terça-feira, 31 de março de 2009

Reflexões I - As Quatro estações da vida


Você já notou a perfeição que existe na natureza? Uma prova incontestável da harmonia que rege a Criação. Como num poema cósmico, Deus rima a vida humana com o ritmo dos Mundos.

Ao nascermos, é a primavera que eclode em seus perfumes e cores. Tudo é festa. A pele é viçosa. Cabelos e olhos brilham, o sorriso é fácil. Tudo traduz esperança e alegria.

Delicada primavera, como as crianças que encantam os nossos olhos com sua graça. Nessa época, tudo parece sorrir. Nenhuma preocupação perturba a alma.

A juventude corresponde ao auge do verão. Estação de calor e beleza, abençoada pelas chuvas ocasionais. O sol aquece as almas, renovam-se as promessas.

Os jovens acreditam que podem todas as coisas, que farão revoluções no Mundo, que corrigirão todos os erros.

Trazem a alma aquecida pelo entusiasmo. São impetuosos, vibrantes. Seus impulsos fortes também podem ser passageiros... Como as tempestades de verão.

Mas a vida corre célere. E um dia – que surpresa – a força do verão já se foi.

Uma olhada ao espelho nos mostra rugas, os cabelos que começam a embranquecer, mas também aponta a mente trabalhada pela maturidade, a conquista de uma visão mais completa sobre a existência. É a chegada do outono.

Nessa estação, a palavra é plenitude. Outono remete a uma época de reflexão e de profunda beleza. Suas paisagens inspiradoras - de folhas douradas e céus de cores incríveis – traduzem bem esse momento de nossa vida.

No outono da existência já não há a ingenuidade infantil ou o ímpeto incontido da juventude, mas há sabedoria acumulada, experiência e muita disposição para viver cada momento, aproveitando cada segundo.

Enfim, um dia chega o inverno. A mais inquietante das estações. Muitos temem o inverno, como temem a velhice. É que esquecem a beleza misteriosa das paisagens cobertas de neve.

Época de recolhimento? Em parte. O inverno é também a época do compartilhamento de experiências.

Quem disse que a velhice é triste? Ela pode ser calorosa e feliz, como uma noite de inverno diante da lareira, na companhia dos seres amados.

Velhice também pode ser chocolate quente, sorrisos gentis, leitura sossegada, generosidade com filhos e netos. Basta que não se deixe que o frio enregele a alma.

Felizes seremos nós se aproveitarmos a beleza de cada estação. Da primavera levarmos pela vida inteira a espontaneidade e a alegria.

Do verão, a leveza e a força de vontade. Do outono, a reflexão. Do inverno, a experiência que se compartilha com os seres amados.

A mensagem das estações em nossa vida vai além. Quando pensar com tristeza na velhice, afaste de imediato essa idéia.

Lembre-se que após o inverno surge novamente a primavera. E tudo recomeça.

Nós também recomeçaremos. Nossa trajetória não se resume ao fim do inverno. Há outras vidas, com novas estações. E todas iniciam pela primavera da idade.

Após a morte, ressurgiremos em outros planos da vida. E seremos plenos, seremos belos. Basta para isso amar. Amar muito.

Amar as pessoas, as flores, os bichos, os Mundos que giram serenos. Amar, enfim, a Criação Divina. Amar tanto que a vida se transforme numa eterna primavera

Energia - Norberto José Teixeira


O principal conteúdo do Universo é energia – emanações energéticas que identificamos como possuindo diferentes tipos de freqüências e características específicas, processando a energia de dimensões mais elevadas que se emanam à nossa energia vital, permitindo-nos mudar nossas vidas e nos curar, transformar e retomar o poder sobre nossas vidas.

Ajuda-nos a acessar nossa criatividade, conduzindo-nos ao processo de silenciar o burburinho interno e a perturbadora tagarelice mental que nos impede o acesso às muitas informações que podemos receber dos planos superiores.

Nosso Eu Superior, nosso lado energético, está sempre enviando informações e conhecimentos, já que ele possui o conhecimento direto da fonte, desse nível de processamento energético, onde o mental, o intelectual e o racional nunca produzem um conhecimento original – a mente racional interpreta as idéias originais oriundas de outras dimensões, apenas à luz do que dispomos no momento em termos de conhecimento. Porém, à medida em que vamos aprendendo a expandir nossa capacidade perceptiva às dimensões mais elevadas, iremos entendendo que a realidade constantemente aumenta e acumula, de tal modo que essa realidade constantemente se expande. Ao atingirmos essa capacidade de equilíbrio energético, alinhamos nosso ser multidimensionalmente e nos situamos num espaço otimizado para atuarmos com justiça e praticarmos o bem – equilibrados e harmoniosos, podemos tratar melhor a nós mesmos e às outras pessoas.

Não sentimos medos infundados ou ameaças ao nosso ser, porque estamos em paz com tudo e com todos. É preciso ter energia para ser civilizado.
Assim, recuperamos nosso poder pessoal para sermos capazes de conduzir nossas vidas com individualidade, integridade e liberdade de escolha.

Também precisamos ter energia para limpar a influência emocional acumulada ao longo do tempo, que pode impedir nosso desenvolvimento pessoal, e realmente acessarmos nossa criatividade. Todos temos algo – um dom, um talento, algo em potencial para ser criado. Não é preciso ir atrás de ganhar muito dinheiro com um determinado talento, mas todos precisamos descobrir o que precisamos para satisfazer essa necessidade criativa. Mais do que uma busca espiritual, trata-se de perceber quem somos nesta realidade, de onde viemos, e o que viemos fazer aqui. As condições do mundo quase sempre impedem que muitas pessoas percebam isso, indo e vindo sem serem capazes de se realizar.

Adequando a busca espiritual ao alinhamento e à coordenação do Eu multidimensional, perceberemos que é a energia que temos, que possibilita essa percepção.
Precisamos nos alinhar em termos de conhecimento e iluminação – precisamos recuperar e reabrir o nosso lado intuitivo. É dessa área que vem a maior parte das idéias originais dos grandes cientistas ou de quaisquer pessoas envolvidas em criação, seja em arte ou ciência.
A partir dos fenômenos de emanação, as idéias são filtradas e processadas pela mente racional, resultando em mais uma porção de conhecimento acrescentado ao conhecimento atual.

