O estudo dos dois cientistas, que utilizaram radares instalados em satélites para efectuarem as suas medições, surgiu uma semana depois de outra investigação relatada na revista Nature, segundo a qual as temperaturas nos gelados vales da Antárctida tinham diminuído sensivelmente desde meados da década de 80. Ao passo que as temperaturas médias nos restantes continentes subiram nos últimos cem anos em cerca de 0,17º centígrados, exactamente o oposto sucedeu na Antárctida, afirmavam os autores do estudo na Nature.

Joughin e Tulaczyk escrevem, no seu estudo, que a calota no mar de Ross está a crescer ao ritmo de 26,8 mil milhões de toneladas por ano, enquanto estudos anteriores indicavam a existência de uma perda de gelo da ordem de 21 mil milhões de toneladas por ano. "A calota esteve a diminuir nos últimos milhares de anos, mas pensamos que essa situação acabou", disse Joughin, embora acrescentasse que seria um erro assumir que está completamente afastada a hipótese de um colapso daquela grande massa de gelo. Por outro lado, o estudo incidiu apenas sobre uma pequena área, conhecida como Ice Stream C, e teve um período relativamente curto, pelo que poderá verificar-se unicamente uma flutuação de menos importância.
"Haverá menos motivos de preocupação quanto ao desaparecimento da camada de gelo, mas não posso afirmar que podemos deixar de nos preocupar", disse o cientista, realçando, por outro lado, que há outras regiões na Antárctida Ocidental onde o gelo está a diminuir, nomeadamente, os glaciares de Pine Island e de Thwaites. Pelo contrário, a parte oriental do continente está mais estabilizada.

Reflexões I - As Quatro estações da vida


Você já notou a perfeição que existe na natureza? Uma prova incontestável da harmonia que rege a Criação. Como num poema cósmico, Deus rima a vida humana com o ritmo dos Mundos.

Ao nascermos, é a primavera que eclode em seus perfumes e cores. Tudo é festa. A pele é viçosa. Cabelos e olhos brilham, o sorriso é fácil. Tudo traduz esperança e alegria.

Delicada primavera, como as crianças que encantam os nossos olhos com sua graça. Nessa época, tudo parece sorrir. Nenhuma preocupação perturba a alma.

A juventude corresponde ao auge do verão. Estação de calor e beleza, abençoada pelas chuvas ocasionais. O sol aquece as almas, renovam-se as promessas.

Os jovens acreditam que podem todas as coisas, que farão revoluções no Mundo, que corrigirão todos os erros.

Trazem a alma aquecida pelo entusiasmo. São impetuosos, vibrantes. Seus impulsos fortes também podem ser passageiros... Como as tempestades de verão.

Mas a vida corre célere. E um dia – que surpresa – a força do verão já se foi.

Uma olhada ao espelho nos mostra rugas, os cabelos que começam a embranquecer, mas também aponta a mente trabalhada pela maturidade, a conquista de uma visão mais completa sobre a existência. É a chegada do outono.

Nessa estação, a palavra é plenitude. Outono remete a uma época de reflexão e de profunda beleza. Suas paisagens inspiradoras - de folhas douradas e céus de cores incríveis – traduzem bem esse momento de nossa vida.

No outono da existência já não há a ingenuidade infantil ou o ímpeto incontido da juventude, mas há sabedoria acumulada, experiência e muita disposição para viver cada momento, aproveitando cada segundo.

Enfim, um dia chega o inverno. A mais inquietante das estações. Muitos temem o inverno, como temem a velhice. É que esquecem a beleza misteriosa das paisagens cobertas de neve.

Época de recolhimento? Em parte. O inverno é também a época do compartilhamento de experiências.

Quem disse que a velhice é triste? Ela pode ser calorosa e feliz, como uma noite de inverno diante da lareira, na companhia dos seres amados.

Velhice também pode ser chocolate quente, sorrisos gentis, leitura sossegada, generosidade com filhos e netos. Basta que não se deixe que o frio enregele a alma.

Felizes seremos nós se aproveitarmos a beleza de cada estação. Da primavera levarmos pela vida inteira a espontaneidade e a alegria.

Do verão, a leveza e a força de vontade. Do outono, a reflexão. Do inverno, a experiência que se compartilha com os seres amados.

A mensagem das estações em nossa vida vai além. Quando pensar com tristeza na velhice, afaste de imediato essa idéia.

Lembre-se que após o inverno surge novamente a primavera. E tudo recomeça.