A mente nunca cria nada original – quando chega a hora, quando certas coisas estão prontas para virem, é que outra peça do quebra-cabeça se encaixa. Podemos obter as respostas e as indicações da nossa própria mente, se a silenciarmos. Nosso Eu Superior, nossa intuição, está sempre passando conhecimento e informações.

A energia que temos aumenta tudo. Ao acessarmos essa energia, damos início ao processo de capturar-nos no flagrante do essencial, na busca do autoconhecimento e autodesenvolvimento através da prática de treinar a mente.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Elementos básicos da criação

Os elementais são seres puros e co-criadores da natureza, cada qual responsável por uma atribuição, conforme o elemento a que pertencem. Os elementos básicos da criação são: terra, ar, fogo e água.


Os reinos elementais são regidos pelas leis naturais da Deusa e do Deus que, junto com o Poder maior da Criação, formam uma tríade sagrada, onde os espíritos da natureza, manifestam-se sob formas e funções específicas para a harmonia e a manutenção de todo o Planeta.

O Reino elemental canaliza a energia através do pensamento, mantendo um determinado padrão vibracional. Os elementais captam todas as vibrações dos seres humanos, mas somente aqueles que possuem o coração puro, como de uma criança, conseguem entrar em contato com esses seres maravilhosos.

Os elementais sagrados não são apenas aquelas "belas criaturas" idealizadas por muitos e que, normalmente, vemos estampadas em livros e lojas esotéricas, mas sim, representantes dos elementos básicos da criação e, como tal, fundamentais para o equilíbrio e a continuidade de toda a existência.

Acessar um ser elemental, não é apenas um ato magístico, mas um ato necessário para o nosso equilíbrio interior e também exterior. Podemos observar que interiormente possuímos todos os elementos condensados dentro de nós. O ideal é vivenciarmos todos os elementos, seja através do contato com a terra, o ar, o fogo ou água e assim percebermos quando algum excesso ou falta estiver presente. Esse é o verdadeiro contato com o nosso elemental sagrado.

Pensando por este aspecto, somos a terra, representada pelo estômago que tem a função de digerir alimentos sólidos provenientes do solo. Somos o ar, quando respiramos e assim o inalamos através dos pulmões, o combustível necessário para que a máquina, chamada corpo físico, se movimente.

Somos o fogo, quando dançamos, corremos e nos apaixonamos, pois o coração é o símbolo dessa energia, que movimenta o sangue pelas artérias e veias do nosso corpo. Somos quase 90% de água circulante em todo o organismo, além de nascermos através desse elemento. E somos também o éter espiritual da quintessência elemental. Que assim seja!

Elemento Terra


O saber, o escudo, o norte, o urso, a cor verde, Formalhaut, Vento Norte ou Boreas, as mãos espalmadas e voltadas para o chão. Seu símbolo é representado por um triângulo cortado apontando para baixo.
Elementais da terra: gnomos e duendes. Regente elemental: Gob, sendo os gnomos responsáveis pela construção de minérios e os duendes responsáveis pelo desenvolvimento das ervas e plantas no geral.

Buscar não apenas o equilíbrio através dos elementais, mas a sabedoria daqueles que buscam a força da terra para evoluir, assim como os druidas, temos outras civilizações que podemos usar como exemplo. No Antigo Egito, a figura de Kan assumiu o nome de Toth, que mais tarde os gregos associaram a um Deus do Olímpio chamado Hermes. Parte dos ensinamentos de Toth está com o nome de Hermes, conhecido também pelo nome de Hermes Trismegisto ou Mercúrio, o Mensageiro dos Deuses.

Os ensinamentos de Toth, impropriamente chamado de Hermes, estão expostos em muitos papiros, sendo os mais conhecidos deles são: "Tábua de Esmeralda" e "Pistis Sóphia".

Resumindo, é através do equilíbrio de todas as forças, tanto acima como abaixo, que materializamos nossos sonhos. De nada adianta possuir o intelecto mental, a energia e a coragem da realização, o equilíbrio das emoções, se não estivermos centrados no momento presente, ou seja, o aqui e agora.

Elemento Ar


O querer, a espada, o leste, as pássaros, a cor amarela, Aldebaran, Vento Leste ou Eurus, palma das mãos voltadas para cima na altura dos ombros. Seu símbolo é representado por um triângulo cortado apontando para cima.

Elementais do ar: silfos e fadas. Regente elemental: Paralda, sendo os silfos responsáveis pela purificação das atmosferas mais baixas e as fadas pelo equilíbrio mental pessoal.

A sintonia com os elementais do ar confere acesso à inspiração e às faculdades mentais. Ajuda a coordenar e verbalizar as nossas percepções mais sutis. Estimula a liberdade e o equilíbrio mental.

Temos também os elfos, que são elementais muito semelhantes aos silfos, sem forma corpórea definida, pois aparecem da combinação do Ar e do Fogo. Nestes predomina a ordem mental e o envolvimento social. Para recarregar o seu elemento primordial, que é o ar e o fogo, e assim fortalecer o silfo pessoal, é preciso o contato com o ar puro e eletricamente carregado, presente nas tempestades.

Elemento Fogo


O ousar, a lança, o sul, leão ou dragão, a cor vermelha, Regulus, Vento Sul ou Notus, as mãos fechadas em punho. Seu símbolo é representado pelo triângulo para cima.

Elementais do fogo: salamandras e salandrios. Regente elemental: Djim e são responsáveis pelas temperaturas mais elevadas do ambiente.

Sendo considerado o elemento fogo o mais intenso dos elementais, responsável pelas das transmutações, transformações, transições, mudanças, progresso, determinação, assim como, a guerra, vingança, luxúria, paixão e por aí vai. Sua força luminosa indica o caminho a ser seguido por aqueles que conhecem e praticam os ensinamentos do universo. O fogo é a chama que acende dentro de nós o amor, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito, e nos conduzindo à sabedoria interior.

As salamandras reinam em um corpo totalmente de fogo, assim como toda a sua essência, tem o poder de transformar e desencadear tanto emoções positivas quanto negativas. Paracelso afirma que muitas salamandras são vistas na forma de bolas ou línguas de fogo correndo através dos campos e irrompendo nas casas através das lareiras. Elas possuem especial influência sobre as criaturas de temperamento ígneo e tempestuoso.

Elemento Água


O calar, a taça, o oeste, golfinhos, a cor azul, Antares, Vento Oeste ou Zéfiros, as mãos em forma de concha na altura do abdome. Seu símbolo é representado pelo triângulo voltado para baixo.

Elementais da água: ondinas. Regente elemental: Necksa, sendo as ondinas responsáveis pela depuração ou purificação das águas.

As ondinas despertam e estimulam a natureza emotiva, realçando nossa intuição e a nossa sensibilidade, além das energias da criação e do nascimento, bem como a premonição e imaginação criativa.

As ondinas freqüentemente fazem sentir sua presença, no plano onírico. Sonhos em ambientes aquáticos ou que transbordem sensualidade, aumentando a criatividade em nossas vidas.

A sintonia com a sua ondina pessoal melhora o desempenho das funções da circulação dos fluidos corporais, tais como, o sangue e a linfa. A retenção de água no organismo é indício de desequilíbrio desse elemento, quando isso ocorre, passamos a maior parte do tempo concentrados em nossos pensamentos nos esquecendo do sentimentos.

O excesso do elemento água, nos torna muito passionais, além de gerar exagerada sensualidade, medo e isolamento. Certas lendas afirmam que elas podem viver algum tempo entre os homens, embora acabem sempre cedendo ao chamado das águas e retornando para os rios ou para o mar.

Aliás, muitas ondinas tem estatura semelhante à nossa, como as sereias citadas em várias lendas. Mas há ondinas menores, como as que habitam riachos e fontes, e outras muito diminutas, que vivem nas folhas flutuantes e nas minúsculos musgos criados pelas quedas d'água. A água realmente é um mistério divino da criação da Grande Mãe.

E finalmente, o éter que é unificado nessa existência física, dinamizado e representado pela união de todos os elementos. No livro Alquimista, Paracelso cita: "Toda natureza invisível se movimenta através da imaginação. Se a imaginação fosse forte o suficiente, nada seria impossível, porque ela é a origem de toda magia, de toda ação através da qual o invisível, de um ou outro modo, deixa seu rastro no visível. A energia da verdadeira imaginação pode transformar nossos corpos, e até influenciar no paraíso"...




O Caminho de Santiago de Compostela

O Caminho de Santiago de Compostela é uma rota secular de peregrinação religiosa, que se estende por toda a Península Ibérica até a cidade de Santiago de Compostela, localizada no extremo Oeste da Espanha, onde se encontra o túmulo do apóstolo Tiago.


Tiago foi um pescador que vivia às margens do lago Tiberíades; filho de Zebedeo e Salomé, e irmão de João O Evangelista. Segundo a tradição, após a dispersão dos apóstolos pelo mundo, Tiago foi pregar o evangelho na província romana da Galícia, extremo oeste espanhol. De volta a Jerusalém, o apóstolo foi perseguido, preso e decapitado a mando de Herodes no ano 44. Seus restos foram lançados para fora das muralhas da cidade. Os discípulos Teodoro e Atanásio recolheram seu corpo e levaram-no de volta para o Ocidente, aportando na costa espanhola, na cidade de Iria Flavia.

O corpo do apóstolo foi sepultado secretamente num bosque chamado Libredón. Assim, o local permaneceu oculto durante oito séculos. Uma certa noite, o ermitão Pelayo observou um fenômeno que ocorria neste bosque: uma chuva de estrelas se derramava sobre um mesmo ponto do Libredón, proporcionando uma luminosidade intensa. Tomando conhecimento das ocorrências, o bispo de Iria Flavia, Teodomiro, ordenou que fossem feitas escavações no local. Assim, no dia 25 de Julho de (provavelmente) 813, foi encontrada uma arca de mármore com os restos do apóstolo Tiago Maior.

A notícia se espalhou rapidamente, e o local passou a ser visitado por andarilhos de toda a Europa a fim de conhecer o sepulcro do Santo. A quantidade de peregrinos aumentava intensamente a cada ano. Nobres e camponeses dirigiam-se em caravanas, caminhando ou cavalgando em busca de bênçãos, cura para as enfermidades, cumprir promessas ou apenas aventuravam-se em terras distantes.

O rei Afonso II ordenou que no local da descoberta fosse erigida uma capela em honra a São Tiago, proclamando-o guardião e padroeiro de todo o seu reino. Em pouco tempo, uma cidade foi erguida em torno daquele bosque, e denominada Compostela. A origem etimológica do nome remete ao latim: Campus Stellae, ou Campo das Estrelas, e assim a junção final: Compostela.

No ano de 899, Afonso III construiu uma basílica sobre o rústico templo erguido por seu antecessor. Porém, oitos anos mais tarde, a basílica foi saqueada pelo árabe Almanzor, que respeitosamente, preservou as relíquias do apóstolo. Em 1075, iniciou-se a construção da atual catedral, cinco vezes maior que a anterior.
Os Caminhos do Caminho

O Caminho de Santiago possui - em sua maior parte - um aspecto medieval. As catedrais góticas e românicas, mosteiros e capelas, castelos e aldeias celtas distribuem-se ao longo do percurso.

O apogeu das peregrinações ocorreu nos séculos XII e XIII. As quatro principais rotas tiveram origem neste período. Mesmo partindo de pontos diferentes, todas entravam na Península Ibérica através dos Pirineus. A partir de Puente la Reina o trajeto é o mesmo, com exceção de alguns ramais secundários. As rotas modernas iniciam-se também em cidades como Saint-Jean-Pied-de-Port, na França.


A partir do século XIV, houve uma sensível redução de peregrinos que se aventuravam pelo Caminho. Porém, no século XX o Caminho de Santiago foi "ressuscitado" e voltou a ser umas das principais rotas religiosas da história. Atualmente, é comum encontrar os peregrinos modernos, que percorrem o Caminho de carro ou bicicleta, ou simplesmente aqueles que visitam a Catedral e o túmulo do Apóstolo São Tiago.

Geralmente, o viajante carrega consigo uma concha (conhecida também por Vieira) que possui vários significados. Segundo a lenda, um homem percorria o Caminho a cavalo, quando repentinamente o animal disparou em direção ao mar. O peregrino evocou Santiago, e uma forte onda devolveu-o a terra firme. Retomada a consciência, o peregrino percebeu que seu manto estava repleto de conchas. Assim, a Vieira assumiu um significado de proteção, que também está associada ao Graal. Simboliza, para o viajante, absorver a sabedoria e a entidade de Cristo como seu Eu Superior.