Nós também recomeçaremos. Nossa trajetória não se resume ao fim do inverno. Há outras vidas, com novas estações. E todas iniciam pela primavera da idade.

Após a morte, ressurgiremos em outros planos da vida. E seremos plenos, seremos belos. Basta para isso amar. Amar muito.

Amar as pessoas, as flores, os bichos, os Mundos que giram serenos. Amar, enfim, a Criação Divina. Amar tanto que a vida se transforme numa eterna primavera

Energia - Norberto José Teixeira


O principal conteúdo do Universo é energia – emanações energéticas que identificamos como possuindo diferentes tipos de freqüências e características específicas, processando a energia de dimensões mais elevadas que se emanam à nossa energia vital, permitindo-nos mudar nossas vidas e nos curar, transformar e retomar o poder sobre nossas vidas.

Ajuda-nos a acessar nossa criatividade, conduzindo-nos ao processo de silenciar o burburinho interno e a perturbadora tagarelice mental que nos impede o acesso às muitas informações que podemos receber dos planos superiores.

Nosso Eu Superior, nosso lado energético, está sempre enviando informações e conhecimentos, já que ele possui o conhecimento direto da fonte, desse nível de processamento energético, onde o mental, o intelectual e o racional nunca produzem um conhecimento original – a mente racional interpreta as idéias originais oriundas de outras dimensões, apenas à luz do que dispomos no momento em termos de conhecimento. Porém, à medida em que vamos aprendendo a expandir nossa capacidade perceptiva às dimensões mais elevadas, iremos entendendo que a realidade constantemente aumenta e acumula, de tal modo que essa realidade constantemente se expande. Ao atingirmos essa capacidade de equilíbrio energético, alinhamos nosso ser multidimensionalmente e nos situamos num espaço otimizado para atuarmos com justiça e praticarmos o bem – equilibrados e harmoniosos, podemos tratar melhor a nós mesmos e às outras pessoas.

Não sentimos medos infundados ou ameaças ao nosso ser, porque estamos em paz com tudo e com todos. É preciso ter energia para ser civilizado.
Assim, recuperamos nosso poder pessoal para sermos capazes de conduzir nossas vidas com individualidade, integridade e liberdade de escolha.

Também precisamos ter energia para limpar a influência emocional acumulada ao longo do tempo, que pode impedir nosso desenvolvimento pessoal, e realmente acessarmos nossa criatividade. Todos temos algo – um dom, um talento, algo em potencial para ser criado. Não é preciso ir atrás de ganhar muito dinheiro com um determinado talento, mas todos precisamos descobrir o que precisamos para satisfazer essa necessidade criativa. Mais do que uma busca espiritual, trata-se de perceber quem somos nesta realidade, de onde viemos, e o que viemos fazer aqui. As condições do mundo quase sempre impedem que muitas pessoas percebam isso, indo e vindo sem serem capazes de se realizar.

Adequando a busca espiritual ao alinhamento e à coordenação do Eu multidimensional, perceberemos que é a energia que temos, que possibilita essa percepção.
Precisamos nos alinhar em termos de conhecimento e iluminação – precisamos recuperar e reabrir o nosso lado intuitivo. É dessa área que vem a maior parte das idéias originais dos grandes cientistas ou de quaisquer pessoas envolvidas em criação, seja em arte ou ciência.
A partir dos fenômenos de emanação, as idéias são filtradas e processadas pela mente racional, resultando em mais uma porção de conhecimento acrescentado ao conhecimento atual.

A mente nunca cria nada original – quando chega a hora, quando certas coisas estão prontas para virem, é que outra peça do quebra-cabeça se encaixa. Podemos obter as respostas e as indicações da nossa própria mente, se a silenciarmos. Nosso Eu Superior, nossa intuição, está sempre passando conhecimento e informações.

A energia que temos aumenta tudo. Ao acessarmos essa energia, damos início ao processo de capturar-nos no flagrante do essencial, na busca do autoconhecimento e autodesenvolvimento através da prática de treinar a mente.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Elementos básicos da criação

Os elementais são seres puros e co-criadores da natureza, cada qual responsável por uma atribuição, conforme o elemento a que pertencem. Os elementos básicos da criação são: terra, ar, fogo e água.


Os reinos elementais são regidos pelas leis naturais da Deusa e do Deus que, junto com o Poder maior da Criação, formam uma tríade sagrada, onde os espíritos da natureza, manifestam-se sob formas e funções específicas para a harmonia e a manutenção de todo o Planeta.

O Reino elemental canaliza a energia através do pensamento, mantendo um determinado padrão vibracional. Os elementais captam todas as vibrações dos seres humanos, mas somente aqueles que possuem o coração puro, como de uma criança, conseguem entrar em contato com esses seres maravilhosos.

Os elementais sagrados não são apenas aquelas "belas criaturas" idealizadas por muitos e que, normalmente, vemos estampadas em livros e lojas esotéricas, mas sim, representantes dos elementos básicos da criação e, como tal, fundamentais para o equilíbrio e a continuidade de toda a existência.

Acessar um ser elemental, não é apenas um ato magístico, mas um ato necessário para o nosso equilíbrio interior e também exterior. Podemos observar que interiormente possuímos todos os elementos condensados dentro de nós. O ideal é vivenciarmos todos os elementos, seja através do contato com a terra, o ar, o fogo ou água e assim percebermos quando algum excesso ou falta estiver presente. Esse é o verdadeiro contato com o nosso elemental sagrado.

Pensando por este aspecto, somos a terra, representada pelo estômago que tem a função de digerir alimentos sólidos provenientes do solo. Somos o ar, quando respiramos e assim o inalamos através dos pulmões, o combustível necessário para que a máquina, chamada corpo físico, se movimente.

Somos o fogo, quando dançamos, corremos e nos apaixonamos, pois o coração é o símbolo dessa energia, que movimenta o sangue pelas artérias e veias do nosso corpo. Somos quase 90% de água circulante em todo o organismo, além de nascermos através desse elemento. E somos também o éter espiritual da quintessência elemental. Que assim seja!

Elemento Terra


O saber, o escudo, o norte, o urso, a cor verde, Formalhaut, Vento Norte ou Boreas, as mãos espalmadas e voltadas para o chão. Seu símbolo é representado por um triângulo cortado apontando para baixo.
Elementais da terra: gnomos e duendes. Regente elemental: Gob, sendo os gnomos responsáveis pela construção de minérios e os duendes responsáveis pelo desenvolvimento das ervas e plantas no geral.

Buscar não apenas o equilíbrio através dos elementais, mas a sabedoria daqueles que buscam a força da terra para evoluir, assim como os druidas, temos outras civilizações que podemos usar como exemplo. No Antigo Egito, a figura de Kan assumiu o nome de Toth, que mais tarde os gregos associaram a um Deus do Olímpio chamado Hermes. Parte dos ensinamentos de Toth está com o nome de Hermes, conhecido também pelo nome de Hermes Trismegisto ou Mercúrio, o Mensageiro dos Deuses.

Os ensinamentos de Toth, impropriamente chamado de Hermes, estão expostos em muitos papiros, sendo os mais conhecidos deles são: "Tábua de Esmeralda" e "Pistis Sóphia".

Resumindo, é através do equilíbrio de todas as forças, tanto acima como abaixo, que materializamos nossos sonhos. De nada adianta possuir o intelecto mental, a energia e a coragem da realização, o equilíbrio das emoções, se não estivermos centrados no momento presente, ou seja, o aqui e agora.

Elemento Ar


O querer, a espada, o leste, as pássaros, a cor amarela, Aldebaran, Vento Leste ou Eurus, palma das mãos voltadas para cima na altura dos ombros. Seu símbolo é representado por um triângulo cortado apontando para cima.

Elementais do ar: silfos e fadas. Regente elemental: Paralda, sendo os silfos responsáveis pela purificação das atmosferas mais baixas e as fadas pelo equilíbrio mental pessoal.

A sintonia com os elementais do ar confere acesso à inspiração e às faculdades mentais. Ajuda a coordenar e verbalizar as nossas percepções mais sutis. Estimula a liberdade e o equilíbrio mental.

Temos também os elfos, que são elementais muito semelhantes aos silfos, sem forma corpórea definida, pois aparecem da combinação do Ar e do Fogo. Nestes predomina a ordem mental e o envolvimento social. Para recarregar o seu elemento primordial, que é o ar e o fogo, e assim fortalecer o silfo pessoal, é preciso o contato com o ar puro e eletricamente carregado, presente nas tempestades.

Elemento Fogo


O ousar, a lança, o sul, leão ou dragão, a cor vermelha, Regulus, Vento Sul ou Notus, as mãos fechadas em punho. Seu símbolo é representado pelo triângulo para cima.