Durante todo o percurso, existem albergues instalados em velhas construções medievais, destinados especialmente a atender os peregrinos. Além de hotéis, pousadas, e os próprios habitantes que cedem suas casas como abrigo. O peregrino carrega consigo uma credencial, que deve ser carimbada em igrejas ou no órgão de turismo correspondente ao local. Munido de um mapa, o viajante também conta com as discretas setas pintadas em rochas, muros e árvores, que funcionam como um guia constante, e evitam que o aventureiro se perca. Ao concluir o Caminho chegando à Catedral de Santiago, o peregrino apresenta a credencial e recebe a Compostelana, uma espécie de certificado de que todo o percurso foi concluído.

No Brasil, a popularização do Caminho deve-se principalmente ao escritor Paulo Coelho, que lançou o livro O Diário de um Mago. Nesta obra, o autor narra as experi-ências místicas vivenciadas em sua peregri-nação em 1989. Além de Paulo Coelho, a cantora Baby do Brasil escreveu Peregrina – Meu Caminho no Caminho, onde também é descrita sua trajetória até Compostela. Mas a literatura brasileira abriga outros títulos que servem de incentivo e preparação para aqueles que se dispuserem a caminhar mais de 800 quilômetros até a cidade de Santiago de Compostela, tombada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, em 1992.


sexta-feira, 27 de março de 2009

As Ruínas de Tiahuanaco

Perto do Lago Titicaca, no altiplano boliviano, a mais de 3.800 metro acima do nível do mar encontram-se as ruínas de uma cidade pré-histórica abandonada: TIAHUANACO.

Perto do Lago Titicaca, no altiplano boliviano, a mais de 3.800 metro acima do nível do mar encontram-se as ruínas de uma cidade pré-histórica abandonada: TIAHUANACO. Evocando especulações desvairadas, essas ruínas já foram chamadas de berço da civilização americana, e a imaginação apoderou-se delas como de poucos outros lugares. A fantasia de sábios autoploclamados ou meros curiosos levantou altos vôos: As ruínas datariam de uns 300 mil anos atrás; o clima do lugar seria paradisíaco, quando a cidade foi fundada, há 20 mil anos; ou seria construção inspirada por astronautas vindos de outros planetas...

Os relevos da Porta do Sol constituiram o calendário mais antigo e o mais precioso do mundo; a cidade teria uma idade de 13.630 anos, e fora abandonada depois de um cataclismo sísmico.(Posnansky). A verdade histórica é muito fascinante do que estas visõs de ficção cintífica, exatamente por estar baseada em fatos. Fatos pacientemente escavados do próprio solo que enterrou aquelas ruínas. Em 1533, caiu o império dos incas do Peru, e quando os espanhóis chegaram ao altiplano agreste, ficaram admiradoscom gigantescos restos arquitetônicos da cidade de Tiahuanaco... "Tiahuanaco" não é um povoado muito grande- escreveu Cieza Léon na sua Crónica del Peru ( Sevilha, 1553 ), falando do lugarejo colonial que se formou perto das ruínas- porém está distinguido pelos grandes edifícios que possui, que certamente são notáveis e para ver. perto dos aposentos principais encontra-se uma colina feita à mão, elevada sobre grandes fundamentos de pedra.

Mais além desta colina estão dois ídolos tão grandes que parecem pequenos gigantes...Próximo destas estátuas...permanece outro edifício cuja antiguidade...é causa de não se saber que povos fizeram tão grandes fundamentos e fortificações... Não se vê mais que uma muralha muito bem lavrada e que deve ter sido feita há muitos tempos e idades. Há muitos portões grandes de uma só pedra e não alcanço nem entendo com que instrumentos se lavrou. Considero estas as maiores antiguidades do Peru; e assim presume-se que antes dos incas reinarem, há muito tempo estavam feitas...

A Porta do Sol, fica na plataforma de Kalasasaya, e por certo o monumento mais conhecido de Tiahuanaco, nunca foi acabada. Ainda em cima à direita, O frade, escultura de Kalasasaya.

Segundo as tradições mais antigas dos índios aymarás, a cidade de Tiahuanaco amanheceu, depois de uma longa noite, pronta em todo o seu explendor... E contam que uma profunda escuridão reinava na Terra, até que um dia as águas do Titicaca se partiram, e surgiu Titihuirajocha com um grande séquito. Criou o Sol, a Lua e as estrelas e depois a grande cidade, onde reinou até que a maldade de seus súditos o obrigou a castigá-los, transformando-os em pedras. E conta ainda que, há muito tempo, lá apareceram os Huiarajochas, cavaleiros brancos, barbudos, cujo chefe dominava o sol a lua e as estrelas, movia a Terra, transladava montanhas e fazia chover fogo...

Estela de Bennett A primeira escavação arqueólogica cintífica, foi efetivada, entre junho e julho de 1932, pelo arqueólogo norte americano Wendell C. Bennett. Os trabalhos tinham por fim o estabelecimento de uma seqüencia estratig'rafica das cerâmicas do lugar- base imprescindível para cronologia exata e tarefa nunca testada antes. "A leste de Kalasasaya- escreveu Bennett (Escavations at Tiahuanaco, 1934) - há um p[equeno templo semi subterrâneo, 1,80m abaixo da superfície da base monolítica. O templo estava completamente coberto desde os princípios deste século... " O poço nº.VII foi feito na metade setentrional do templo. Tinha 4 x 2,5m, paralelo com a parede norte da estrutura. A cabeça de uma grande estátua monolítica foi encontrada a uma profundidade de meio metro, na porção sul do poço. Para desenterrá-la foi necessário estender a escavação seis metros ao sul e uns 3,50m de largura.

Infelizmente, a mudança da técnica da escavação impossibilitou a preservação dos níveis estratigráficos..." Assim em palavras secas e quase aborrecidas descreve Bennett a descoberta da maior estátua monolítica de Tiahuanaco. Depois de achar outra escultura, Bennett estabeleceu sua seqüencia cerâmica. Distinguiu 3 épocas: Antiga, Clássica, e Decadente. Seus achados estão hoje superados - mas ele sempre será lembrado como o descobridor da Estela de Bennett. Os secos relatos cientificos não dão uma idéia da perfeição das melhores peças de cerâmica que, geralmente sobre fundo castanho, luzem nas cores branca, vermelha, amarela e preta. Finamente polidas, às vezes apresentam desenhos extremamente complexos. Predomina a representação do felino e da ave de rapina. Outros animais são a serpente e o lhama, havendo também figura antropomórficas.