Elementais do fogo: salamandras e salandrios. Regente elemental: Djim e são responsáveis pelas temperaturas mais elevadas do ambiente.

Sendo considerado o elemento fogo o mais intenso dos elementais, responsável pelas das transmutações, transformações, transições, mudanças, progresso, determinação, assim como, a guerra, vingança, luxúria, paixão e por aí vai. Sua força luminosa indica o caminho a ser seguido por aqueles que conhecem e praticam os ensinamentos do universo. O fogo é a chama que acende dentro de nós o amor, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito, e nos conduzindo à sabedoria interior.

As salamandras reinam em um corpo totalmente de fogo, assim como toda a sua essência, tem o poder de transformar e desencadear tanto emoções positivas quanto negativas. Paracelso afirma que muitas salamandras são vistas na forma de bolas ou línguas de fogo correndo através dos campos e irrompendo nas casas através das lareiras. Elas possuem especial influência sobre as criaturas de temperamento ígneo e tempestuoso.

Elemento Água


O calar, a taça, o oeste, golfinhos, a cor azul, Antares, Vento Oeste ou Zéfiros, as mãos em forma de concha na altura do abdome. Seu símbolo é representado pelo triângulo voltado para baixo.

Elementais da água: ondinas. Regente elemental: Necksa, sendo as ondinas responsáveis pela depuração ou purificação das águas.

As ondinas despertam e estimulam a natureza emotiva, realçando nossa intuição e a nossa sensibilidade, além das energias da criação e do nascimento, bem como a premonição e imaginação criativa.

As ondinas freqüentemente fazem sentir sua presença, no plano onírico. Sonhos em ambientes aquáticos ou que transbordem sensualidade, aumentando a criatividade em nossas vidas.

A sintonia com a sua ondina pessoal melhora o desempenho das funções da circulação dos fluidos corporais, tais como, o sangue e a linfa. A retenção de água no organismo é indício de desequilíbrio desse elemento, quando isso ocorre, passamos a maior parte do tempo concentrados em nossos pensamentos nos esquecendo do sentimentos.

O excesso do elemento água, nos torna muito passionais, além de gerar exagerada sensualidade, medo e isolamento. Certas lendas afirmam que elas podem viver algum tempo entre os homens, embora acabem sempre cedendo ao chamado das águas e retornando para os rios ou para o mar.

Aliás, muitas ondinas tem estatura semelhante à nossa, como as sereias citadas em várias lendas. Mas há ondinas menores, como as que habitam riachos e fontes, e outras muito diminutas, que vivem nas folhas flutuantes e nas minúsculos musgos criados pelas quedas d'água. A água realmente é um mistério divino da criação da Grande Mãe.

E finalmente, o éter que é unificado nessa existência física, dinamizado e representado pela união de todos os elementos. No livro Alquimista, Paracelso cita: "Toda natureza invisível se movimenta através da imaginação. Se a imaginação fosse forte o suficiente, nada seria impossível, porque ela é a origem de toda magia, de toda ação através da qual o invisível, de um ou outro modo, deixa seu rastro no visível. A energia da verdadeira imaginação pode transformar nossos corpos, e até influenciar no paraíso"...




O Caminho de Santiago de Compostela

O Caminho de Santiago de Compostela é uma rota secular de peregrinação religiosa, que se estende por toda a Península Ibérica até a cidade de Santiago de Compostela, localizada no extremo Oeste da Espanha, onde se encontra o túmulo do apóstolo Tiago.


Tiago foi um pescador que vivia às margens do lago Tiberíades; filho de Zebedeo e Salomé, e irmão de João O Evangelista. Segundo a tradição, após a dispersão dos apóstolos pelo mundo, Tiago foi pregar o evangelho na província romana da Galícia, extremo oeste espanhol. De volta a Jerusalém, o apóstolo foi perseguido, preso e decapitado a mando de Herodes no ano 44. Seus restos foram lançados para fora das muralhas da cidade. Os discípulos Teodoro e Atanásio recolheram seu corpo e levaram-no de volta para o Ocidente, aportando na costa espanhola, na cidade de Iria Flavia.

O corpo do apóstolo foi sepultado secretamente num bosque chamado Libredón. Assim, o local permaneceu oculto durante oito séculos. Uma certa noite, o ermitão Pelayo observou um fenômeno que ocorria neste bosque: uma chuva de estrelas se derramava sobre um mesmo ponto do Libredón, proporcionando uma luminosidade intensa. Tomando conhecimento das ocorrências, o bispo de Iria Flavia, Teodomiro, ordenou que fossem feitas escavações no local. Assim, no dia 25 de Julho de (provavelmente) 813, foi encontrada uma arca de mármore com os restos do apóstolo Tiago Maior.

A notícia se espalhou rapidamente, e o local passou a ser visitado por andarilhos de toda a Europa a fim de conhecer o sepulcro do Santo. A quantidade de peregrinos aumentava intensamente a cada ano. Nobres e camponeses dirigiam-se em caravanas, caminhando ou cavalgando em busca de bênçãos, cura para as enfermidades, cumprir promessas ou apenas aventuravam-se em terras distantes.

O rei Afonso II ordenou que no local da descoberta fosse erigida uma capela em honra a São Tiago, proclamando-o guardião e padroeiro de todo o seu reino. Em pouco tempo, uma cidade foi erguida em torno daquele bosque, e denominada Compostela. A origem etimológica do nome remete ao latim: Campus Stellae, ou Campo das Estrelas, e assim a junção final: Compostela.

No ano de 899, Afonso III construiu uma basílica sobre o rústico templo erguido por seu antecessor. Porém, oitos anos mais tarde, a basílica foi saqueada pelo árabe Almanzor, que respeitosamente, preservou as relíquias do apóstolo. Em 1075, iniciou-se a construção da atual catedral, cinco vezes maior que a anterior.
Os Caminhos do Caminho

O Caminho de Santiago possui - em sua maior parte - um aspecto medieval. As catedrais góticas e românicas, mosteiros e capelas, castelos e aldeias celtas distribuem-se ao longo do percurso.

O apogeu das peregrinações ocorreu nos séculos XII e XIII. As quatro principais rotas tiveram origem neste período. Mesmo partindo de pontos diferentes, todas entravam na Península Ibérica através dos Pirineus. A partir de Puente la Reina o trajeto é o mesmo, com exceção de alguns ramais secundários. As rotas modernas iniciam-se também em cidades como Saint-Jean-Pied-de-Port, na França.


A partir do século XIV, houve uma sensível redução de peregrinos que se aventuravam pelo Caminho. Porém, no século XX o Caminho de Santiago foi "ressuscitado" e voltou a ser umas das principais rotas religiosas da história. Atualmente, é comum encontrar os peregrinos modernos, que percorrem o Caminho de carro ou bicicleta, ou simplesmente aqueles que visitam a Catedral e o túmulo do Apóstolo São Tiago.

Geralmente, o viajante carrega consigo uma concha (conhecida também por Vieira) que possui vários significados. Segundo a lenda, um homem percorria o Caminho a cavalo, quando repentinamente o animal disparou em direção ao mar. O peregrino evocou Santiago, e uma forte onda devolveu-o a terra firme. Retomada a consciência, o peregrino percebeu que seu manto estava repleto de conchas. Assim, a Vieira assumiu um significado de proteção, que também está associada ao Graal. Simboliza, para o viajante, absorver a sabedoria e a entidade de Cristo como seu Eu Superior.

Durante todo o percurso, existem albergues instalados em velhas construções medievais, destinados especialmente a atender os peregrinos. Além de hotéis, pousadas, e os próprios habitantes que cedem suas casas como abrigo. O peregrino carrega consigo uma credencial, que deve ser carimbada em igrejas ou no órgão de turismo correspondente ao local. Munido de um mapa, o viajante também conta com as discretas setas pintadas em rochas, muros e árvores, que funcionam como um guia constante, e evitam que o aventureiro se perca. Ao concluir o Caminho chegando à Catedral de Santiago, o peregrino apresenta a credencial e recebe a Compostelana, uma espécie de certificado de que todo o percurso foi concluído.

No Brasil, a popularização do Caminho deve-se principalmente ao escritor Paulo Coelho, que lançou o livro O Diário de um Mago. Nesta obra, o autor narra as experi-ências místicas vivenciadas em sua peregri-nação em 1989. Além de Paulo Coelho, a cantora Baby do Brasil escreveu Peregrina – Meu Caminho no Caminho, onde também é descrita sua trajetória até Compostela. Mas a literatura brasileira abriga outros títulos que servem de incentivo e preparação para aqueles que se dispuserem a caminhar mais de 800 quilômetros até a cidade de Santiago de Compostela, tombada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, em 1992.