E é espantosa a imensa área de distribuição destas cerâmicas - e logo na assim chamada Época Decadente: das costas do pacifico até o norte da Argentina. Carlos Ponce Sanginés, Primeiro ( a partir de 1957 ) no centro de Investigações Arqueológicas de Tiwanaku ( eles preferem esta grafia), hoje Instituto Nacional de Arqueologia (INA). Suas escavações, que foram as maiores da América Latina, visaram descobrir detalhes para uma melhor compreenção da civilização tiahuanacota - e a restauração extensiva dos monumentos escavados. Uma série de datas de carbono 14 estabeleceu uma cronologia absoluta. E dos relatos do INA, das centenas de tabelas e desenhos técnicos e dos diversos objetos encontrados começa a ressurgir a história de Tiahuanaco. Mas antes de contá-la, será preciso ir até o sítio da antiga cidade, tal como se apresenta hoje, após cerca de 30 anos de escavações e restaurações.

As ruínas mais importantes da antiga metrópole encontram-se perto de uma cidadezinha colonial, e estão dominadas pela colina artificial de Akapana. Sabemos hoje que era uma pirâmide truncada, com dois ou três terraços, cuja base mede cerca de 1,80 x 1,35 metros. Em seu topo havia antigamente algumas construções, das quais poucas pedras eram visiveis. Recentes escavações desenterram escadarias e parte da fachada de lages esculpidas ( presume-se que parte da sup'fície da pirâmide estava revestida de barro, sendo provavelmente pintada ou esculpida ). As dimensões da base de Akapana assemelham-se à Pirâmide do Sol, de Teotihuacán, no México. Como esta, seu corpo principal está direcionado para oeste, e, ainda como esta, servia possivelmente de base para construções sacras.

Do cimo de Akapana, o visitante pode abranger com a vista as construções líticas da antiga cidade ( O conjunto Pumapunku, que só de perto se revela como o resto de outra pirâmide com gigantescas edificações monolíticas em ruínas; o quadrângulo rebaixado do templete semi-subterrâneo; a escada monolítica, com seu portão monumental reconstruído; a grande plataforma de Kalasasaya, com seus muros reconstruídos - outrora apenas delimitada por fileiras de pilares monolíticos - com a Porta do Sol; a colina Lankakollu, antigamente outra pirâmide) e vários campos de escavação com suas quadrangulaçõestípicas. A distância vêem-se o lugarejo moderno, cúpulas e a torre da igreja colonial - tudo deitado na planície, com campos arados, terra e poeira seca. Poucos carneiros e vacas comem o capim duro no altiplano. E, nos horizontes das montanhas.

Disseminadas pelos campos há pedras esculpidas, podendo o visitante observador encontrar grande quantidade de pequenos fragmentos de cerâmica do típico estilo tiahuanacota. Resumindo as descobertas de Carlos Ponce Sanginés e seus colaboradores, havia cinco períodos no desenvolvimento de um sítio: Épocas I e II-aldeia; épocasIII e IV-Urbano; época V-Imperial.

A mais antiga data do sítio revelada pelo carbono 14, é aproximadamente, o ano de 1500 a.C. Nas épocas I e II Tiahuanaco viveu como aldeia de poucas centenas de habitantes, com economia auto-suficiente, mas em intercâmbio com os vizinhos. Por volta do século II de nossa era, essa mudança causou uma série de reações em cadeia: apareceu ali um aparelho estatal bem administrado, uma sociedade dividida em importações, com artesãos e artistas que precisavam de matérias-primas oriundas de lugares distantes.

Como eco, houve notável aumento demográfico. Segundo se calcula, aí pelo ano de 200 a produção agricola da região foi tal que um terço bastava para alimentar os componentes . O restante, arrecadado em forma de impostos, servia para manter a casta dominante dos aristocratas e sacerdotes, e para executar obras por elas planejadas, ou seja, as monumentais estruturas arquitetônicas que marcaram essa época: construções sacras, como a pirâmide truncada de Akapana; templos como o kalasasaya e Pumapunku, cada um com cerca de quatro hectares de superfície, o templo, semi-subterrâneo, escavado em 1960-1964, além de vários palácios.

Templete

Como a cidade não fosse auto-suficiente, a propensão era aumentar a área sob sua influência. Na verdade, a tenndência expansionista, tão pronunciada mais tarde, começou já nesta época ( a III, c. 200 d.C.). Por volta do século VII, a cidade entrou na sua fase clássica - numa era de maturidade que se deu ênfase à beleza, modificando e aperfeiçoando as coisas. As melhores esculturas e cerâmicas datam desse tempo. Com freqüência são representadas ordens de guerreiros ( tal como no México): as da águia ( ou do condor) e as do felino, portanto as respectiva máscaras , segurando armas e ostentando como peitoral a lâmina de um machado, símbolo do combatente.

Por essa época as hostes de Tiahuanaco tinham estabelecido enclaves coloniais (em que houve grande intercâmbio comercial) nas regiões de Ayacucho, no Peru ( Huari), e Atacama no Chile. Como mostram as fotografias aéreas, a cidade alcançou no seu apogeu uma superfície de cerca de 420 hectares, 4% dos quais era ocupados por construções religioso-cerimoniais e por pálacios. Tal núcleo era cuidadosamente planificado, como provavelmente o eram as habitações populares, que eram feitas em adobe. O último estágio de Tiahuanaco foi imperial, numa vasta expansão bélica militar.

Devemos ver essas conquistas como fato político, se bem que associado às crenças religiosas. Os guerreiros podem ser observados na arte, portanto machado em uma mão e cabeça trófeu na outra. Ao contrário dos incas posteriores, sua batalhas eram dominadas pelo manejo do arco e flecha. Em torno de 910 Tiahuanaco encontrava-se no apogeu de seu poder. Hoje conhecemos 125 sítios pertencentes à sua cultura, 87 dos quais da época imperial. Com um território que deve ter coberto seiscentos mil quilômetros quadrados, calcula-se sua população hipotética em três milhões e seiscentos mil habitantes ( com uma densidade populacional de seis habitantes por quilômetro quadrado ) no fim de sua tragetória. A braçando a oeste a costa do Pacífico, e tendo ao centro a cordilheira e o altiplano, esses domínios abarcavam, a leste, o vale de temperatura constantemente amena. No século XIII o império desmoronou, não se sabe bem o porquê Séculos depois os incas tentaram ressuscitar a cidade. Presume-se que eram de fala aymará os construtores de Tiahuanaco. Pumapunku significa Porta do Puma - acredita-se hoje que era o santuário dos guerreiros do felino.

Antes das últimas escavações recentemente, o lugar apresentava-se como colina aparentemente natural, de cerca de doze metros de altura. Em seu topo existe uma plataforma que, medindo perto de vinte por cinquenta metros, é formada por imensos blocos de pedra esculpida vindos de uma pedreira cem quilômetros distante dali. O maior bloco pesa umas 150 toneladas. Esta plataforma e os restos das constrções, às quais servia de base, foram destruídos pelos espanhóis que, à procura de tesouros, fizeram voar enormes pedras com grande quantidade de pólvora. Nos escombros distinguem se fragmentos de vários portões monolíticos esculpidos, similares da famosa Porta do Sol. Neste sítio iniciaram-se em 1977- o que foi continuado por três temporadas - , mas ainda não se publicaram as conclusões cintíficas dessas investigações.

Foram encontradas as esquinas da estrutura, que sabe-se agora medir cento e trinta por duzentos metros. Trata-se de uma pirâmide de terra com fachada de muralha escalonada, construída com pedras muito bem lavradas, assentadas diretamente no chão, sem alicerces. Em muitos lugares o muro foi demolido, e suas pedras retangulares levadas para La Paz. Explorando mais, encontran-se restos de um piso vermelho de argila polida e também outro muro mais antigo (escondido por trás da camada de terra aplicada para receber o mais recente) , que se encontra em exelente estado de preservação. Para os arqueólogos bolivianos não há mais grandes mistérios na história do império de Tiahuanaco: expansão bélica, apoiada em capiais secundários sempre dependentes da metrópole nas margens do lago Titicaca. Diferentes versões estilísticas nada mais são do que a expressão de uma arte colonial inflluenciada pela metrópole. Numa palavra, era um império boliviano. Já os estudiosos peruanos vêem as coisa de forma diferente. Para eles também começa em Tiahuanaco. Mas apontam certas semelhanças estilísticas que indicam forte influência vinda de Chávin ( da qual também focalizo nesta pagína ), notadamente quanto às divindades do felino, da ave de rapina e dos "anjos atigrados" (É verdade que nem o felino nem a serpente habitam as regiões altas de Chávin ou Tiahuanaco, sinal de que a religião destas divindades não podia ser autóctone.)

Especialmente os peruanos negam a Tiahuanaco o comando da fase expansiva ou imperial. Reivindicam como capital desse império a cidade de Huari, no departamento peruano de Ayacucho. É certo que o estilo da cerâmica e escultura lítica mudou no caminho de Tiahuanaco para Huari (ou Wari) , cidade que sofreu duas fortes influências estilísticas ( e, naturalmente, culturais ) : de Nazca, na costa do Pacífico, e de Tiahuanaco. Da confluência destas duas correntes formou-se o foco imperial de Huari, que por sua vez conquistou o grande império. Estranho como fronteiras modernas podem influenciar a visão da história do passado.Não entraremos nos méritos das duas versões. É certo que existiu um império influenciado por Tiahuanaco, que nos séculos XI-XII dominou grande parte da Bolívia, Peru, Chile e Argentina. Se a capital política era Tiahunaco, Huari ( os arqueólogos bolivianos frisam que Tiahuanaco era sem dúvida muito maior que Huari ), ou outro lugar qualquer - é coisa que só os especialistas podem decidir.

O que importa aqui é o adiantamento tecnológico ( especialmente da metalurgia ) e artistico de Tiahuanaco e Huari, com suas maravilhosas esculturas líticas e cerâmicas policromas, e, preservadas pelo clima seco da costa pacífica, as fabulosas fazendas de lã de lhama. Nossos conhecimentos da história de Tiahuanaco-Huari sempre ficarão limitados Não existe escritura que possa decifrar. As figuras misteriosas da Porta do Sol, do Monólito Bennett ou de certos tecidos são possivelmente ideogramas ou até hieróglifos, mas não temos qualquer base para uma interpretação cintífica das mesmas. Nunca saberemos a completa história de Tiahuanaco, pois todas as informações que temos a seu respeito vêm dos indicios tirados da terra e das próprias obras de arte, que podemos estudar e tentar interpretar.



Natureza virtual, conservação real - Gustavo Faleiros


Pode soar um pouco estranho ou até assustar conservacionistas mais tradicionais, mas a Internet está ganhando espaço como instrumento de proteção da natureza.

Pode soar um pouco estranho ou até assustar conservacionistas mais tradicionais, mas a Internet está ganhando espaço como instrumento de proteção da natureza. A difusão de informação por campanhas na rede ou a mobilização através de listas de e-mail já é arma eficiente para as organizações não-governamentais (ongs). Agora, há cada vez mais grupos ambientalistas olhando para ferramentas de realidade virtual, como Google Earth ou Windows Virtual Earth, para ganhar aliados em suas causas e até mesmo angariar fundos para conservação.

Um dos projetos mais inovadores é o da Healthy Planet (Planeta Saudável), baseada no Reino Unido. Sua idéia é permitir que qualquer pessoa possa adotar um hectare de terra preservada em parques nacionais ao redor do planeta. A proposta tem tudo para mexer com os brios de nacionalistas, mas parece simples e efetiva. A entidade mantém em seu site na Internet uma lista com pequenas associações locais que trabalham em áreas protegidas. Quem acessa pode fazer uma visita virtual ao local do projeto, através do Google Maps ou do Google Earth, e escolher um hectare para fazer uma doação, ou mesmo oferecer de presente para um amigo ou familiar.

Na prática, ninguém está comprando um pedaço da Amazônia, ou de qualquer outro local. Apenas se escolhe um lugar digno de ser preservado para as futuras gerações e se garante que as ongs que ali trabalham tenham recursos.

Mark Mulligan é fundador da Healthy Planet e professor de Sistemas de Informação Geográfica no King's College, da Universidade de Londres (Inglaterra). Ele usou sua expertise para montar um sistema simples, em que as pessoas acompanham pela rede mundial o que ocorre nas unidades de conservação. Ele ofereceu a nova ferramenta para grandes ongs, que, segundo ele, educadamente recusaram a oferta. “Eu acho que elas têm medo de um envolvimento tão direto com seus doadores”, analisa.

Tornar doadores mais cientes de qual é o destino de seu dinheiro é uma das prioridades para a entidade de Mulligan. “Acho que nossa proposta vai contra o comportamento de pessoas que doam 10 dólares por mês a uma grande ong e acham que estão bem com sua consciência”, argumenta. Por isso, uma das exigências para as pequenas associações com projetos na página da Healthy Planet é produzir relatórios nos quais quem adotou um hectare consiga literalmente visualizar os benefícios da conservação. Assim fotos, dados e imagens de satélite permitem um passeio virtual nos parques e outros tipos de reservas.

Se o resultado não agradar, as doações podem ser canceladas ou realocadas. “Mesmo que o projeto dê errado, a experiência servirá para que as pessoas entendam que conservação não é algo fácil. Muitas vezes, mesmo com dinheiro, há fatores políticos que não são controláveis”, diz o professor da Universidade de Londres.

Aliás, garante Mulligan, a intenção não é tornar parques nacionais ricos o suficiente para que os governos locais achem que não precisam fazer mais nada. Segundo ele, os projetos são pequenos, algo em torno de 5 mil dólares, e beneficiam os parques com equipamentos básicos, como combustível, ou instruem moradores da região a não buscarem lenha dentro da área protegida. Por enquanto, a Healthy Planet tem parcerias com ongs na Tailândia, Equador e Colômbia. No Brasil, nenhuma iniciativa em curso, por enquanto.

Do videogame à ecologia

Para explorar o potencial de projetos como o da Healthy Planet, a Google, hoje uma das maiores empresas de tecnologia de informação, criou um departamento chamado Google Earth Solidário, voltado exclusivamente a buscar aplicações não-comerciais para sue globo virtual. Recentemente, em conversa com a reportagem de O Eco, a gerente do Departamento Solidário, Rebeca Moore, contou que os inventores do Google Earth vieram da indústria do videogame e pensaram originalmente em usar as ferramentas virtuais para propaganda ou projetos de engenharia. Mas tudo mudou.

“Foi quando eles souberam que o exército americano tinha usado o Google Earth para montar um esquema de resgate depois do Furacão Katrina que eles perceberam um enorme potencial. Hoje, o uso não-comercial é o que dá mais orgulho para eles”, comentou Rebeca.

Os exemplos do uso de globos virtuais em projetos de meio ambiente são muitos e bastante interessantes. Até mesmo agências oficiais das Nações Unidas estão criando conteúdo para tornar mais fácil a visualização de problemas ambientais. O Atlas de Mudança Ambiental, do Programa da ONU de Meio Ambiente (PNUMA), é um trabalho que vale a pena explorar. Com imagens de satélite de diversas regiões do globo, mostram como poluição, urbanização e desmatamento promoveram mudanças em um curto espaço de tempo. No Brasil, há exemplos da urbanização do Distrito Federal e na região de Manaus, além de imagens do ritmo do desmatamento no estado de Rondônia (clique na imagem ao lado).

No campo da conservação, há muitos outros exemplos (veja abaixo). Outro que ganhou destaque nos últimos tempos foi o website criado pelo Programa Marinho da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A página Protect Planet Ocean possui um mapa, também no Google Earth, com a localização de todas as unidades de conservação marinhas do planeta. A base de dados não está 100% pronta, mas clicando nos ícones de muitas delas, é possível saber informações sobre tamanho, espécies e vegetação presentes. O internauta pode acrescentar fotos ou vídeos do local.

"Eu acho estas novas ferramentas muito importantes. Elas criaram uma nova audiência, de milhões de pessoas ao redor do mundo, de cientistas a conservacionistas enrustidos. Mesmo pessoas que raramente saem para dar uma caminhada no campo, ainda poderão apreciar e explorar um pouco do mundo real através do mundo virtual" diz o coordenador do Protect Planet Ocean, Dan Laffoley.

quinta-feira, 26 de março de 2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

Umbigos do Mundo

Umbigo do Mundo é o nome dado aos grandes centros de energia e sabedoria surgidos na Antiguidade. Alguns deles são o Oráculo de Delfos, na Grécia; Rapa Nui (Ilha de Páscoa), no Oceano Pacífico; e Cuzco, no Peru.

Delfos
Durante mais de 15 séculos, do nascimento ao fim da cultura grega antiga, o Oráculo de Delfos, ou templo de Apolo, serviu como local onde os peregrinos vindos das mais diversas latitudes do mundo helênico consultavam as pitonisas, as sacerdotisas oraculares, para saber qual o seu destino, da sua família ou da sua pátria. Delfos tornou-se um dos lugares sagrados mais venerados pelos gregos, sendo que suas previsões e predições tiveram enorme repercussão nos destinos de reis, de tiranos e de muita outra gente famosa daqueles tempos.

A lenda do oráculo de Delfos
Querendo medir com exatidão o centro do mundo, Zeus fez com que duas águias fossem soltas de lugares opostos da terra. Quando o vôo das duas se cruzou, ali bem embaixo o todo-poderoso determinou ser o local – uma pedra situada nas cercanias do monte Parnaso - do ônfalos, o umbigo do mundo. Anunciou então a todos que dali ele entraria em contato com quem desejasse fazer-lhe consultas ou pedir-lhe orientações.

Porém, a região era dominada pela monstruosa Píton, uma cobra gigantesca que espantava qualquer possibilidade de aproximação. Coube então a Apolo oferecer-se para enfrentar a serpente, representante das forças primitivas e irracionais, derrotando-a num formidável combate. O deus vitorioso sepultou os restos do ofídio monstruoso exatamente embaixo do solo em que se ergueu o templo de Delfos, no golfo de Corinto, local em que as mensagens de Zeus, por intermédio de Apolo, chegariam aos interessados.

Cusco
Cusco (em espanhol Cuzco ou Cusco, em quíchua Qosqo ou Qusqu) é uma cidade no Peru situada no sudeste do Vale de Huatanay ou Vale Sagrado dos Incas, na região dos Andes, seu nome significa "umbigo", no idioma quíchua.
Duas lendas indígenas atribuem sua fundação a seu primeiro chefe de estado, um personagem lendário chamado Manco Capac, junto a sua irmã e esposa Mama Ocllo. Em ambas se afirma que o lugar foi revelado pelo deus sol (Inti) aos fundadores depois de uma peregrinação iniciada ao sul do Vale Sagrado dos Incas em busca do lugar exato.

Por dados arqueológicos e antropológicos estudou-se o verdadeiro processo da ocupação de Cusco. O consenso aponta a que, devido ao colapso do reino de Taypiqala, produziu-se a migração de seu povo. Este grupo de cerca de 500 homens teria se estabelecido paulatinamente no vale do rio Huatanay, processo que culminaria com a fundação de Cusco. É desconhecida a data aproximada, porém, graças a vestígios, há um consenso que o local onde se localiza a cidade já se encontrava habitado há 3000 anos. Porém, considerando unicamente seu estabelecimento como capital do Império Inca (meados do século XIII), Cusco aparece como a cidade habitada mais antiga de toda América.

Foi a capital e sede de governo do Reino dos incas e seguiu sendo ao iniciar-se a época imperial, tornando-se a cidade mais importante dos Andes. Esta posição lhe deu proeminência e a converteu no principal foco cultural e eixo do culto religioso.

Atribui-se ao governante Pachacuti ter feito de Cusco um centro espiritual e político. Pachacuti chegou ao poder em 1438, e ele e seu filho Túpac Yupanqui dedicaram cinco décadas à organização e conciliação dos diferentes grupos tribais sob seu domínio, entre eles os Lupaca e os Colla. Durante o período de Pachacuti e Túpac Yupanqui, o domínio de Cusco chegou até Quito, ao norte, e até o rio Maule, ao sul, integrando culturalmente os habitantes de 4.500 quilômetros de cadeias montanhosas.

Também se crê que o desenho original da cidade seja obra de Pachacuti. O plano do Cusco antigo tem forma de um puma, com a praça central Haucaypata na posição que ocuparia o peito do animal. A cabeça do felino estaria localizada na colina onde está a fortaleza de Sacsayhuaman. Os incas organizaram sua divisão administrativa de maneira que os limites das quatro regiões do império coincidissem na praça principal de Cusco.

Rapa Nui
No ano de 1722, domingo de páscoa, às 18 horas. A bordo do navio de Afrikaanske Galei, os marinheiros trabalham normalmente. Há quatro meses e meio tinham levado ferros da Holanda em viagem de exploração e comércio e afora o rápido combate com um grande galeão espanhol, que tinha deixado para trás graças a sua superior velocidade, tudo havia corrido ao gosto do comandante comodoro Jacob Roggeveen. Súbito o vigia , anuncia " terra à vista" . Aproximam-se de uma ilha não assinalada no mapa. Com a pouca luz do entardecer chegam em tempo de avistar no litoral, sobre longas muralhas de pedra, enormes gigantes que parecem dispostos a evitar desembarque. Roggeveen manda ancorar longe da costa e decide esperar pelo amanhecer para tomar uma decisão Quando o dia clareia os europeus têm sua segunda surpresa. Os gigantes permaneciam parados e com óculos de alcance foi possível avistar gente de tamanho normal que se movia entre eles. Tinha-se assustado com estátuas. Resolvem então desembarcar, após batizar a ilha em honra a data de sua descoberta. ( Texto retirado do livro " Grandes Enigmas da Humanidade" Luís Carlos Lisboa e Roberto Pereira de Andrade )

Estátuas colossais, de mais ou menos 5 metros reinam em toda ilha do Pacifico desafiando a ciência. Como explicar o transporte das colossais estátuas, chamadas Moais, ninguém até hoje soube dizer. As estátuas olham para o norte e nordeste, sul, sudoeste e sudeste. A ilha toda tem 170 km2 de extenção, 3500 km da costa oeste da América do sul. Existem hieróglifos por toda parte da ilha e se fossem decifradas iriam revelar muito sobre a cultura daquela época. Fica a seguinte pergunta no ar: Quem e que ferramentas foram usadas na construção daquelas estátuas? Simplesmente esta pergunta está entre nós desde o descobrimento da Grande Pirâmide do Egito. Mas se pensármos bem o Mundo está repleto de enigmas do qual só temos uma resposta, ou fomos auxiliados por seres inteligentes de outras galáxias, ou tivemos uma grande catástrofe da qual esquecemos tudo e recomeçamos da estaca zero... A ilhota é de formação vulcânica, tendo um relevo moderado, superficie de 118 km quadrados, com altitudes que variam de 200 à 500m. Faz parte da província de Val Paraíso no Chile, e constitui a Oceania chilena. Batizada como "Te pita, te henua" (umbigo do mundo ).

As mais de 887 estátuas da Ilha de Páscoa contêm em si uma pergunta imediata: como um lugar tão pequeno e isolado poderia originar uma cultura capaz de obras tão espetaculares? Desvendar os mistérios desta ilha não é uma tarefa fácil, e há inúmeras décadas pesquisadores e arqueólogos têm se dedicado às questões que Páscoa suscita. Quem construiu os moais? Como foram eles transportados até os ahus? A Ilha de Páscoa é o lugar habitado mais isolado do mundo: são 118 km² de terra no sudoeste do oceano pacífico, 1.600 km a leste da ilha de Pitcairn e 3.700 km a oeste do Chile. O holandês Jacob Roggenveen foi o primeiro ocidental a visitar o lugar, em 1722. Encontrou polinésios e nativos de "pele clara e cabelos vermelhos", que moravam em cabanas feitas de colmo e subsistiam da escassa vegetação. Em 1956, uma outra expedição, comandada pelo norueguês Thor Heyerdahl, descobriu milhares de ferramentas usadas na execução das estátuas. Mas as dúvidas sobre sua autoria permaneciam. Embora mencionem-se incas e até alienígenas como seus autores, a tendência é atribuí-las aos polinésios, que teriam chegado à ilha no século VII.

Bada Pic's I














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A Plasticomania....

Video muito interessante sobre o uso excessivo do plástico ....